Por Ivan Ryngelblum e João José Oliveira

A Embraer informou nesta segunda-feira (16) que não há qualquer definição sobre o tamanho de sua participação no capital social da empresa que pode ser formada com a Boeing. O comunicado é uma resposta ao ofício enviado à companhia pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na sexta-feira (13).



O ofício da autarquia à empresa pedia esclarecimentos sobre uma reportagem veiculada pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, que diz que o governo brasileiro quer que a Embraer tenha um representante no conselho de administração da joint venture a ser formada. Outra suposta exigência seria a de que a participação do governo no capital social seja de 20%, e não de 10% como o proposto pela Boeing.

De acordo com a Embraer, a companhia ainda está negociando como será a combinação de negócios com a empresa americana por meio um grupo de trabalho do qual o governo participa.

“Entretanto, até o momento, não há definição acerca da estrutura de participação da Embraer e tampouco da governança de possível nova sociedade que venha a ser criada, caso venha a ser implementada a referida combinação de negócios”, diz a empresa no ofício.

1º trimestre

No primeiro trimestre de 2018, a Embraer entregou um total de 25 jatos, sendo 14 aviões comerciais e 11 aviões executivos.

Entre os jatos comerciais entregues no período, 11 foram E175 e três foram E190.

No segmento de jatos executivos, foram entregues oito jatos leves, três Phenom 100 e 5 Phenom 300, e três jatos grandes (dois Legacy 450 e um Legacy 500).

No primeiro trimestre de 2017, a Embraer entregou 33 jatos, sendo 18 aviões comerciais e 15 aeronaves executivas.

A meta da empresa para este ano é entregar de 85 a 95 jatos comerciais e de 105 a 125 aeronaves executivas.

Em comunicado ao mercado, a Embraer informou ainda que a Embraer Defesa & Segurança anunciou, durante o Singapore Airshow, a assinatura de uma carta de intenção com a empresa de serviços de aviação SkyTech para aquisição de até seis aeronaves de transporte multimissão KC-390.

As aeronaves estão destinadas a diversos projetos de defesa e ambas as empresas também concordaram em avaliar uma potencial colaboração estratégica com o objetivo de explorar conjuntamente novas oportunidades de negócios nas áreas de treinamento e serviços.

FONTE: Valor
FOTO: Ilustrativa



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