O Microlançador Brasileiro (MLBR), foguete nacional que está sendo desenvolvido para lançar satélites na órbita da Terra, concluiu importantes preparativos para os primeiros carregamentos dos motores que irão equipar o veículo. Entre os principais resultados desta etapa estão a formulação do propelente inerte que será utilizado nas operações iniciais e a conclusão dos envelopes dos propulsores N-04 e N-09, que equipam o terceiro e o segundo estágios do lançador.
A utilização de propelente inerte é considerada fundamental para assegurar a confiabilidade dos processos de fabricação e carregamento dos motores, permitindo a validação de procedimentos em condições controladas e contribuindo para a redução de riscos nas fases subsequentes do projeto. A iniciativa tem como objetivo validar processos, procedimentos operacionais, requisitos de qualidade e protocolos de segurança antes da utilização de propelente ativo nas etapas futuras do desenvolvimento.
Além da formulação do propelente, os envelopes dos propulsores N-04 e N-09 já estão concluídos. As atividades agora se concentram na fabricação e nos testes dos equipamentos e dispositivos necessários para as operações de carregamento, incluindo o mandril central responsável pela geometria interna do grão propelente.
Os três motores do MLBR já tiveram suas estruturas qualificadas. O N-90, utilizado no primeiro estágio do veículo, emprega aproximadamente nove toneladas de propelente. O N-09, responsável pela segunda fase da ascensão, utiliza cerca de uma tonelada, enquanto o N-04, destinado à etapa final de inserção orbital, demanda aproximadamente 400 quilos.
Os carregamentos inertes representarão mais um importante passo no amadurecimento tecnológico do projeto, permitindo a consolidação dos planos operacionais e de qualidade que nortearão as próximas etapas do desenvolvimento.
“O avanço dos preparativos reforça a evolução contínua do MLBR em direção ao objetivo de contribuir para a ampliação da capacidade brasileira de acesso independente ao espaço, por meio do desenvolvimento de tecnologias estratégicas nacionais”, destaca Ralph Correa, gerente do Programa e engenheiro da Cenic Engenharia – empresa líder do arranjo produtivo responsável pelo desenvolvimento do foguete.
FONTE: eh!up
