F-35 autorizado a voar, mas não para Farnborough

Refueling the F-35B Lightning II with VMGR-352

FARNBOROUGH – Autoridades da  Força Aérea e da Marinha dos EUA, aprovaram o retorno limitado ao vôo dos F-35B, embora não haja nenhuma determinação sobre se o caça irá para o show aéreo de Farnborough em 20 de julho próximo.

Autoridades do Pentágono dizem que estão “esperançosos” de que quatro F-35B possam fazer o trânsito histórico através do Oceano Atlântico para o programa multinacional de U$ 398 bilhões, após três semanas da frota no chão.

O tempo permite “um regime de inspeção do motor e um envelope de vôo restrito”, diz o porta-voz do Pentágono, Contra Almirante John Kirby. O “envelope de vôo restrito permanecerá em vigor até que a causa seja descoberta”.

O motor Pratt & Whitney F135 de um F-35A explodiu em chamas no dia 23 de junho depois de fricção excessiva na terceira fase do integral bladed rotor (IBR), ou blisk, na seção a frio do motor. A Pratt & Whitney e funcionários do programa do F-35,  não responderam imediatamente a um pedido de informações sobre como seria limitar o envelope de vôo.

A terceira fase (IBR), fica por trás da ventoinha frontal no F135 e comprime o ar antes de o passar para o núcleo de alta pressão. Cada fase é separada por um estator e roda no interior da caixa, que está alinhada com uma tira fixada para manter as folgas estreitas entre as pontas das pás e a parede interior do invólucro do compressor. Isso permite tolerâncias apertadas, reduzindo a perda de pressão e um pouco de fricção é aceitável.

No motor do AF-27, o avião que pegou fogo, as lâminas foram se atritando muito além do design, criando um calor excessivo e microfissuras nas lâminas. A falha por fadiga de alto ciclo resultantes forçaram a seção a “se desfazer”, diz Bogdan, levando ao incêndio dia 23 de junho em Eglin.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Defesa Aérea & Naval

FONTE: AviationWeek

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