Royal Navy encara pesada atividade russa desde a Guerra Fria

Por Ben Farmer

O First Sea Lord Admiral, Sir Philip Jones disse aos seus marinheiros, que a Marinha estava lidando com o mais alto nível de atividade da frota de Vladimir Putin desde o fim da Guerra Fria, ao mesmo tempo que tem de fazer “difíceis” cortes de equipamentos.

A mensagem do chefe da Marinha Real vem no momento em que os navios de guerra britânicos estão novamente sendo preparados para escoltar o porta aviões russo Admiral Kuznetsov, que passará pelo Reino Unido, durante o retorno de sua campanha de bombardeio contra os rebeldes sírios.

Fontes navais disseram que as implantações de alto perfil de frota de superfície da Rússia preocupam muito menos do que um aumento acentuado em missões de submarinos russos em águas ao norte da Escócia.

Fragatas e submarinos britânicos, apoiados por aliados da NATO, estão travando um jogo cada vez mais intenso de gato e rato tentando encontrar e rastrear os submarinos russos.

As atividades submarinas russas cresceram para níveis não vistos desde a década de 80, e é acompanhada por maiores esforços para espionar os navios de dissuasão nuclear da Grã-Bretanha, baseados em Faslane.

Em uma mensagem de Ano Novo para a Marinha, Sir Philip disse: “No norte da Europa e no Báltico, estamos respondendo ao mais alto nível de atividade naval russa desde o fim da Guerra Fria.”

Esses comentários seguem um aviso no ano passado dado pelo comandante da frota europeia da Marinha dos EUA, de que a Otan estava à beira de uma nova “batalha do Atlântico” com submarinos russos cada vez mais sofisticados.

Dr. Andrew Foxall, diretor do Centro de Estudos Russos do Henry Jackson Society, disse que as águas que separam a Gronelândia, Islândia e Reino Unido, que já tinha sido um campo de batalha chave da Guerra Fria, foram novamente o centro de um confronto secreto.

O chamado gap GIUK representa a porta de entrada para os navios russos que entram no Atlântico e durante a Guerra Fria era um dos trechos mais monitorados no mundo.

Ele disse: “Eu não acho que é o aumento do número absoluto [de missões] que seja a preocupação maior, e sim a informação que estes submarinos russos estão tentando recolher.”

“A Rússia foi incrementando sua presença no Atlântico Norte, ao mesmo tempo que outros países têm reduzido.”

Ele disse que a decisão do Reino Unido para desfazer-se da aeronave de marítima vigilância Nimrod em 2010 e o atraso na obtenção do Boeing P8,  “deixou o país vulnerável ao tipo de atividade que os submarinos russos conduzem”.

Sir Philip também admitiu que a Marinha Real está lutando por melhor orçamento, recursos humanos e problemas de equipamentos após cortes e insuficiências de pessoal terem sido revelados. A Marinha entende que está diante de um buraco negro no orçamento de £ 500 milhões, e os comandantes foram orientados a encontrar meios de poupar.

Escrevendo para o Navy News, ele disse que os destroyers Tipo 45 estão sofrendo refits nos motores depois de uma série de falhas de energia, “que acabaram sendo menos confiáveis do que o inicialmente previsto”.

Mas ele disse que as dificuldades eram “desafios de uma nova classe de navio”.

Ele disse: “Você não ouve sobre as mesmas questões em muitas outras marinhas, mas acredite, elas existem porque eles não funcionam com a mesma sofisticação ou expectativa.”

Uma fragata e um destroyer da Marinha Real estão de prontidão para acompanhar o Kuznetsov e seus escoltas quando ele passar pelo Reino Unido nas próximas semanas. O velho porta aviões está atualmente no Mediterrâneo acompanhado por um cruzados russo, dois destróieres e um navio-tanque.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: The Thelegraph

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