Rio de Janeiro, 07/11/2018 – Responsável por mais de 350 mil empregos, 3,7% do PIB e um movimento de cerca de R$ 200 bilhões, os investimentos na Base Industrial de Defesa alavancam o desenvolvimento do país. Os dados e a informação foram destacados pelo ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, na manhã desta quarta-feira (7), durante a palestra que proferiu na abertura do 1° Seminário de Gestão de Aquisição de Defesa, no Rio de Janeiro.



Organizado pela Escola Superior de Guerra (ESG) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o evento contou com apoio do Ministério da Defesa, Instituto Pandiá Calógeras, além das três Forças Armadas.

A uma plateia formada por cerca de 300 especialistas no tema, entre civis e militares, Silva e Luna reforçou que “o fomento à nacionalização de produtos, à transferência de tecnologia e à capacitação de profissionais brasileiros reduzem nossa dependência externa e mantém um alinhamento com as necessidades e os requisitos operacionais das nossas Forças Armadas’. A exposição do ministro contemplou o tema abordado no seminário: “Perspectivas e novos desafios para a gestão e a aquisição de defesa no Brasil”.

Nesse sentido e para consolidar uma melhor proposta orçamentária, o Ministério da Defesa tem conduzido as Forças (Marinha, Exército e Aeronáutica) na busca de caminhos “para modernização gerencial, doutrinária, organizacional, de material, de qualificação, de recursos humanos e de mentalidade de operações conjuntas e capacidade de defesa, para conceber uma nova organização de cada Força”, ressaltou o ministro em sua fala.

Para fortalecer uma Agenda de Defesa, o ministério tem negociado iniciativas complementares, como a negociação com o BNDES de uma linha de crédito internacional, país a país, e inclusão do MD na Câmara de Comércio Exterior, a Camex, segundo o ministro.

Ele pontuou ainda que os desafios para a segurança e a defesa do Brasil podem ser resumidos em “redução da porosidade das nossas fronteiras, maior capacidade de proteção das infraestruturas estratégicas e dos recursos naturais, enfrentamento eficaz do crime organizado transnacional, orçamentos previsíveis e suficientes para o adestramento dos programas estratégicos prioritários, além da prontidão das Forças Armadas”.

Silva e Luna disse saber que para isso “precisamos de mais tecnologia, mais investimentos, mais pesquisas e tudo isso aliado a uma base industrial forte e a parcerias estratégicas”. Para ele, a realização do evento é uma oportunidade para o debate e o compartilhamento de experiências.



Sustentabilidade

O seminário, que ocorre no Museu do Amanhã até esta quinta-feira (8), busca identificar caminhos para o crescimento, sustentabilidade e proteção da base científica, tecnológica e industrial voltada para Defesa.

Outro objetivo é valorizar o papel central da comunidade na inovação dos processos de gestão, especialmente em tempos de crise e no contexto do competitivo mercado internacional dos produtos de defesa.

Nos dois dias do evento, estarão reunidos gestores da comunidade de aquisição em defesa do Brasil, tanto com a compra quanto por intermédio de projetos sustentáveis de pesquisa, de desenvolvimento tecnológico e de capacitação industrial.

Após participar da abertura do seminário, o ministro da Defesa seguiu para Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde conheceu as instalações da fábrica da empresa Condor de produtos não-letais.

FONTE E FOTO: MD



 

1 Comment

 

  1. 09/11/2018  13:21 by Andre Responder

    Na teoria tudo é mais simples, mas é na prática que essas ideias precisam mostrar essas potencialidades, independente de quem esteja no governo. De que adianta o ministro ministrar palestra sobre a importância de se proteger as fronteiras se a realidade contraria essa necessidade? Não estou responsabilizando o Ministro da Defesa diretamente já que ele depende de outros órgão do governo para receber recursos (além da crise para piorar ainda mais a situação - apesar de que a função dele é justamente convencer o presidente da importância de verba para sua pasta), estou apenas dizendo que cansa ficarmos apenas na retórica e nunca vermos tudo isso na prática como deveria.
    O Prosub é prática, mas a custa de muita dificuldade de toda ordem. O Prosuper não é prática, porta-avião não é prática, o próprio Atlântico foi uma novela para consegui-lo, fragatas novas não é pratica e sim todo descaso do governo sobre esses navios que já estamos cansados de saber, o Sisgaaz não é prática além claro de projetos da Força Aérea e Exército.

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