A Itália não vai comprar mais caças F-35 da Lockheed Martin Corp F-35 e está a considerando a possibilidade de ficar com os que já está comprometida, disse a o Ministra da Defesa, Elisabetta Trenta, nessa sexta-feira.



Trenta vem do Movimento 5 Estrelas (Movimento 5 Stellenti) que sempre foi crítico da Itália, como membro da NATO/OTAN, de comprar 90 caças, dizendo que o dinheiro poderia ser melhor gasto aumentando o bem-estar e ajudando a lenta economia.

“Nós não vamos comprar mais F-35,” disse Trenta em uma entrevista à uma rede de televisão. “Estamos avaliando o que fazer em relação ao contrato em vigor.”

Ela escreveu várias razões para ser cautelosa, dizendo que “forte sanções financeiras” podem significar que “acabar com a compra poderia custar mais para mantê-los”.

Ela também falou sobre os benefícios em termos de tecnologia e pesquisa na Itália relacionadas com o caça, bem como os postos de trabalho que se podem perder.

O F-35 é fabricado pela Lockheed Martin mas, também inclui empresas como a Northrop Grumman, United Technologies, Pratt & Whitney e BAE Systems, que participam do programa.

No entanto, Trenta disse que viu mérito de se estendender a compra, a fim de liberar recursos para investimentos em projetos de defesa Europeus.

Alguns membros do 5 estrelas disseram no ano passado que a Itália deveria cancelar a compra toda, mas Trenta deixou claro que ela tinha reservas sobre isso. “Ninguém está escondendo o fato de que sempre foram críticos … em vista de contratos existentes e assinados pelo governo anterior, estamos realizando uma avaliação cuidadosa que considera exclusivamente o interesse Nacional,” disse ela.

FONTE: Reuters
FOTO: MMI
TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: DAN
COLABOROU: Manoel Flavio



 

13 Comments

 

  1. 16/07/2018  17:32 by tassios Responder

    Qnt bobagem em ministra da Defesa? Mas cada país com suas bobagens.

  2. 11/07/2018  16:43 by Teropode Responder

    Questões econômicas restringindo aquisições militares , fala-se no preço total do caça e blá blá blá, mas não há grandes chances dos europeus produzir um 5g e este vir a custar menos do que o F35 , basta observar os valores do Rafale e Thyphon , na realidade os únicos que estão produzindo um 5g que custa-ra 3x menos são os Russos , bom aí já viu né, crer ou não crer ?

  3. 11/07/2018  16:18 by HMS TIRELESS Responder

    Típica decisão açodada de um governo populista, nesse caso de extrema-direita (xucra), que visa apenas o agrado imediato de uma maioria eventual. Contudo, quando você analisa mais detidamente a decisão os reflexos negativos são inegáveis. A Itália possui uma posição privilegiada no programa visto que além de construir partes do aparelho possui uma linha de produção final na cidade de Cameri, e a decisão de não encomendar mais aparelhos e ainda por cima cortar o pedido existente pode simplesmente tornar a manutenção da instalação economicamente inviável. Ou seja, além da perda do conhecimento tecnológico obtido com a participação do programa tal decisão ainda irá provocar reflexos sociais negativos na forma de desemprego de mão de obra altamente especializada.

    Para piorar tal decisão ainda abrirá um Gap de capacidade nas forças italianas que não poderá ser suprido com os meios atuais, especialmente a baixa futura da força de Tornados, visto que o Typhoon não teria a capacidade de penetrar em defesas antiaéreas, especialmente de SAM, muito densas. Mas o baque maior indubitavelmente se dará na Marina Militare visto que seus AV-8B aproximam-se do fim de sua vida útil. E ao não serem repostos seus NAes serão reduzidos à condição de Porta-Helicópteros ou navios de assalto anfíbio.

  4. 09/07/2018  2:44 by Topol Responder

    Sbe aquilo que dissemos para a Turquia... esqueça, podem entregar a "coisa" para eles, deem um desconto ao Erdogan também para ver se comprar mais uns 3 , (rsrsrsrsss)

  5. 08/07/2018  13:13 by Tomcat4.0 Responder

    O problema aqui não é o F-35 e seu programa emblemático e sim a visão da ministra era defesa italiana e a escassez de $$$.

    • 11/07/2018  16:52 by Teropode Responder

      Sim , a Itália da transbordando de imigrantes, a maioria sem condições de entrarem no mercado de trabalho , o estado está tendo que bancar todas despesas, imaginem bancar o equivalente a dez MTS, haja reservas .

  6. 08/07/2018  13:08 by eduardo Responder

    A Italia pode muito bem entrar no projeto de caça 5g franco alemao acredito que seria o mais viavel pq fazem parte da comunidade Europeia .

  7. 08/07/2018  12:36 by Alexandre Responder

    A Itália está certa, e parece que não está sozinha nessa decisão, a Alemanha também vai por esse caminho, e olha que a Alemanha está muito mais próxima da Rússia.
    A grande verdade é que os custos de manutenção desse caça ao longo de sua vida útil são exorbitantes, fazendo faltar recursos para outras áreas importantes numa força aérea. Ponho mais fé em armas mais como mísseis de cruzeiro com 2500 km de alcance que são capazes de realizar um ataque profundo sem risco algum.
    Isso combinado com uma defesa aérea moderna e bem dimensionada em camadas com uma grande força de caças de 4.5 g apoiados por radares em terra e no ar(aew).
    Não acho que a Rússia poderia levar um ataque convencional até às fronteiras da Itália e vencer uma força com essas características. É isso tudo com um custo bem mais realista para um País de economia média.

  8. 08/07/2018  11:17 by Tomcat4.0 Responder

    Vai dar um tiro no pé se fizer isto.

    • 08/07/2018  12:24 by Jr Responder

      A Itália não vai ser o único país que vai tomar essa atitude com essa bomba voadora cheia de problemas como é o F-35

      • 08/07/2018  17:25 by Juarez Responder

        Jr, o F 35 vem para mudar paradigmas, algum projeto que faz isto não passa por percalços???
        O Typhoon com uma trapozenga de problelas e custo de operação impagáveis vem para mudar o que mesmo???

    • 10/07/2018  21:06 by Adriano Corrêia Responder

      Sim! Vai dar um bom tiro no pé é dos americanos, fazendo muito bem.

      • 11/07/2018  7:27 by HMS TIRELESS Responder

        Não tem tiro no pé dos norte-americanos coisa nenhuma e sim no deles próprios italianos, que correm o risco de perder uma linha de montagem final e empregos extremamente qualificados.

        É como eu sempre digo: antiamericanismo nunca foi um sentimento inteligente, muito pelo contrário...,

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