Por Guilherme Wiltgen
O processo de transferência do navio de assalto anfíbio HMS Bulwark (L15), para a Marinha do Brasil (MB), avança na HMNB Devonport, em Plymouth, no Reino Unido.
Imagens capturadas em vídeo nesta segunda-feira (22 de junho de 2026) pelo canal Warship TV, revelam que o navio já se encontra em uma etapa avançada de preparação para o seu novo ciclo operativo sob a bandeira brasileira como NDM (Navio-Doca Multipropósito) Oiapoque (G350).
Desmobilização de Sistemas e Armas
Conforme observado nas imagens obtidas em Devonport, a equipe responsável pela revitalização já removeu itens sensíveis e sistemas de armas que não comporão a configuração final de operação pela MB.
Entre as alterações mais visíveis, destaca-se a retirada dos sistemas CIWS (Close-In Weapon System), posicionados na proa e sobre a estrutura do Controle de Voo (Flyco). Além disso, foram retiradas as antenas de comunicações satelitais (SCOT antennae – Shipborne Satellite Communications Terminals) específicas da Royal Navy, assim como outros sistemas de missão de uso exclusivo da OTAN, também já devem ter sidos retirados.
Esta etapa faz parte do processo de transferência de ativos de primeira linha. A retirada desses equipamentos visa não apenas a adequação ao padrão da Marinha do Brasil, mas também cumpre protocolos de segurança de exportação e proteção de tecnologias sensíveis (ITAR/EAR), comuns em transações de defesa entre nações aliadas, e no caso do Brasil por não ser um país membro da OTAN.
O Futuro NDM Oiapoque
A expectativa é que, após a conclusão desta fase em Devonport, o navio passe pelos últimos testes de aceitação antes da Cerimônia de Mostra de Armamento, que marcará oficialmente a sua incorporação à Esquadra brasileira.
A chegada do NDM Oiapoque (G350) representa um incremento significativo na capacidade de projeção de poder anfíbio e na logística da Marinha do Brasil. Com a sua doca alagável e o grande convoo, capaz de operar com todos os modelos de helicópteros atualmente em uso na MB, o navio oferecerá versatilidade tanto na sua missão primária em operações de combate quanto em missões secundárias como de assistência humanitária e apoio a operações de paz, consolidando-se como um ativo estratégico para a prontidão operativa da Força, ampliando sua capacidade expedicionária.