Novos destróieres Arleigh Burke Flight III impulsionarão a defesa contra mísseis balísticos da Marinha




BATH, Maine – O mais novo destróier em construção no Bath Iron Works de Maine aumentará as capacidades de defesa contra mísseis balísticos da Marinha.

A versão mais recente do destróier da classe Arleigh Burke, a Flight III,  apresenta atualizações tecnológicas que permitem que os navios se defendam simultaneamente contra mísseis balísticos, bem como ameaças aéreas convencionais.

A defesa aérea dos novos destróieres representa “uma evolução essencial para acompanhar a ameaça dos mísseis”, disse Loren Thompson, analista de defesa do Instituto Lexington.

“Você pode ver as ameaças mais longe. Você pode rastreá-las e atingi-las com mais precisão. Se você detectar um míssil, poderá dar dois ou três tiros nele, em vez de um”, disse ele.

A Bath Iron Works começou a construção na semana passada do primeiro dos novos destróieres, que leva o nome do General do US Marine Corps Louis Hugh Wilson Jr., que recebeu a Medalha de Honra. O estaleiro Ingalls, no Mississippi, começou a construir um dos novos navios em 2018.

A Marinha pretende construir mais de uma dúzia de novos destróieres, e esse número pode crescer com o tempo, disse Matt Caris, da Avascent, uma empresa de consultoria aeroespacial e de defesa.

A Marinha já tem cerca de 40 destróiers e cinco cruzadores com capacidade de defesa contra mísseis balísticos, diz a Marinha. Mas a maioria deles não pode cumprir esse dever enquanto executa a defesa aérea tradicional ao mesmo tempo, disse Caris.

USS Arleigh Burke (DDG 51) Foto Dave Cullen

O destróier da classe Arleigh Burke é o cavalo de batalha da Marinha, e a nova versão será parecida com as outras construídas por mais de três décadas.

Mas há mudanças na nover versão. Os construtores aumentarão as capacidades elétricas e de refrigeração do navio para suportar um radar atualizado, e o sistema de combate Aegis permitirá defesa simultânea contra mísseis balísticos e ameaças convencionais como aeronaves e mísseis de cruzeiro, informou a Marinha. Uma versão reduzida será usada nas futuras fragatas (FFG-X), menores que os destróieres.

Wilson, o homônimo do primeiro dos novos destróieres construídos em Bath, lutou contra tropas japonesas numericamente superiores durante um tiroteio que durou mais de 10 horas em Guam na Segunda Guerra Mundial. Wilson liderou seus fuzileiros navais apesar de ter sido ferido três vezes.

USS Jack H. Lucas (DDG 125)

O primeiro dos navios construídos em Ingalls, no Mississippi, levará o nome de Jack H. Lucas, que recebeu a Medalha de Honra por pular em duas granadas para salvar os fuzileiros navais durante a Batalha de Iwo Jima. Ele sobreviveu depois que apenas uma delas detonou.

FONTE: Star and Stripes

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

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