O projeto da aeronave é parte do plano de superioridade aérea que a Força Aérea dos Estados Unidos planeja se ter em 2030.

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A Boeing revelou um novo conceito de avião de combate de última geração para a Força Aérea dos Estados Unidos, com um design elegante, sem cauda e asas finas, mais parecido com um caça-bombardeiro furtivo capaz de atingir velocidades supersônicas, relatou a Aviation Week.

No momento, o conceito da aeronave só existe no papel, com ilustrações e desenhos que mostram a sua possível futura aparência.

Esta nova ideia do projeto da Boeing para a Força Aérea dos EUA, é para consolidar sua superioridade aérea, um plano conhecido como “combatente da sexta geração”, “domínio aéreo da próxima geração” e “aeronave de propulsão controlada (PCA)”, cujos conceitos aeronáuticos são projetados para funcionar em ambientes hostis a partir de 2030.

O plano ‘Superioridade Aérea 2030 “da Força Aérea dos EUA, está ligado as capacidades PCA, como chave para assegurar a sua posição dominante nos futuros teatros de combate aéreos, caracterizada por sistemas sofisticados e tecnologias de defesa aérea. Para fazer isso, o PCA terá sistemas de ação furtiva de última geração, que irá permitir-lhe agir em conjunto com os caças F-22 e F-35 da Lockheed Martin, e até mesmo substitui-los e ter um novo arsenal com sensores multi shot.

Até agora, eles não revelaram mais detalhes sobre as características operacionais dessas novas aeronaves, uma vez que a ideia do conceito ainda tem que amadurecer para ser definido, tendo em conta os custos de produção e as possíveis adversidades.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: RT

NOTA DO EDITOR: Provavelmente essas aeronaves estarão utilizando o novo conceito “morphing” wing, onde as superfícies de controle são substituídas pelo movimento das asas. Se o F-35 é caro, imaginem o preço dessa nova geração.

 

9 Comments

 

  1. 05/11/2016  10:57 by USP

    E parecido com o Horten 239...

  2. 05/11/2016  11:55 by Willhorv

    Para isso, a asa deve sofrer deformação a fim de variar sua geometria, que acredito não ser mais do que poucos centímetros. Para isso, o revestimento tem que ser maleável....será isso mesmo??
    Imagino a engenharia de materiais compostos empregado e as características a serem preenchidas, para que permita flambar, torcer, repuxar e garantir estabilidade e resistência as forças mecânicas e a temperatura. Coisa louca não!?

  3. 05/11/2016  12:42 by Topol

    Sem estabilizadores verticais? Mas e a manobrabilidade ...

  4. 05/11/2016  14:13 by Willhorv

    Topol, acredito que os nodernos controles fly by wire e vetoração de empuxo auxiliem a manobrabilidade e estabilidade. Se as coisas estiverem linkadas como devem ser, esta geração de caças já deverá possuir uma versão autônoma...algo como alas a uma pilotada, que fará uma espécie de c4isr enquanto as versões "drones" se expõe mais nas necessidades das missões....no caso, a troca e interação das informações são fundamentais...em tempo real e compartilhada entre os meios.

  5. 05/11/2016  20:56 by teropode

    Ai estah a diferença , mal colocaram seus caças da quinta em serviço e ja trabalham com a sexta geraçao ( ja conceituando ), na realidade como ja disseram antes , o F 22 eh um caça pensado na decada de 80 , o F35 na decada de 90 , entre a conceituaçao , projeçao , fabricaçao do prototipo ,produçao e desenvolvimento das tecnicas de emprego ,levam uns 20 anos ou mais ,logicamente que ha excessoes a esta constataçao ,porem a queima de determinadas etapas se da ora por roubo intelectual ou por um certo desespero pragmatico !

  6. 06/11/2016  0:56 by Topol

    Sem os estabilizadores verticais ele ganha em furtividade mas perde em manobrabilidade ... mesmo que o TVC assuma o papel do leme e dos profundores para guinada e arfagen este projeto está mais para um caça bombardeiro do que para um legítimo Fighter... pelo menos na versão
    tripulada pois uma versão autônoma o fly by wire deverá liberar bem mais "Gs" e forcar muito mais a vetoracão de empuxo nas manobras pois não tendo um ser humano lá dentro só o que irá limitar as manobras será a seguranca da estrutura física do avião

  7. 06/11/2016  10:17 by Proud

    Suponhamos que os estabilizadores verticais só sejam acionados pelo piloto ou caso o computador decida que ha uma necessidade ( por exemplo combate curto ou manobra de escape).
    Enquanto vai de encontro para a missão a anv estaria na configuração morcego.

  8. 06/11/2016  23:54 by Marcos

    "Dogfights" não existem mais, os combates hoje em dia se dão à distância, as aeronaves aproximam furtivamente em alta velocidade e disparam seus misseis e se evadem rapidamente. Outra coisa, para que manobrabilidade, se os mísseis de curto alcance podem puxar mais de 99 G, caso se aproxime demais para um combate de curto alcance, basta disparar um missel apontado pelo capacete e tchau.

  9. 17/11/2016  8:49 by Adriano

    O F-35 possui certas funcionalidades que dependem de atualizações de software bugadas para funcionar, e o F-18 e F-16 funcionam muito bem há muitos anos e são comprovados em combate. Pelo preço da aeronave, o F-35 não me parece um bom negócio, acho que a Inglaterra que apostou nele está se vendo em uma furada... Ter que desmontar as aeronaves NOVAS para mandar para recondicionar em outros países? Que absurdo!

    Mas a pergunta é: qual é a mega vantagem desse conceito da Boeing sobre o F-35 para justificar o investimento? Tem o dobro, o triplo de furtividade, capacidade de armamento, autonomia e velocidade? Eu acho que não. E as ameaças que ele vai precisar enfrentar, são o dobro o triplo das ameaças que o F-35 precisa enfrentar? Seria o sucessor do PAK-FA, que ainda sequer existe?

    Pra mim esse caça (que tende a ser mais caro que o elefante branco F-35) é só desculpa para o lobby dos fabricantes extrair mais $$$ do governo deles.

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