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Primeiro dia e a fila para entrar na Euronaval.

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Por Luiz Padilha

destaqueO editor do Defesa Aérea & Naval – DAN, esteve presente nesta edição da Euronaval, acompanhando as últimas novidades da empresas de Defesa. Nesta oportunidade, acompanhamos as empresas brasileiras presentes no stand da ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), verificando o interesse de comitivas estrangeiras nos produtos de defesa nacionais.

No primeiro dia os portões só abriram ao meio dia e devido ao forte dispositivo de segurança, ocorreram filas enormes, o que para o primeiro dia é normal, aumentando a expectativa, assim, houve muito pouco tempo para explorar os stands, já que haveria a entrevista coletiva do CEO da DCNS, Sr. Hervé Guillou, onde ele junto a outros diretores da empresa, anunciaram um conjunto de novas soluções inovadoras.

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A nova fragata [email protected] de 4.000 toneladas totalmente digital, o submarino conceito SMX 3.0 e a segunda geração da propulsão independente de ar (AIP), FC2G AIP.

Mas tanto o CEO quanto os outros diretores, enfatizaram que os sistemas digitais é o foco mais importante atualmente, pois será na visão da empresa, uma revolução tanto na área de construção naval quanto na área de manutenção e logística. Os novos sistemas digitais permitirão a integração maior e mais segura entre o Centro de Informação de Combate (CIC), com os demais sistemas à bordo, segundo Hervé Guillou. A DCNS irá implementar esse conceito em sua nova fragata multifunção de 4.000 toneladas, que desempenhará funções como AAW e ASW. As novas fragatas deverão substituir as fragatas antigas da Marine Nationale (Marinha francesa).

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Eu perguntei ao CEO da DCNS sobre o andamento da construção dos submarinos Scorpene no Brasil, e segundo Hervé Guillou, após sua recente visita à Itaguai no início de outubro, ele ficou muito impressionado com o andamento da construção dos submarinos no Brasil. Com os dois primeiros sendo construídos lado a lado, ele prevê para breve a transferência do Riachuelo da UFEM para o estaleiro, onde será finalizado e lançado ao mar.

Ainda na oportunidade, aproveitei para falar sobre o porta aviões NAe São Paulo. Como ocorreu no início de outubro uma reunião entre a DCNS e a MB, eu perguntei se já teria sido definido o programa para a modernização do navio e se havia uma previsão para a assinatura do contrato para sua execução. O Sr. Hervé Guillou informou que a DCNS passou todos os estudos para a Marinha do Brasil e que agora, aguardam a disponibilidade financeira para dar início a modernização do navio.

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Na sequência, ele destacou a importância da Segurança Cibernética para frotas navais. Em sua visão, é vital equipar os navios com medida protetivas para se defender contra as crescentes ameaças cibernéticas.

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A DCNS segundo seu CEO, prevê um aumento crescente do interesse por produtos DCNS, decorrentes do contrato de venda dos submarinos Shortfin para a marinha australiana, das encomendas de corvetas GOWIND (seis unidades) para a Malásia e de 4 corvetas GOWIND 2500 para o Egito. Como próximos desafios, o programa de construção de submarinos na Noruega, na Polônia e nos Países Baixos, lembrando que a Marinha do Canadá também se mostrou interessada, pois deseja substituir seus antigos e problemáticos submarinos da classe Victória.

Após a coletiva, me dirigi ao stand da ABIMDE para poder ver e conversar com os representantes das empresas presentes. Nesta edição o stand era composto pela Altave, Ares, Atech, Atrasorb, Emgepron, Clarion Events, DGS Defence, Omnisys (Thales), Fundação Ezute, Log Sub e Saab do Brasil, além do espaço para a APEX e para o Ministério da Defesa.

Altave

A Altave possui conhecimento e experiência na área de mais leves que o ar, e procura atender as necessidades do mercado com seus produtos. Os aeróstatos ALTAVE são capazes de abrir links de comunicação em áreas remotas o que proporciona tráfego de dados, voz e internet, nas áreas rurais e em ambientes remotos. A empresa esteve presente no stand da ABIMDE, recebendo visitas de empresas interessadas na sua experiência bem sucedida nas Olimpíadas Rio 2016.

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ARES

A ARES é parte integrante do grupo israelense Elbit Systems e atua no planejamento, desenvolvimento, fabricação, integração, manutenção e comercialização de produtos em três principais linhas de negócios: Estações de Armas, Sistemas Navais, Ópticos e Eletro-Ópticos.

Nesta edição da Euronaval, a ARES expôs maquetes de seus produtos como a ATENA, que é um sistema de vigilância noturna e diurna com uma câmera termal de 3-5 µm de 3ª geração, uma câmera diurna, telêmetro laser para a visão e capacidade de rastreamento automático. Havia também a maquete do CORCED que é uma estação de arma, giro estabilizada leve, montada externamente no convés do navio e, operada remotamente, tem a pontaria e disparo do armamento a partir do um console no COC do navio. Usado em missões de patrulha, reconhecimento e engajamento de alvos de superfície ou alvos aéreos de baixa altitude, o CORCED permite ao operador, optar por uma metralhadora calibre 12,7mm (.50) ou 7,62mm, dependendo da necessidade.

Atech

A empresa do Grupo Embraer exibiu seus sistemas de missão e soluções integradas de defesa, entre elas os sistemas de comando, controle, inteligência e segurança cibernética, além do SAGITARIO e do SIGMA, soluções que hoje já ajudam a maximizar a eficiência e segurança no controle e na gestão do fluxo do tráfego aéreo brasileiro. A empresa participou do desenvolvimento do Sistema Tático de Missão Naval, junto com a ADS e a Helibras, dentro do programa H-XBR. O helicóptero H225M (UH-15A) da Marinha do Brasil, possui o Sistema Tático de Missão Naval, desenvolvido pela empresa, com o míssil anti-navio Exocet integrado aos demais sensores da aeronave.

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Atrasorb

Com mais de 25 anos no mercado de Absorvedores de CO2, a Atrasorb surgiu como uma empresa especializada na fabricação de equipamentos de anestesia inalatória, devido a necessidade do mercado em ter um absorvedor de CO2 de alta performance.

Na área de Defesa, oferece produtos voltados para uso em submarinos, inclusive canister para diferentes modelos de embarcações, a Atrasorb tem no Defense 230, um produto com uma absorção comprovada 20% superior comparada ao principal concorrente, postergando a troca do absorvedor de CO2 e prolongando o tempo submerso, demonstrando o alto nível de qualidade da matéria-prima utilizado, buscando o constante desenvolvimento tecnológico, atualização na gestão empresarial e adequação dos produtos as novas exigências do mercado, tornando se referencia em absorção de CO2 e pronta para atender o mercado nacional e internacional.

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DGS Defense

Esta é a primeira participação como empresa expositora em uma exibição no exterior, e a DGS DEFENCE apresentou um modelo em escala da embarcação DGS 777, modelo de maior sucesso da empresa, utilizado pela marinha do Brasil em alguns escoltas como a corveta Barroso (V 34). A DGS Defense com possui grande versatilidade e flexibilidade no atendimento das necessidades específicas de cada operador e está sempre trabalhando em projetos para melhor atender seus clientes.

Fundação Ezute

Com a presença de seu novo presidente, o Sr. Eduardo Marson, a Ezute que trabalha com todos os projetos complexos da Marinha do Brasil como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), com a gestão complementar e engenharia de sistemas do projeto de míssil antinavio (MAN-SUP), o programa de absorção de conhecimento e tecnologia, na França, do sistema de combate de submarinos do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB), recebeu a visita de delegações estrangeiras no stand da ABIMDE, abrindo canais para futuros projetos.

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Logsub Defense

Fundada em 2008, a Log Sub é uma empresa 100% brasileira com o objetivo de desenvolver projetos e soluções logísticas para as Marinhas do Brasil e outras da América do Sul, a empresa é reconhecida também por oferecer vários serviços no mercado de Off-Shore.

A empresa se especializou na nacionalização de itens e sistemas para os navios e submarinos em parceria com outras empresas nacionais. Filiada à ABIMDE e a SMERAS (Submarine Resgate escape e Sistemas de abandono), a Log Sub nesta edição da Euronaval, recebeu a visita de potenciais clientes em seu stand, com boas perspectivas para novos negócios.

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Omnisys – Thales

euronaval-2016-147Atuando no mercado civil, militar e espacial, a Omnisys é uma empresa brasileira com enorme capacidade para fornecer soluções de alta tecnologia, desenvolvimento, fabricação e qualificação em sistemas de radar.

Integrante do grupo Thales, a Omnisys ocupa um papel de destaque no segmento, onde seus serviços e produtos se destacam pela forma de atuação voltada integralmente para o atendimento das expectativas dos seus clientes.

Emgepron

Dentro do stand da ABIMDE, a Emgepron ocupou uma área central e expôs os produtos que gerencia para a Marinha do Brasil, como o novo Navio de Patrulha de 500t classe Macaé, Navio de Patrulha de 200t classe Grajaú e a Lancha de Patrulha classe Albacora.

Clarion Events

A Clarion esteve presente para divulgar a LAAD Defence & Security 2017 – Feira Internacional de Defesa e Segurança que será realizada no Rio de Janeiro em 4 a 7 de abril de 2017, com fabricantes e fornecedores de tecnologias, equipamentos e serviços para Marinha, Exército, Força Aérea, Forças Policiais, Forças Especiais, Law Enforcement, Homeland Security.

Saab do Brasil

A Saab do Brasil esteve presente nesta edição da Euronaval, e ocorreram muitas visitas e reuniões em seu stand, onde o foco era fomentar a participação da Saab do Brasil junto com empresas de defesa brasileiras, e assim, diversificar e aumentar a produção de produtos de defesa no Brasil.

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