“Esta parceria nos ajuda a ter consciência situacional sobre o novo contexto tecnológico global. E a proposta do uso do uniforme inteligente é só o primeiro passo para garantir maior produtividade e eficácia na hora da ação do combatente”, avalia o General

O Exército Brasileiro deverá dar um importante salto tecnológico na indumentária da tropa.



A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançou o edital de concurso para a aquisição de três protótipos de uniformes inteligentes, que deverão ser compostos por camiseta manga curta, meias, cinto, gandola camuflada e calça camuflada de combate.

O protótipo a ser desenvolvido deverá ser operacional para forças terrestres com vistas a atender ao mercado nacional e internacional, incluindo a possibilidade de aplicação dual, mediante a incorporação de tecnologias inovadoras em design, produtos têxteis, novos materiais e eletrônica embarcada.

O Presidente da ABDI, Guto Ferreira, explica que um dos objetivos do concurso é contribuir com o processo de inovação da Defesa Brasileira, por meio da incorporação de tecnologias que atendam às necessidades das forças operacionais e, ao mesmo tempo, promover a competitividade da indústria têxtil. “Não temos a menor dúvida de que o setor têxtil é extremamente competitivo e está pronto para atuar com tecidos inovadores, novos materiais e tecnologias eletrônicas embarcadas. Este é um primeiro desafio para a incorporação de soluções tecnológicas em uniformes operacionais, mas que poderá transbordar para outros segmentos do mercado civil nacional e internacional. É uma importante vitrine para o setor produtivo brasileiro”, explica o Presidente.



Para o General Mattioli, os uniformes serão utilizados para o combate, adestramento das tropas, em situações de selva, forças especiais, paraquedismo e outras situações extremas. O projeto piloto deverá atender, de acordo com o edital, às especificidades de corte dos tecidos e adaptações estruturais dos moldes para usuários do segmento masculino. “Esta parceria com a Agência nos ajuda a ter consciência situacional sobre o novo contexto tecnológico global. E a proposta do uso do uniforme inteligente é só o primeiro passo, tanto para proteger nossa tropa, quanto para garantir maior produtividade e eficácia na hora da ação do combatente”, avalia o General.

As inscrições devem ser feitas até o dia 7 de novembro e podem participar pessoas físicas ou jurídicas que atendam integralmente às exigências do edital, publicado no site da ABDI. A premiação, no valor total de R$ 120 mil, será entregue no dia 27 de novembro para o 1º lugar (R$ 50 mil), 2º lugar (R$ 40 mil) e 3º lugar (R$ 30 mil), e os protótipos serão entregues à ABDI até o dia 18 de dezembro.

Sobre a ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) surgiu no momento de retomada das políticas públicas de incentivo à indústria, em 2004, e se legitimou com órgão articulador dos diversos atores envolvidos na execução da política industrial brasileira. Em mais de uma década de atuação, sob a supervisão do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), a ABDI é a agência de inteligência do governo federal para o setor produtivo e oferece à indústria completa estrutura para a construção de agendas de ações setoriais e para os avanços no ambiente institucional, regulatório e de inovação no Brasil, por meio da produção de estudos conjunturais, estratégicos e tecnológicos.

FONTE: Assessoria de imprensa ABDI



 

11 Comments

 

  1. 08/11/2018  23:44 by Elison Responder

    Acho que o tempo é curto para o desenvolvimento de tecnologias e ou testes para adaptação de tecnologias já existentes nestes novos uniformes. Se querem inovar dêem tempo a quem pode propor algo novo e inovador.
    Acho que os uniformes devem se basear na modularidade e ergonomia, onde poderá receber proteções balísticas e que proporcione boa movimentação e o mínimo de conforto no ambiente quente e úmido brasileiro.
    Enfim, acho que naoy trará nada de tão inovador, a não ser que as empresas já tenham projetos na prateleiras prontos para serem apresentados!
    Se alguma empresa testiu inventasse um tecido que além de boa transpiração diminuísse a assinatura termal do combatente, serial algo fenomenal...

  2. 08/11/2018  17:17 by Renato Responder

    Mas, afinal, o que o EB efetivamente deseja de tecnologia aplicada? Apenas um novo tecido e técnicas de produzi-lo ou uma vestimenta que incorpore outras conveniencias?

  3. 08/11/2018  16:38 by teropode Responder

    Não há padrão de cor para a América Latina mais eficiente do que o lizard dos fuzileiros navais . O padrão digital tem apelo moderno mas na prática acabou sendo superado por padrões listados e ou rosetados (alemão , japonês, ).A tecnologia deve se concentrar nas qualidades químicas das tintas utilizadas e no padrão de corte e costura da farda , é bom desenvolver um uniforme para ser utilizado sub coletes balísticos ( tipo utilizados por comandos americanos que atuam em áreas calorentas). Sem gola rolê porque aqui é quente demais .

  4. 07/11/2018  21:53 by Carlos Responder

    A tecnologia que vem pra ajudar, mas também desemprega. Quanto custaria um uniforme tão tecnológico assim? Será que as forças armadas terão dinheiro pra isso? Já pararam pra pensar?

    • 08/11/2018  0:13 by Mateus Demarchi Responder

      Se o Brasil quiser chegar ao próximo século vivo, terá que parar de olhar custos e passar a olhar para qualidade e tecnologia.

  5. 07/11/2018  19:45 by Ivan Responder

    Algumas dúvidas.
    1- Não seria interessante já incluir no processo CFN/MB e FAB?
    2- Será aplicado novo padrão de camuflagem? Será adotado um padrão único para todas as forças?
    3- Não seria interessante já incluir no processo a AEB, pois a mesma possui alguns sensores eletrônicos que fornecem informações como (batimentos cardíacos, temperatura corporal, saturação de oxigênio no sangue ect).
    Sabe-se que as forças americanas utilizam luzes estroboscópicas infra vermelhas para se diferenciarem dos inimigos e assim evitarem fogo amigo.
    Essas luzes podem ser vistas de satélites, drones, Jstars etc.
    Como nossas FAAs conseguem se identificarem dos inimigos, por exemplo em operações no Rio de Janeiro e Haiti ?

  6. 07/11/2018  17:56 by Mateus Demarchi Responder

    Se eu tivess uma empresa faria um uniforme com tecido à prova de fogo e resistente a cortes, com alguns pontos com censores pra ser detectado por amigos e mostrar que o soldado está em determinada área e suas condições físicas. Seria um grande avanço.

    • 12/11/2018  4:37 by ALEXANDRE RIBEIRO DA FONTOURA Responder

      Isso já existe.

  7. 07/11/2018  14:52 by FERNANDO Responder

    Tem que trocar o padrão de camuflagem do EB.

  8. 07/11/2018  14:46 by rafaeL Responder

    Aleluia ! Finalmente, aproveitem e troque esse coturno horrível.

    • 07/11/2018  15:34 by Lemes Responder

      Heresia! Esse coturno é um clássico! Está ai desde a década de 60, super vintage! kkkk

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