A Atech, empresa do Grupo Embraer, participou do desenvolvimento do N-TDMS (Naval Tactical Data Management System), sistema tático de missão da versão operacional naval do helicóptero H225M/H-XBR Super Cougar. O N-TDMS será um dos destaques da empresa durante a Exponaval 2018, que acontece de 04 a 07 de dezembro, na Base Aeronaval Concón, em Valparaíso (Chile).



O N-TDMS é responsável pelo gerenciamento das informações obtidas pelos diversos sensores da aeronave e compilação do correspondente quadro tático, com o propósito de auxiliar operador e os pilotos no processo de tomada de decisão. O N-TDMS também é responsável pela integração de dados dos sensores com o sistema de armas do helicóptero, representado pelo míssil Exocet AM39.

O Programa H-XBR N-TDMS iniciou-se em 2012, numa parceria entre Airbus Defense and Space e Atech. Pela parceria, a Atech foi corresponsável pelo desenvolvimento do software do N-TDMS, além de responsável pelo desenvolvimento dos modelos de simulação de sensores e armamentos para realização dos testes de avaliação do sistema. A empresa também conduziu o processo de concepção, desenvolvimento e montagem do console tático instalado na aeronave. O atendimento ao programa exigiu que a Atech criasse um laboratório dedicado para produção seriada de equipamentos.

Após a entrega das aeronaves previstas no programa para a Marinha do Brasil, a Atech continuará envolvida com o suporte técnico e manutenção do N-TDMS.

“Com o N-TDMS finalizado, a Atech consolida sua condição de fornecedor graduado no desenvolvimento de sistemas táticos embarcados para as Forças Armadas brasileiras”, destaca o Diretor de Negócios da Atech, Giacomo Staniscia.

Arkhe Mission & Combat

A Atech é especializada no desenvolvimento e integração de sistemas embarcados que podem ser integrados em aeronaves, embarcações e carros de combate. As soluções da empresa nesta área fazem parte da família Arkhe Mission & Combat, e foram concebidas de forma modular e escalável, integrando sensores e sistemas de plataformas móveis, coletando dados e compartilhando o cenário tático compilado com as demais unidades do Grupo ou Força Tarefa, além de centros fixos de controle.

O Arkhe Mission & Combat apresenta-se como a solução para sistemas embarcados das plataformas do grupo Embraer D&S, integrando sistemas de armas e guerra eletrônica, optrônicos e sensores. A solução também inclui módulos dedicados de treinamento e simulação, com o propósito de torná-la uma alternativa sólida e completa.

Na área de sistemas embarcados, a Atech tem participado de importantes programas da Marinha do Brasil e da Força Aérea Brasileira (FAB). Além do H-XBR, a empresa está envolvida nos seguintes programas: F-X2, caça Gripen NG, nas versões E e F; P-3BR, aeronave de vigilância Marítima; e as aeronaves de vigilância aérea E99. Uma participação que envolve o desenvolvimento de sistemas de combate, execução e suporte a missão, simulação e treinamento até a construção de consoles táticos e programas de transferência de tecnologia.

FONTE: Rossi Comunicação



 

4 Comments

 

  1. 07/12/2018  23:56 by Gilbert Responder

    Eu imagino que o jogada da Atech é o software que faz a ponte entre os sensores e formata toda a informação para que seja apresentada ao usuário (a grosso modo) é apenas o eu imagino que ocorra fora tudo aquilo que você falou.

  2. 07/12/2018  8:42 by Guacamole Responder

    É uma pergunta que deve ser feita.
    Pessoas que só falam contra ou a favor de companhias brasileiras não precisam responder.

    Mas é de se pensar sobre o que essa Atech realmente faz. O brasil não tem fábrica de microchips, e a Atech até onde eu sei, não fabrica nada. Deste modo, é correto dizer que essa companhia faz o mesmo que o exército fazia com os COBRA (Computadores do Brasil) na década de 80? Eles apenas juntam um monte de partes estrangeiras (que podem ser embargadas) e dizem que fizeram tudo cobrando um ágio nisso?
    Sou humilde em dizer que eu realmente não entendo essa empresa nem como o Brasil ainda cai nessas armadilhas.

    • 07/12/2018  16:30 by _RR_ Responder

      Guacamole,

      Mas justamente... Pra "juntar" tudo, tem que se saber o que se está fazendo. Não se consegue fazer nada nesse meio se não se tem um mínimo conhecimento para integração de componentes. E esse tipo de conhecimento custa caro...

    • 07/12/2018  22:04 by Guilherme de Souza Responder

      Guacamole, isso é como as montadoras de automoveis fazem. Em muitos casos, se não a maioria (não estou falando apenas das montadoras nacionais, OK), as montadoras só MONTAM o automóvel, ou outro tipo de veículo, mas no final, quem ganha de verdade, são elas, e não as pequenas empresas que fabricam os componentes. Nos EUA, por exemplo, diversas dessas empresas faliram, quando o mercado americano se abriu às fabricantes chinesas, pelo seu menor custo, mas hoje, estão precisando convocar "recall" de todos os tipos, para sanar essa mudança.

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