A Lockheed Martin respondeu com o Sea Hercules ao Pedido de Informações (RfI) da Marinha Indiana para aviões de reconhecimento marítimo de médio alcance, como relatado primeiramente por StratPost. Durante o Singapore Air Show em fevereiro de 2012, a Lockheed Martin apresentou pela primeira vez a versão marítima de sua aeronave de sucesso C-130 Hercules. Na última FIDAE 2012, a Lockheed mais uma vez destacou no seu stand a versão chamada de “Sea Herc”.

Segundo a Lockheed, a ideia é de usar a comprovada célula do programa C-130J e importar para ela as capacidades dos sistemas de missão do P-3 que voam em diversas forças internacionais. A Lockheed Martin na verdade está melhorando uma versão de configuração marítima do C-130 que a Guarda Costeira dos EUA opera atualmente.

Segundo a Lockheed, a nova versão designada SC-130J Sea Hercules vai ampliar a capacidade de Patrulha e Reconhecimento Marítimo (MPRA) a pedido de vários clientes internacionais, incluindo uma característica total de guerra anti-submarina (ASW). Essa nova característica pode ser facilmente adaptada com os equipamentos e sistemas utilizados pelos mais modernos P-3 Orion, atendendo uma demanda internacional de uma aeronave turboélice multifunção de longo alcance.

Ainda segundo a fabricante, a aeronave deixou de ser um conveito e tornou-se uma aeronave pronta para venda, necessitando apenas alguns testes e um desenvolvimento para a configuração ASW, com todas outras capacidades do SC-130J já desenvolvida e atualmente em operação. O desenvolvimento da capacidade de guerra anti-submarino do C-130J existe há 10 anos, de acordo com pedidos de clientes em potencial.

Todas capacidades ASW encontradas no P-3 Orion, incluindo torpedos, armas disparadas para a frente como mísseis anti-navios e lançamento de sonobóias foram incorporadas ao SC-130J, além de sistemas de missão e sensores.

A principal diferença em termos de capacidade entre as aeronaves SC-130J e o P-3 Orion, é que o P-3 é um MPRA dedicado. O SC-130J Sea Herc, com o seu sistema de missão paletizado pode ser usado como um MPRA dedicado, mas oferece a possibilidade de remover facilmente o sistema de missão paletizado, tranformando o Sea Herc numa aeronave de transporte de combate, oferecendo uma economia substancial de operação na frota.

Com a Força Aérea Indiana já possuindo as aeronaves C-130J Super Hercules na sua frota, a Lockheed Martin acha que o Sea Hercules seria uma escolha mais sensata, oferecendo uma economia de manutenção e operação.

A empresa Lockheed Martin já entregou mais de 2.400 aeronaves C-130, e tem atualmente 319 pedidos em ainda em carteira.

Fonte: stratpost.com

 

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