Por Guilherme Wiltgen e Luiz Padilha
A SIATT, empresa nacional que vem se consolidando como player estratégico no setor de Defesa, anunciou a conclusão e entregará o primeiro lote de produção do míssil MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro (EB).
O anúncio foi feito durante o media day realizado nessa quarta-feira (6) com as mídias especializadas de Defesa na sede da empresa em São José dos Campos.

O evento não simboliza apenas o cumprimento de um cronograma contratual, mas a transição definitiva da empresa para o regime de produção em escala industrial, um importante passo para o progama e para o Exército Brasileiro.

Os sistemas foram integralmente produzidos na nova unidade fabril da SIATT em Caçapava (SP), planta que agora detém a expertise para a fabricação dos motores-foguete e a integração final (Final Assembly) dos vetores.

Com a entrega do lote do míssil MAX, o Exército Brasileiro reforça seu braço de dissuasão com tecnologia soberana, enquanto a SIATT confirma que o Brasil possui, hoje, capacidade industrial para competir no exigente mercado global de defesa.
Expansão da Capacidade Produtiva em Caçapava

A primeira vez que foi falado sobre essa importante expansão da SIATT, aconteceu durante a press tour ao EDGE Group, em Abu Dhabi, que o Defesa Aérea & Naval participou em Setembro de 2024.

A unidade de Caçapava é o coração da nova fase operacional da SIATT. Com processos e tecnologias desenvolvidos em solo nacional, a fábrica foi projetada para atender não apenas aos Requisitos Operacionais (RO) das Forças Armadas Brasileiras, mas também para posicionar o Brasil como um exportador competitivo de sistemas de armas de alta tecnologia.
“A fábrica de Caçapava representa muito mais do que infraestrutura. Ela expressa nossa capacidade de produzir, em escala, tecnologia de defesa de alto desempenho no Brasil”, destacou Rogerio Salvador, presidente da SIATT.
Família MANSUP e o Desenvolvimento do MARSUP
Um dos pilares da estratégia de engenharia da SIATT é o conceito de comunalidade e família de produtos. Ao reutilizar componentes e tecnologias já validadas, a empresa garante eficiência logística e agilidade no desenvolvimento de novas versões.

Atualmente, o portfólio de mísseis antinavio e de superfície inclui:
MANSUP: Versão original superfície-superfície para lançamento a partir de navios e do sistema ASTROS do Corpo de Fuzileiros Navais (70 km).
MANSUP-ER: Variante de Alcance Estendido (Extended Range), com maior envelope de engajamento (200 km).
MARSUP: Versão em estudo para lançamento a partir de plataformas de asas rotativas (helicópteros) da Marinha do Brasil.
O MARSUP encontra-se atualmente em fase de Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica, sob o amparo de um Acordo de Cooperação com a Marinha do Brasil, reforçando a capacidade da BID em adaptar soluções consagradas a novos perfis de missão.
SisGAAz

Além dos sistemas de armas, a SIATT assumiu o protagonismo em uma nova área, desempenhando um papel fundamental no SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul). A empresa atua na integração de sistemas complexos, fusão de dados de sensores (data fusion) e comunicações seguras com criptografia.
Essa expertise em consciência situacional tem permitido à SIATT explorar novas fronteiras, incluindo o emprego de Inteligência Artificial (IA) aplicada a algoritmos de busca e processamento de alvos, elevando o nível de precisão dos sistemas nacionais.

Em breve, os equipamentos serão transportados para site no Farol de Castelhanos, na Ilha Grande, ponto estratégico da Baía de Sepetiba, saída dos submarinos da Base de Submarinos da Ilha da Madeira (BSIM).
Espera-se a expansão do SisGAAz para todo o litoral brasileiro.
Parceria Estratégica com o EDGE Group

A consolidação da SIATT como uma potência regional no setor de mísseis é impulsionada pela parceria estratégica com o EDGE Group. O conglomerado dos Emirados Árabes Unidos tem sido peça-chave para a expansão da infraestrutura em Caçapava, facilitando o acesso a novos mercados globais e aportando investimentos que contribuem para a sustentabilidade do ciclo de vida dos produtos brasileiros.
NOTA DO EDITOR: O DAN agradece à SIATT pelo convite para participar desse importante momento da empresa e agradece ao Salvador, Paulo, Régis e Ana e aos colaboradores que contribuíram direta e indiretamente.













Roberto,
Primeiro, não se prevê enfrentar somente carros de combate. Esse tipo de armamento é “universal”, podendo ser usado até mesmo, sob condições bem específicas, contra um helicóptero; isso graças ao sistema de guiamento.
O alcance é considerado satisfatório para esse tipo de armamento, vez que o uso do terreno como cobertura é intrinseco a utilização, elemento este que dificilmente dará a qualquer carro de combate a oportunidade de um disparo a tão longa distância. Basicamente, arma-se todo o dispositivo no chão, por trás ou sobre uma pequena elevação (e arma-se uma camuflagem, quando há oportunidade para isso), deixando apenas o míssil e o sistema de guiamento expostos, com os operadores deitados ou ocultos, oferecendo com alvo mínimo com um perfil extremamente baixo.
Raras vezes se terá um trecho com mais de dois quilômetros sem que haja um local favorável onde posicionar-se, sobretudo em condições brasileiras.
Plinio,
Há um óbice, que é a ausência de uma carga tandem. Claro que o armamento é útil, mas fica limitado em sua eficiência por conta disso.
O míssil poderia contrapor-se a qualquer carro de combate dos anos 80 (até um Abrams de primeira geração ou um T-72, por exemplo), mas a coisa complica um pouco diante de uma blindagem reativa, blindagens compostas (que podem ter uma espessura relativa de mais de 1000mm RHA) e sistemas ativos de defesa. Nestes casos, seria necessário mais de uma carga para lidar com a situação (buscando vencer as defesas por saturação), ou um ataque no hemisfério traseiro, ou então um acerto em material rodante.
Fora isso, é o que considero que deva ser. Simples, relativamente barato e eficiente, pra se ter aos milhares.
Pelo manual do EB deve se supor ter mais de 200 missies….contando com lotes anteriores
Que venha novos lotes e as versões dispare e esqueça, Ar/ Superfície.
Quanto ao MANSUP e sua “família”, só orgulho para o Brasil.
Espero que a MB dê continuidade com a SIATT o desenvolvimento do torpedo nacional, Sonares.
Eu tenho uma dúvida, o grupo EDGE realmente tem feito investimentos na SIATT?
Tipo, sem o grupo EDGE, essa expansão da capacidade produtiva em Caçapava teria acontecido?
É que eu vejo se falar muito no grupo EDGE, e até agora eu não vi muitos resultados concretos, tirando o MANSUP que já estava praticamente pronto e a promessa do MANSUP-ER, eu não vejo muitos resultados pela propaganda que é feita.
O ER está saindo do papel por causa Edge Group
O que você está vendo é resultado direto do investimento do EDGE Group.
Parabéns ao Exército e ao Brasil, muitos subestimam esse míssil, mas em uma boa quantidade, pode se tornar uma dor de cabeça para qualquer agressor, e sim, esse míssil pode destruir/tirar de combate qualquer tanque ou blindado da atualidade.
A guerra na Ucrânia desfez muitos mitos sobre os tanques, principalmente Leopard, Abrams, Challenger e T-80/90, que estão sendo destruídos/tirados de combate até por um RPG-7 e um drone do Aliexpress.
Na primeira foto, se você observar além das que estão no chão (que são 18), tem um total de 32 caixas. E a imagem sugere que elas contém lançadores, que aparecem colocados sobre duas das caixas. E os lançadores são recarregáveis. Assim, o número de mísseis é bem maior.
Está sendo rápida a produção, mais é informação sigilosa, termo de estratégia ninguém precisa saber só vai acontecer.
?
São 72 ja prontos
Tem muito mais…rsrsrs
No vídeo do Caiafa consegui contar 80 misseis, o numero cabalístico deve ser uns 100 por lote
Tem mais…rsrsrs
Bem na foto temos 16 caixas de mísseis…
Só nessa foto que tirei tem mais de 16 caixas…rsrsrs
Os créditos desse missil sendo produzido é do Mauro que queria tomar o petróleo da Guiana se não fosse isso o projeto ia continuar parado .
Deveríamos estar produzindo rpb em massa. 2km de alcance? O abrams te liquida muito antes que isso.
O Abrams está indo de arrasta na Ucrânia até por RPG-7 e minas velhas. Então menos, bem menos.
Qual a quantidade produzida, entre lançadores e misseis, neste primeiro lote? Tem previsão de lotes futuros? Se sim, de quantas unidades?
Essa informação é sensível e por isso não é divulgada.