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Home Geopolítica

Brasil poderia financiar projetos navais pendentes com suas receitas de petróleo

Luiz Padilha por Luiz Padilha
08/01/2019 - 16:42
em Geopolítica
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Fragata Type 22 Batch I Rademaker (F 49) prestes a fazer 42 anos em operação

Por Jennifer P. Olivera

Segundo o projeto de Estratégia Nacional de Defesa (END), e na Base Industrial de Defesa (BID), o Brasil tem promovido vários projetos ambiciosos que visam otimizar a eficácia da defesa em três áreas principais: Indústria Aeroespacial, Naval e Terrestre.

No entanto, com a chegada do presidente Jair Bolsonaro ao Executivo, muitos se perguntam como isso vai continuar, e que recursos serão usados ​​para continuar desenvolvendo e fortalecendo a Defesa, como o programa estipula.



Recentemente, o Brasil foi atingido por uma crise de legitimidade, com um cenário de recessão econômica, onde vários projetos da agenda da Estratégia Nacional sofreram com a incerteza.

No entanto, o novo presidente, deu a entender em suas declarações públicas, que a defesa do país será um item de importância durante a sua presidência, mas para que estes projetos vejam a luz do sol, o Brasil vai fazer um grande esforço econômico. As intenções devem ser acompanhadas de reativação econômica e ótima gestão de recursos. Desde que Bolsonaro ganhou as eleições e assumiu o poder, há uma grande dúvida sobre como ele administrará o orçamento de defesa e como ele distribuirá os recursos disponíveis.

Fragata Niterói (F 40), com quase 44 anos em serviço, deverá dar baixa em breve

Dentro da agenda da Estratégia Nacional de Defesa está o Núcleo do Poder Naval, que visa ampliar e modernizar a capacidade operacional da Marinha do Brasil. Para isso, o país busca adquirir novos navios e melhorar as instalações da Marinha, com os programas PROSUB e Tamandaré, que prevê a aquisição de quatro navios de guerra e a manutenção dos mesmos por oito anos.

Mas este último projeto, em particular, foi atrasado pela conseqüente crise econômica e pela falta de uma decisão política. Várias empresas europeias aguardam a aprovação das licitações, incluindo a companhia francesa Naval Group, a alemã Thyssenkrupp Marine Systems, o estaleiro italiano Fincantieri e o holandês Damen.

No entanto, o ex-presidente, Michel Temer, com o objetivo de impulsionar projetos de defesa, concordou com os fundos do petróleo e usou-o para reviver a indústria da construção naval. Durante seu governo, ele destinou 650 milhões de dólares para a empresa estatal Emgepron administrar o programa de corvetas da classe Tamandaré, que tem um custo total de 1.5 bilhões de dólares.

O presidente eleito deverá continuar com a mesma medida aplicada por Temer e continuar promovendo os projetos em andamento, além de finalizar o processo de licitação das corvetas em março deste ano.

Fontes próximas à Marinha do Brasil, informaram sobre a intenção de aguardar o fim da exposição LAAD Defence & Security 2019, a ser realizada em abril no Rio de Janeiro, onde todas as empresas exibem seus melhores equipamentos, antes de tomarem uma decisão definitiva sobre o programa Tamandaré.

Por outro lado, o PROSUB pretende produzir quatro submarinos convencionais, um deles lançado recentemente, e o primeiro submarino de propulsão nuclear da América do Sul.

FONTE: Zona Militar

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN



Tags: Corveta TamandaréPROSUB
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Comentários 10

  1. Esteves says:
    7 anos atrás

    Olha,

    O Brasil não foi atingido por nenhuma crise de legitimidade. O que houve foi constitucional. E não foi novidade. Bola pra frente.
    Essa história que o pré-sal vai salvar o país, a educação do país, a saúde do país…já deu. O volume de extração do óleo do pré-sal significa atender metade das necessidades que precisamos. Os outros 50% vêm da extração no continente.
    O quinhao da MB nos royalties dos hidrocarbonetos está definido em lei. Estados e municípios produtores recebem as receitas antecipadas mensalmente. Assim como a União e a MB.
    A mesma lei dos royalties obriga o pagamento de compensações financeiras pelo dano ambiental causado na extração do petróleo. Outra vez, estados, municípios, união e MB recebem suas partes.

    A capitalização da Engeprom (2,5 bilhões de reais que viraram 2 bilhões e não se sabe quanto restou) foi feita para garantir a assinatura do contrato das Tamandarés que não aconteceu em 2018. Ficou para 2019. Provavelmente, a MB está usando a grana da capitalização para outros investimentos e despesas. O saldo que restar deve dar para assinar o contrato e garantir o pagamento da primeira Tamandaré.

    Essa capitalização da Engeprom foi feita com recursos do Tesouro a título de compensações financeiras dos hidrocarbonetos. Mas não significa que o país está financiando ou pagando a construção naval com o pré-sal. Enquanto o petróleo blend do Mar do Norte extraído, explorado, refinado e vendido pela Shell esteve cotado em US$82 e parece ter caído a US$67…a Petrobras nunca informou quanto vale ou por quanto é vendido o óleo cru do pré-sal. Diz ela que troca por gasolina refinada.

    O Fundo da Marinha Mercante que não se sabe quando chega foi calculado em 500 milhões de reais ano.
    Calculado. Não paga escolta nem submarino. Paga meios menores. Se…forem 500 milhões e se forem liberados teriam que ir direto para a conta de investimentos ou para capitalizar alguma estatal ou…ou…novamente a altíssima despesa da MB (90% com todos os custeios) come o Fundo.

    A MB precisa de dinheiro novo. Todo ano. Mas precisa dar uma reformadinha no orçamento. 80% com despesa de gente é muito. Quem sabe a beleza e a imponência do Atlântico iluminam toda essa MB.

    Responder
  2. Vovozao says:
    7 anos atrás

    08/01/19 – terça-feira; bnoite, até hoje nossos congressistas não votaram a lei que transfere 10 porcento da arrecadação do FMM; com este din din; +- 350 milhões reais (2018) daria no minimo construir um navio patrulha de 500 t por ano; e; veja estamos em uma recessao. So que leis aqui só para beneficio dos politicos.
    PADILHA: Lendo site RN do dia 04/01/19 – consta RN esta colocando disposição MB o Wave Ruler; entendi que “disposição” seria para comecarem entendimentos para venda; é isso mesmo?? Existe algum boato. Nao é fake news esta no site oficial da RN.

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      7 anos atrás

      Vovozão, segundo info da representante do MoD obtida na Exponaval, a RN só iria definir os navios que continuarão na frota este mês após reuniões internas. Ou seja, o Wave Ruler pode sim ser oferecido. Se a MB vai comprar ou não, ainda não se sabe. O comando da MB está mudando, e é um pouco cedo para avaliar o rumo que a MB vai tomar. Chutes existem muitos por ai, mas eu espero que a MB compre sim.

      Responder
    • Guilherme Wiltgen says:
      7 anos atrás

      Vovozao,
      Vamos por partes. A matéria em referência foi postada no site “Save the RN” e não no site da RN (dois sites distintos), e faz referência aos boatos publicados de que o navio teria sido supostamente oferecido à MB.
      No texto do site diz:
      “In June 2018 reports emerged that Wave Ruler has been offered for sale to the Brazilian Navy (to complement their recent acquisition of ex-HMS Ocean, soon to be joined by ex-HMS Clyde). The MoD has subsequently denied that Wave Ruler is for sale.”
      Traduzindo:
      “Em junho de 2018, surgiram relatos de que o Wave Ruler foi colocado à venda para a Marinha do Brasil (para complementar a recente aquisição do ex-HMS Ocean, que logo se unirá ao ex-HMS Clyde). O Ministério da Defesa negou posteriormente que o Wave Ruler esteja à venda”.
      Segundo o mesmo texto do STRN, espera-se para 2028 a sua substituição.

      Responder
      • Vovozao says:
        7 anos atrás

        Guilher; tambem esta no site da RN; fala em tanques da classe wave; e; usa palavras como já aceitassem a venda; mesmo dizendo que foram programados para servirem por 25 anos; porem; com a classe tide; e o Knight sendo armado com CIWS para sair agora; e; depois dizem que o MOD oferece a MB. Leia a integra.

        Responder
        • Guilherme Wiltgen says:
          7 anos atrás

          Vovozao,
          Eu não encontrei isso no site da RN, se conseguir, me envie o link por favor.
          Quanto a informação do CIWS, sim ele recebeu para o deployment que vai realizar.
          Abs

          Responder
  3. Carlão says:
    7 anos atrás

    Faltar Armas em Navios , Helicópteros e Aviões de Guerra , no Brasil é normal , até séria Cômico se não fosse Trágico ,

    Responder
  4. Marujo says:
    7 anos atrás

    A F-40 ainda está sem o aspire!

    Responder
  5. Souto. says:
    7 anos atrás

    Boa tarde Padilha a fragata F-40 ainda esta´sem o lançador de aspide na popa do navio?

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      7 anos atrás

      rapaz, não faço ideia.

      Responder

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