alcantara

Por Tereza Cruvinel

Um dos assuntos tratados em recente reunião entre o chanceler José Serra e o embaixador brasileiro em Washington, Sergio Amaral, ex-ministro de FHC, foi a retomada das negociações com os Estados Unidos sobre o uso, pelos americanos, da base de lançamento de foguetes de Alcântara (MA). O acordo firmado por FHC no ano 2000, que conferia amplos poderes aos “locadores”, foi denunciado como entreguista e lesivo à soberania nacional pelo então deputado, que era o relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Seu parecer alterou fundamentalmente o texto. Chegando ao governo, o ex-presidente Lula retirou o acordo do Congresso e deu o assunto por encerrado. A volta do assunto à agenda bilateral, sob Temer e Serra, preocupa inclusive setores militares que temem novas cláusulas atentatórias à soberania nacional sobre a base.

Por sua localização privilegiada, na linha do Equador, a base brasileira é atraente porque, segundo especialistas, reduz em até 30% o custo de um lançamento. O Brasil deve explorar este ativo através da locação das instalações a diferentes países, para obter recursos inclusive para desenvolver seu programa espacial. Entre os clientes, pode ter os Estados Unidos mas não submeter-se às suas exigências ao ponto de perder outros negócios e a própria autoridade sobre a base.

História

O acordo firmado por FHC no ano 2000 provocou reações de militares e setores nacionalistas. Ele na prática criava um enclave americano em nosso país, ao abdicar de controles e prerrogativas de dono das instalações, através de cláusulas denunciadas por Waldir e alteradas em seu parecer.

Uma delas impedia autoridades brasileiras de abrir os contêineres lacrados, transportados em território nacional, contendo veículos de lançamento, espaçonaves e equipamentos afins. O texto de Waldir tornou esta prática permitida, desde que realizada no interior da Base de Alcântara e na presença de autoridades americanas e brasileiras. Caiu também a proibição, prevista no texto original, para o Brasil fotografar ou filmar satélites, foguetes ou partes desprendidas destes objetos que venham a cair em solo nacional. Waldir acrescentou uma ressalva, segundo a qual o registro poderia ser feito, desde que previamente autorizado pelos norte-americanos. Ele suprimiu também a previsão de que caberia aos norte-americanos a expedição de crachás para que brasileiros circulassem na área de lançamento de foguetes da base. Eliminou ainda a restrição sobre a aplicação dos recursos obtidos com o aluguel da base aos americanos, já que o texto anterior proibia que fossem destinados a projetos de desenvolvimento de tecnologia. E, mais importante, Waldir acabou com o impedimento de que o Brasil fizesse acordos com países que sofram restrições dos Estados Unidos, como era, naquele momento, o caso do Iraque, do Sudão e de Cuba, e que alugasse a base para o lançamento de mísseis por países que os EUA consideravam inconvenientes. Isso impediria, por exemplo, acordos com a China.

Com a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao governo, em 2003, Waldir tornou-se ministro da Defesa e recomendou a desistência do acordo, que foi retirado do Congresso. O chanceler Celso Amorim comunicou aos Estados Unidos que o assunto estava encerrado. Ainda em 2003, Lula fechou um acordo com a Ucrânia para desenvolvimento de foguete, o Cyclone-4. Uma empresa binacional, a Alcântara Cyclone Space (ACS), foi fundada, mas até hoje não teve grandes resultados.

Os Estados Unidos, entretanto, nunca perderam seu interesse por um acordo que lhes permita utilizar a Base de Alcântara. Mesmo no governo Dilma, o assunto chegou a entrar na agenda em 2013 mas, com as revelações de Snowden sobre a espionagem da NSA sobre Dilma, Petrobrás e autoridades brasileiras, as relações esfriaram e o assunto morreu.

FONTE:Brasil 247

 

39 Comments

 

  1. 24/02/2017  10:12 by Jose Luiz Esposito Responder

    LUIZ ,tu tens certeza que és brasileiro ,sobre o Osório ,qual é o país que não usa componentes estrangeiros em seus Carros de Combates ,ainda mais protótipos ,depois não conheces as verdadeiras intenções dos EUA , que de estarem lá e de dentro,controlarem qualquer desenvolvimento Espacial brasileiro ,se tens a Mente Colonizada ,tudo bem ,já começas ser contra o BRICS , a coisa melhor que nos aconteceu no pós guerra ,só não melhor aproveitada pelo BRASIL, depois o mesmo Ranso dos Colonizados que derrubaram o IMPÉRIO DO BRASIL e criaram esta republiqueta corporativista que de imediato ,nos colocou definitivamente como Reboque do Mundo!!

  2. 24/02/2017  10:03 by Jose Luiz Esposito Responder

    Os EUA são os mais interessados neste acordo de Traição a Pátria ,porque lá dentro conseguirão nos controlar e amarrar , quem assinar esta DESGRAÇA de Acordo deve ser colocado no ALTAR da Pátria como TRAIDOR PERPÉTUO DO BRASIL. Creio que uma parceria internacional seria boa ,mas não com os EUA ,eles não devem ser convidados nem para visitarem a Base ,; porque não fazemos um Acordo co a Rússia ,Índia ,China e aqui mesmo programas conjuntos com Argentina , Peru ,Colômbia ,etc ,com os EUA somente mantê-los o mais longe possível da BASE ,este Serra , o PSDB , este sujeito Embaixador são dois Conhecidos Entreguistas e Traidores !!!!

  3. 30/07/2016  7:09 by Leonardo Rodrigues Responder

    Prefiro levar mil anos num programa espacial do que definhar as custas de qualquer nação que nos explore. Lembro bem quando criança o que era assistir do lado de fora da cerca as corridas de motocross e minha casa ficava a 50 m. Sim ela não era minha, mas era como se fosse. Agora a sensação é a mesma veremos foguetes saindo de Alcântara do lado de cá da cerca só imaginando estar lá. Prefiria a minha pista de motocross nas segundas e nos fins de semana sem corrida não tinham grandes motos, pilotos e malabarismos mas era minha, mesmo com minha agrale cinquentinha.

  4. 29/07/2016  19:38 by Oplita Responder

    O Serra comandando negócios com os EUA em torno da Base Aeroespacial de Alcânatra? O "príncipe da privataria" defendendo interesses nacionais? Tsc tsc tsc... Pobre Brasil!

  5. 29/07/2016  9:39 by _RR_ Responder

    Topol...

    Sua indagação não muda a lógica que expus... Qualquer venda de artigos de defesa está casada a interesses geopolíticos. Ingenuidade pensar que não é assim... E o Super Tucano realmente não tem sido vendido a "desafetos" do Brasil... E o que eu indaguei é justamente uma variação disso; isto é, como seria o comportamento do Brasil se um artigo de defesa com itens brasileiros montado em solo estrangeiro fosse ser vendido a um adversário do Brasil. Tenho certeza de que haveria no mínimo um protesto formal.

    Quer ver o Super Tucano travar na linha, é só o Brasil adotar uma postura contrária ao fornecedor... Isso é claro. Faz parte do jogo. E não me consta que seria diferente com russos, chineses ou quem quer que seja... Pra se ver livre disso, só produzindo tudo em solo nacional ( o que é economicamente inviável ou, no mínimo, não recomendável )...

  6. 29/07/2016  4:41 by Topol Responder

    Tireless

    Do "Banestadão" ninguém fala nada né... ou já se esqueceram... aquele roubo promovido pelos impávidos governantes do PSDB faz o mensalão parecer troco de pinga.

    Zoran

    Se a posição geográfica de Alcântara não significa nada então porque os EUA se interessaram novamente pela sua exploração ? E mesmo que no futuro a sua posição venha a perder relevancia, para eles compensa investir em alugar a base apenas para impedir que o desenvolvimento evolua.

    E de que adianta termos foguetes de verdade lançados daqui se não poderemos chegar nem perto da base, como foi perpetrado no último acordo???

    RR

    Sobre a venda de aeronaves me explique então porque assim que o "chanceler" Serra e o presidente interino informante Temer assumiram, o governo dos EUA "destravou" uma venda de aeronaves da Embraer... Será que os EUA necessitaram com urgencia de 12 A-29 do dia para a noite ou foi só um sinal de boas vindas, uma espécie de offset pelo que virá depois.

  7. 29/07/2016  1:08 by augusto Responder

    O acordo com os americanos é pra permitir que empresas americanas usem a base para lançar satelites comercialmente em troca ganhariamos royaltes e o acordo de salva-guardas tecnologicas seria assinado. Isto nao tiraria a independencia do nosso progama nuclear ate porque a base de barreira do inferno continuaria sem presença estrangeira. Vejo como um acordo GANHA-GANHA nenhum outro pais no mundo ofereceu um acordo tam bom quanto este e assina-lo nao impediria de assinar outros acordos com outras naçoes

  8. 28/07/2016  21:28 by Gabriel Responder

    Eu apoio a concessão da base que pode impulsionar o desenvolvimento econômico da região mais pobre do Brasil, nós não somos capazes de criar um programa espacial mas podemos lucrar com quem tem

  9. 28/07/2016  18:45 by zorann Responder

    Muito boa Dalton!

  10. 28/07/2016  16:41 by Inácio Responder

    Acho engraçado esse povo. Só é entreguismo quando o acordo é com americanos. Quando abre as pernas para Russia, China e etc está tudo ceto. Bem curioso. Mudar para Cuba ninguém que não é?

  11. 28/07/2016  10:54 by Dalton Responder

    Alguns poderão ver na "apropriação" de instalações da Petrobras pela Bolívia como "entreguismo" também ou não ?

  12. 28/07/2016  10:53 by _RR_ Responder

    Marcos ( 27/07/2016 at 23:49 );

    A Petrobrás já está em solo americano desde 1987... E só agora, com o caso Pasadena, é que está tendo problemas...

    "...não permite transferência tecnológica de ponta..."

    E qual país permite isso...? Veja por si mesmo quantos países no mundo lançam foguetes hoje. Observe os programas espaciais deles... Praticamente todo mundo ali conquistou o que conquistou quebrando cabeça sozinho. Houve, evidente, uma inspiração aqui e acolá através de cooperação ( principalmente transmissão de conhecimento através de intercâmbios na área acadêmica, como no caso do programa espacial japonês, que teve colaboração dos americanos ) e/ou através de engenharia reversa mesmo. Mas na prática, todos tiveram que torrar seus bilhões para chegar a algum lugar; tiveram que achar suas próprias soluções para resolver problemas referentes principalmente a propulsão, o que levou décadas explodindo traquitanas e retornos humilhantes as pranchetas.

    Não tem brasileiro que quer entregar de bandeja... Tem é brasileiro com conhecimentos invejáveis que não consegue apoio no País... Esses, claro, viram foco do interesse estrangeiro. É assim que os estrangeiros "dilapidam" e "sabotam" nosso país, pegando a mão de obra que arduamente se capacita ( frequentemente contra tudo e contra todos ) e depois não encontra um cenário propício para deslanchar seus conhecimentos... E o que deveríamos fazer? Parar de bater cabeça procurando soluções mágicas e fazer a grana chegar no lugar certo, que são os nossos centros de desenvolvimento. Isso só pra começar... Dividir a responsabilidade com o meio privado é também parte do caminho lógico para o desenvolvimento de componentes críticos, aproveitando o conhecimento agregado para o desenvolvimento de itens do meio civil. E o fato é que não há nada hoje sendo feito a esse nível, e o investimento ainda é parco ( os japoneses, por exemplo, gastam cerca de US$ 2 bilhões por ano com seu programa, e tem empresas que atuam em diversos setores )...

    As aeronaves em questão tem itens críticos que são de procedência americana. Logo, é natural que se reservem ao direito de fornecer esses itens a quem eles quiserem ( o que evidentemente inclui o cliente final do produto )... Se fosse o inverso, um produto americano com tecnologia brasileira a ser vendida a um "desafeto", será que permitiríamos que eles o fizessem...?

    Quanto a Alcântara. Ter ou não foguetes americanos, chineses, russos ou indianos ali é irrelevante. O que interessa é vetar o uso militar e ter o centro de lançamento em si sob monitoramento. O resto é dinheiro que entra...

    Enfim, é jogar o jogo...

  13. 28/07/2016  10:10 by Jose Luiz Esposito Responder

    Aos Entreguistas que chamam Brasileiros de Arautos do Atraso , no Acordo anterior , estaríamos proibidos de usar os Valores do Aluguel aos EUA em nosso Programa Espacial , então estava definido o Interesses dos EUA em nos Prejudicar ( como sempre ) , e aqueles que nos chamam de Arauto do Atraso podem ser chamados de VOLUNTÁRIOS DO ENTREGUISMO !!

  14. 27/07/2016  23:49 by Marcos Responder

    Meu Deus, será que ninguém está vendo isso? Primeiro, segundo vazamento da wikiliks, o Serra promete à Chevron, concorrente da Petrobrás, que vai facilitar a vida deles na exploração de petróleo brasileiro (imagina se um senador americano fizesse o mesmo nos EUA para facilitar a vida da Petrobrás na exploração de petróleo na costa americana, impensável!! Eles dão primazia às empresas deles, o que é até compreensível, o que não é compreensível é um senador brasileiro abrir mão do relevantíssimo interesse nacional para facilitar a vida de empresas estrangeiras sacrificando as riquezas nacionais) O Serra perdeu as eleições, mas mesmo assim está cumprindo com a promessa a toque de caixa. Agora essa informação de reativação de acordo na base de alcântara é o FIM. Isso é o auge do desprezo pela soberania nacional. Algumas pessoas parecem que estão aqui no Brasil, não porque sejam brasileiros e amem a sua Pátria, mas, sobretudo, estão aqui para viabilizar com maior facilidade os interesses estrangeiros. E nessa seara não há vantagem alguma que o país possa extrair dos EUA, pq eles são vorazes e por demais exclusivistas; não permitem transferência tecnológica de ponta, mas querem a tecnologia de ponta que a petrobrás desenvolveu e vão ter, pq tem brasileiro pra entregar de bandeja. Eles não permitem que o país venda avião aos desafetos dos EUA e assim perdemos grandes negócios. Olha, se isso se concretizar não tenho a menor dúvida: é crime de lesa-pátria fartamente caracterizado.

  15. 27/07/2016  23:33 by Nicastro Responder

    É cada teoria da conspiração que chega a ser engraçado. Plinio, mal sabe você o quanto foi difícil e árduo superar a censura da Rede Globo em relação às manifestações contra a Dilma... Eu posso falar porque fui em todas. E somente quando atingimos a marca de 500 mil é que ela veio a noticiar, e ainda sempre nos colocando pra baixo, divulgando estatísticas absurdamente mentirosas quanto ao público. Quando havia 500 mil pessoas, falavam em apenas 150 mil, quando havia 1,5 milhão, falavam em 500 mil, bem diferente do que fazem todo ano com LOBE LGBT ( esse sim, financiado com dinheiro de GRINGO), que na Parada Gay não dá mais do que 50 a 70 mil pessoas e eles noticiam coisas absurdas como 3 ou 4 milhões de pessoas na AV. Paulista.
    Só não vê quem não quer. O maior anunciante das grandes mídias sempre foi o Governo Federal com Lula e Dilma. Só pra se ter uma ideia, de 2004 a 2012, somente a Globo abocanhou do Governo Federal mais de 6 bilhões de Reais em anúncios publicitários. Com a saída do PT a Rede Globo vai perder sua Mina de Ouro... Quem derrubou a Dilma fomos nós, patriotas! Esse mérito é nosso, não é dos EUA, pode ter certeza.

  16. 27/07/2016  23:02 by kowinsk Responder

    vcs falam isso de mimi , porque não sabe que está numa aeronave fazendo patrulha no meio da Amazônia e ver uma bandeira americana estiada na selva como se fosse território deles?

  17. 27/07/2016  22:10 by KLEDSON. Responder

    Kledson, por favor repita seu comentário sem caixa alta, por favor.

  18. 27/07/2016  21:51 by zorann Responder

    Quanto comentário inútil! Entreguistas? Aff pelo amor de Deus! Acordem!
    .
    Em poucos anos plataformas de lançamento móveis no mar, hoje me testes, poderão lançar foguetes a partir da linha do Equador sem precisar de parceria de país nenhum. Logo, logo a posição geográfica da base brasileira não terá mais valor algum. A hora de se fechar um acordo é agora. Esta é a única possibilidade de vermos nossos satélites lançados a partir de uma base brasileira, mesmo que os foguetes sejam de outro país.
    .
    Mal intencionados? Acordem! Todos os países desenvolvidos lutam para defender seus próprios interesses. Isto não tem nada haver com má intenção e sim com defender seus próprios interesses. Eles defendem os deles e nós temos de defender os nossos e nada impede que se chegue a um acordo que traga vantagens a ambos. Sem algum tipo de acordo, jamais teremos foguetes de verdade lançados no Brasil

  19. 27/07/2016  20:57 by Carl Responder

    Falou nos EUA são sempre os mesmos a dizer sim. Por que será, né?
    Uma coisa é o Brasil alugar a base para lançamentos de foguetes com toda e qualquer nação sem se submeter a políticas obscuras, outra é SE VENDER por migalhas aos EUA, monopolizando e direta ou indiretamente impedindo o nosso próprio uso.
    E o fato do Brasil não fabricar os seus próprios foguetes hoje não quer dizer que isso não mude com o tempo. Claro, para alguns que torcem contra o Brasil chega até ser uma ofensa pensar que um dia o Brasil terá sua autonomia em lançamentos de satélites, e não só nisso...
    O Brasil pode e vai alcançar grandes objetivos, como já alcançamos, basta evitarmos a doença, o câncer a maldição conhecida como síndrome do vira-lata. Se o brasileiro tivesse mais coragem de correr atrás de seus objetivos e menos complexo de vira-lata essa nação seria outra muito melhor. Mas como aqui o negocio é criticar absolutamente tudo que se faz internamente e babar com tudo que é feito nos ditos países de primeiro mundo, principalmente nos EUA, ficamos parados no tempo.
    Quando um governo tenta fazer algo lá vem a turminha de sempre dizendo: "não vai dá certo".
    E se não faz: "devia te feito, mas não fez, agora é tarde"
    Felizmente não são a maioria, o problema é que mesmo sendo minoria seu maldito mimimi atrapalhar toda a nação!

  20. 27/07/2016  19:16 by DANIEL REIS TOSTES Responder

    Vergonha! O Sr. José Serra não conseguiu ser Presidente da República, como ele já mencionou várias vezes que era o seu desejo, e mais uma vez, vem com uma notícia destas. Os entreguistas estão colocando as "manguinhas" de fora! Um país que não tem valorizado o seu povo, os seus heróis da FEB, a sua cultura, onde não somos patriotas, não se investe em educação, saúde, segurança, etc. e entregamos de graça as nossas riquezas, é de entristecer! Nós não podemos desistir do Brasil, apesar de todas notícias ruins e inquietantes como esta e de pessoas que só fazem o que são convenientes para elas e também daqueles que estão despreparados para as funções que exercem.

  21. 27/07/2016  16:40 by Alex Responder

    Sinceramente, o fato do programa espacial "não decolar" neste país, programa este que já decolou até no Irã e na pobre Índia, não faz sentido culpar os americanos, franceses ou seja lá quem for. São US$ 400 bilhões movimentados anualmente e nós não abocanhamos 1% sequer nos serviços prestados por satélites de comunicações entre outros serviços existentes. Somos incompetentes sim! Nada é levado a sério, exceto o jogo de carteados dolarizados, um pra voce, dois pra mim...corrupção endêmica, entendem né? Ser dono da casa, onde o visitante é quem manda? Ser o comprador, fomentador de um projeto, onde o vendedor parceiro, é quem dita as normas? Se for para ser assim, a resposta mais sensata é NÂO! O que deve ser feito, mesmo com 50 anos de atraso se compararmos ao Sputinik ou a Gagarim ou o programa Apolo, é investir em pesquisa e tecnologia, com orçamento necessário, para começar mínimo de US$ 1 bi e sem reclamações do tipo, isso é dinheiro jogado fora. Coisa da imprensa esquerdista não produtiva. Mas que adora Paris e Estocolmo, capitais de países capitalistas. É um "acordo" que deve ser muito bem estudado e onde nós devemos dar as cartas, se quiserem bem, se não, também. Mas como político brasileiro adora, ama, morre, vende a alma e envolve até seus entes queridos por dinheiro nesse mar de lama. Então será muito provável que finalizará como o projeto do submarino nuclear na era Collor. Não vai rolar, apenas embromar. E nós continuaremos vendendo matérias primas às cortes européias, norte americanas (EUA e Canadá) e asiáticos (Japão e China). Engraçado, alguém disse que o Brasil é um país independente desde 1822, mas continua a comportar-se como colônia frente aos senhores feudais.

  22. 27/07/2016  16:02 by Jose Luiz Esposito Responder

    Os EUA sempre estiveram mal intencionados , vejam que umas das imposições era não usarmos os dividendos da locação de parte da Base , para investirmos no nosso programa Espacial, esta aí , aos Entreguistas de Plantão , qual o fundamento desta ** Imposição ** dos EUA ? Eles usam nossa Base e eles que fazem IMPOSIÇÕES , como atualmente no BRASIL há uma disputa , espero que nessa BRIGA , a minoria, os Brasileiros saiam Vencedores !!

  23. 27/07/2016  16:01 by MD11 Responder

    Coronel previu que base de Alcântara sofreria sabotagem dos EUA

    https://www.youtube.com/watch?v=eRQfxcv9fIs

  24. 27/07/2016  15:46 by Edson Responder

    Calma galera, o Serra entende desse negocio de foguete . . . Agora o Brasil decola . . .

  25. 27/07/2016  15:41 by Edson Responder

    Agora sim, bem-vindos irmaos, vamos mudar nossos horriveis nomes, o meu agora é Cliff MaCluski . . .

  26. 27/07/2016  14:36 by Bardini Responder

    luiz,

    Você citou o que todo mundo cita ao invés de admitir que nós somos os culpados por nossos próprios erros.
    Sem perder a oportunidade de ser chato:

    1- Nosso país nunca alcançou "grande desenvolvimento" no setor espacial pq nunca se levou nenhum planejamento a sério no tocante a parte financeira e estrutural. NENHUM planejamento se leva a sério neste país. A única coisa em que realmente somos bons é no tocante a culpar americanos por nossos fracassos. Nisso somos os campões!
    Aliás, é estranho se culpar tanto os americanos por interferir em nossas pesquisas sendo que eles fomentam muita coisa do pouco que fazemos em nossas Universidades no tocante a espaço, via convênios e parcerias com a NASA.

    2- O Ósorio foi o prego que faltava para fechar o caixão de uma empresa mal administrada. Foi um erro. Investiram mundos e fundos e um aposta e perderam.
    O tanque era bom? Dizem que era... Só que... Ele não era "nacional" como dizem, pois diversos componentes vieram de fora e também não era o que EB necessitava (o tanque que o EB "queria" era o Tamoyo, que também não foi pra frente) então não caberia ao EB comprar algo que não lhe era adequado na época.
    No mais, culpar país X ou Y por levar uma concorrência (que envolve diversos fatores, inclusive os diplomáticos, vide F-X2) é algo sem fundamento...

    3- O PROSUB é o outro planejamento feito que é tocado nas coxas... Prometeram mundos e fundos a MB e não repassam o dinheiro necessário para tocar o projeto, o resultado é o que se tem hoje, submarinos que já deveriam estar entregues só no esqueleto e uma base ainda na fase de canteiro.

    4- Esse mantra do "dinheiro tem de sobra, é só acabar com a corrupção" é uma bobagem para tirar das nossas costa a culpa pela situação que temos. Precisamos é aprender a gastar melhor nosso dinheiro e aprender a participar das decisões do país assim como escolher melhor nossos representantes. A corrupção é só o resultado da nossa omissão e incompetência.

    5- A gente só tem usinas nucleares por conta do acordo nuclear feito com os alemães em 75. Se não fossem os Alemães nos vender seus conhecimentos e tecnologias, pode ter certeza que estaríamos em outro patamar... Bem mais abaixo do que estamos hoje, ou seja, sem nenhuma usina nuclear.

    6- Acordo com o BRICS? Acorda...

    7- E sem embargo de esquecer, e a base Chinesa na Argentina? Aquela em que os Argentinos não podem entrar...

  27. 27/07/2016  13:40 by luiz Responder

    Os interesses brasileiros de exploração do espaço sempre foram vistos com maus olhos pelos EUA, o acordo da base foi um meio de tomar nossa autonomia, e mesmo depois de nos livrarmos dele o país nunca alcançou grande desenvolvimento em parte por que os EUA até hoje interferem em nossas pesquisas, como exemplo temos o tanque Osório, era muito poderoso e podia ter desenvolvido uma ala inteira da indústria de defesa, mas como nossas elites são divididas entre direita e nacionalistas apoio, dinheiro e poder são coisas que nunca faltaram pode se dizer o mesmo do prosub, do FX-2, do KC-390, a gente só tem usinas nucleares por que nacionalistas radicais peitaram até o fim, e mesmo vai se dar como nosso programa espacial. Eu não abriria a base apar eles, fazia um acordo como os Brics que não exigem a alma em troca de umas migalhas.

  28. 27/07/2016  12:42 by Bardini Responder

    O programa espacial Brasileiro é um fracasso colossal. Fizeram ao longo de décadas planejamentos que nunca receberam os aportes financeiros para que saíssem do papel e o resultado todos nos sabemos, empurrasse para frente como se pode projetos que já deveriam ter sido concluídos a mais de uma década. O VLS, virou lenda urbana. Satélites, tem de ser comprados e lançado fora do país, um total descaso com um dos mais importantes setores de desenvolvimento tecnológico. Só não enxerga o tamanho do nosso fracasso quem não quer ou... quer acreditar em teoria da conspiração e fanatismo barato travestido de nacionalismo.

    Falam que Russos ou Chineses deveriam ser a opção a ser escolhida para uma parceria como se estes fossem os salvadores e resolvedores de nossos problemas, como se eles fossem nos repassar todos os seus segredos e pesquisas que levaram décadas e bilhões para serem feitas... Ledo engano. Ninguém repassará nada para nosso país e se repassar, não saberemos nem colocar em prática.

  29. 27/07/2016  12:27 by Tiago Silva Responder

    "Para quem reclama do referido acordo deveria se perguntar primeiro o que foi feito na área espacial depois de 2003 fora o acidente de Alcântara."

    Sim eu reclamo e das mais diversas formas, pouco ou nenhum investimento na área, falta de mais profissionais e que tenham perspectivas aqui e não fora...

    Mas vejo que acima de tudo esta a NOSSA autonomia como nação em NOSSO território.

    Com um amigo me falou a pouco deveria ser criado um centro de lançamento internacional, uma mega base brasileira que aceite outras agências mas que o controle seja nosso. Uma ideia potencialmente válida no aspecto econômico aonde não apenas governos teriam interesse mas como empresas privadas.

    Isso sim poderia ajudar e muito no desenvolvimento de novos projetos e na finalização dos existentes,é um tema que merece uma maior análise para que o Brasil saia ganhando e das mais variadas formas. O nosso programa precisa ser reformulado e ter uma maior atenção por todos os lados, seja o governo, empresas privadas,mídia, e a população para que a mesma seja muito bem informada do que acontece (isso é um grande desafio).

    Não podemos ceder aos anseios dos outros e esquecer dos nossos, a base não é algo que podemos simplesmente deixar nas mãos de um outro governo e isso vai dar muito o que falar. E não podemos esquecer da grande vontade que estes senhores tem em entregar bens nacionais de mãos beijadas.

  30. 27/07/2016  11:57 by HMS_TIRELESS Responder

    É sempre bom perguntar o que os tais "setores nacionalistas" aos quais a autora do texto se refere fizeram pela exploração espacial brasileira de treze anos para cá. Pensando bem, foi até bom não terem feito nada afinal depois do mensalão, do petrolão e do Eletrolão teríamos também o espaçolão. No final o resultado prático seria apenas mais processos para o Moro julgar...rs!

  31. 27/07/2016  11:50 by mauricio matos Responder

    Que façam acordos com russos,chineses, americanos mais que a soberania nacional não seja posta de lado sem esse acordos vamos passar a vida toda lançando somente busca pés.

  32. 27/07/2016  11:45 by Ne Responder

    Sempre está novela,o que o Brasil precisa mesmo é de um governo sério e sem corrupção.
    Temos um bom acordo com a Alemanha que demonstrou que somos capazes se tivéssemos um bom investimento seríamos iguais a China ou índia
    Será que nossos governantes não entendem que a única coisa que está faltando é verba e patriotismo

  33. 27/07/2016  11:42 by Douglas Rodrigues Responder

    Entregar completamente a Base, seria um erro sim...
    Se ainda há grande interesse dos americanos, o Brasil pode requerer alguma vantagem com certeza.
    Agora imagino que seria muito melhor fazer um acordo compensatório para ambos (os EUA utilizam a base, o Brasil aprende com os americanos como fazer) e assim as coisas caminham bem.
    Dizer que temos capacidade para utilizar a Base e tornando ela completamente operacional é uma grande utopia, só os Americanos, Russos e Chineses tem ambições e capacidades para tal operação.

  34. 27/07/2016  11:42 by Wagner Pedroso Responder

    Mais uma materia especulativa sem nenhuma fonte confiável desse site Brasil 247, cujo editor chefe foi preso recentemente por ter ligação com corrupção do alto escalão do PT

  35. 27/07/2016  11:42 by Marco Barbosa Responder

    Sabotaram nosso projeto aeroespacial, o que esperar desse acordo?

  36. 27/07/2016  11:33 by HMS_TIRELESS Responder

    Quem reclama do referido acordo deveria se perguntar primeiro o que foi feito na área espacial depois de 2003 fora o acidente de Alcântara.

  37. 27/07/2016  11:27 by HMS_TIRELESS Responder

    "Setores nacionalistas"? Não seria melhor chamar de Arautos do atraso?

  38. 27/07/2016  11:27 by Anderson Responder

    Engraçado nenhum comentário! Viva o Serra que está vendendo Brasil e o Temer.

  39. 27/07/2016  11:26 by Tiago Silva Responder

    Tenho medo da incapacidade do Serra como Chanceler brasileiro, infelizmente as manobras políticas estão acima dos interesses nacionais, agora imagina se fosse o contrário nós com uma base nos EUA (utopia gente) a possibilidade disso ocorrer seria -1.

    Estas tentativas incessantes por parte dos EUA demonstra o que já sabemos muito bem de todo o potencial da base,mas na minha casa quem dita as regras sou eu ou melhor somos nós,como cidadão vejo com maus olhos estas negociações mas o atual governo vai dizer que "é juma vantagem tecnológica para o Brasil". Não preciso nem falar do medo que me dá.

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