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Home Aviação

Batismo de fogo da FAB completou 73 anos

Luiz Padilha por Luiz Padilha
25/05/2015 - 14:33
em Aviação
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B-25 FAB

Em 22 de maio de 1942, a aeronave B-25 abriu fogo contra submarino inimigo

A Força Aérea Brasileira celebrou sexta-feira (22/05) os 73 anos do seu batismo de fogo. Às 13h57 do dia 22 de maio de 1942, também uma sexta-feira, um avião B-25B atacou o submarino Barbarigo, da marinha italiana.

Com 73 metros de comprimento, velocidade de até 30 km/h, dois canhões de 100mm, quatro metralhadoras e oito tubos para lançamento de torpedos, o Barbarigo havia atacado o navio brasileiro Comandante Lyra quatro dias antes. Era a oitava embarcação do País atingida pelas forças do Eixo, mesmo antes da entrada do Brasil na guerra, ocorrida somente em agosto daquele ano.

b25_brazil
B-25 Brasil Foto: aer.ita

A guerra estava próxima. Cada voo da FAB, mesmo os de treinamento, passou a ser realizado com a máxima atenção. Qualquer submarino ou embarcação que não pudesse ser identificado seria considerado hostil. Bélgica, França, Holanda, Dinamarca, Noruega, Polônia e outros países da Europa, Ásia e África já estavam ocupados pelo nazi-fascismo. Crescia a importância estratégica do litoral brasileiro, fundamental para o esforço logístico aliado.

Foi nesse contexto que os Capitães Aviadores Parreiras Horta e Pamplona, pilotos do B-25, ainda em formação operacional como patrulheiros, realizaram o ataque. Eles lançaram dez bombas de 45kg sobre o alvo. A embarcação inimiga não afundou, mas aquele seria apenas o primeiro submarino atacado pela FAB na Segunda Guerra Mundial. Até o final do conflito no Atlântico Sul, 11 deles foram afundados em cerca de 15 mil missões de patrulha.

Aviação de Patrulha

Além dos B-25, a FAB utilizou vários modelos de aeronaves nas missões de defesa da costa brasileira, entre eles o PBY-5 Catalina, A-28 Hudson, PV-1 Ventura e PV-2 Ventura. Após a guerra, a Aviação de Patrulha iria ainda operar os modelos P-15 Neptune e P-16 Tracker, além dos P-95 Bandeirulha e P-3AM Orion, os dois últimos atualmente em operação.

FONTE: Agência Força Aérea

Tags: B-25 Mitchell
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Comentários 2

  1. Octavio Barbosa Campos says:
    6 anos atrás

    Meu pai, piloto do GTE, transportando o presidente da República e contribuindo para a construção de Brasília, em 1960, deveria constar dessa reportagem. Seu nome: Octavio Campos e ele serviu nessa época sendo subcomandante da Base Aérea de Brasília.

    Responder
  2. Octavio Barbosa Campos says:
    6 anos atrás

    O primeiro instrutor de B25 foi o hoje Mal do Ar Octavio Campos, falecido, inclusive trazendo os primeiros T6 para o Brasil.

    Responder

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