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Home Aviação

Caças da Jordânia viram solução

Luiz Padilha por Luiz Padilha
12/08/2013 - 14:39
em Aviação
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F-5 jordaniano Foto Cavok

F-5 jordaniano Foto Cavok

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F-5 jordaniano Foto Cavok

Por Klécio Santos

clippingAdquiridos como reserva, aviões F-5EM são reformados e irão para a linha de frente da FAB depois da desativação dos Mirage

Aviões de segunda mão da Jordânia farão a proteção do espaço aéreo brasileiro a partir de 2014. Com a desativação dos 12 Mirage 2000C (F-2000) prevista para o fim do ano e a indecisão do Planalto sobre a licitação para a compra de novos caças, a alternativa árabe está sendo avaliada.

A Força Aérea Brasileira (FAB) criou um grupo de trabalho para analisar os aspectos que implicam a aposentadoria dos Mirage. Atualmente, os 11 F-5 jordanianos passam por um processo de modernização na Embraer, onde serão equipados com radar e instrumentos eletrônicos de última geração. O investimento é de R$ 276 milhões e, segundo a FAB, permitirá que os caças possam ser utilizados por pelo menos mais 15 anos.

O contrato foi assinado em 2011, e os primeiros aviões aptos a usarem armamento mais moderno devem começar a sobrevoar o país em 2014, quando a Força Aérea receberá as primeiras unidades. A data coincide com a retirada dos franceses Mirage, que estão obsoletos e cuja vida útil termina em dezembro deste ano.

Fabricado nos EUA, o lote jordaniano será elevado ao patamar tecnológico dos outros 46 F-5M da FAB. Em 2000, esses aviões foram modernizadas e hoje atuam nos esquadrões de caça do Rio, de Manaus e de Canoas.

Os 11 caças foram adquiridos em 2007 e deveriam servir, em princípio, como estepe e fornecimento de peças de reposição. O modelo aperfeiçoado estaria afinado com a quarta geração da mesma classe, mas distante dos finalistas na licitação do programa FX-2 da Aeronáutica, criado em 2006, visando a reequipar e modernizar a FAB. Com a entrada em operação dos F-5EM jordanianos, toda a defesa aérea brasileira ficaria a cargo dos F-5, que se tornariam a principal aeronave de combate da aviação brasileira.

A Força Aérea não assume oficialmente a adoção dos aviões jordanianos dentro do que seria um plano B para a defesa aérea. Consultada por ZH sobre a hipótese, a FAB não entrou em detalhes: “A Força Aérea divulgará oportunamente as medidas que serão adotadas para manter e garantir a soberania do nosso espaço aéreo”.

O sucateamento da frota preocupa os militares. O inconformismo aumentou após os escândalos envolvendo o uso de aviões por autoridades.

Amanhã, a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado ouvirá o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, sobre a atualização da frota, a compra dos novos caças e a situação dos Mirage.

FONTE: Zero Hora

Tags: F-5MJordânia
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Comentários 5

  1. mateus felipe dias barbosa says:
    13 anos atrás

    os cacas 46 f-5 que foram mordenisados em 2000 acho que vão ficar ate 2017 e so teremos os jordânos para suprir a fab

    Responder
  2. luiz cochi says:
    13 anos atrás

    esse não era aquele modelo de avião que aparece nos filmes do vietnã?

    Responder
    • Poder Brasil says:
      13 anos atrás

      No Vietnã foi utilizado o F-5A a Força Aérea Brasileira utiliza o F-5E que foi desenvolvido depois da Guerra do Vietnã

      Responder
  3. Wanderson Alves says:
    13 anos atrás

    O Collor fez uma única coisa boa pelo Brasil: disse que nossos carros eram carroças. O mercado automobilístico melhorou (não ao nível internacional), mas teve lá seu up grade. Agora alguém precisa dizer a mesma coisa sobre os aviões caça da FAB: CARROÇAS.

    Responder
  4. Nelson Lima says:
    13 anos atrás

    A visão desses aparelhos enferrujados não é nada agradável! A FAB diz que pode guardar uma fina goiabada cascão em caixotes de pau. Há inclusive um upgrade AESA previsto para futuras instalações do radar Grifo. E como fica a questão das pernas curtas do F5EM para operar no centro do país-continente? A solução pode virar mais um problema!

    Responder

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