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Home Aviação

Cortes no orçamento deixam quase 60% da frota da FAB no chão

Luiz Padilha por Luiz Padilha
02/08/2016 - 12:45
em Aviação
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Apenas 250 dos 600 aviões que a Aeronáutica possui estão prontos para serem usados

C-130-Hércules-FAB

Por Tânia Monteiro

clippingBRASÍLIA – Os cortes no orçamento impostos pela equipe econômica obrigaram a Força Aérea Brasileira (FAB) a deixar mais da metade da sua frota de aviões no chão. Hoje, dos 600 aviões que a Aeronáutica dispõe, apenas 250 estão prontos para emprego, ou seja, 41%. Outro problema grave é a disponibilidade de recursos para a Força Aérea voar. Em 2016, os pilotos voarão menos do que 100 mil horas, quase 35% a menos do que o mínimo necessário para manter a operacionalidade da FAB, que seria 150 mil horas/ano. Em 2015, a cota já havia sido reduzida para 130 mil horas.

Em entrevista ao Estado, o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Rossato, citou que o aumento do dólar e do preço do querosene de aviação foram dois fatores que “afetaram tremendamente” o orçamento da FAB. Essa redução, advertiu, tem reflexos diretos no treinamento dos pilotos, no apoio de que Aeronáutica dá ao Exército e à Marinha, na Amazônia, o suporte às atividades dos governantes, seja no transporte de autoridades, de órgãos e até de atendimento aos índios.

Corte no tráfego aéreo. O comandante advertiu ainda que os cortes no orçamento vem afetando, até mesmo, o sistema de controle do tráfego aéreo do País. Uma das medidas já adotadas, foi a suspensão, por economia, de funcionamento de cinco radares meteorológicos. Segundo ele, a médio prazo, isso pode afetar o sistema, que terá de deixar de investir em modernização de equipamentos.

P-3BR-GIG-horiz

O brigadeiro Rossato lembrou que, quando o presidente em exercício Michel Temer assumiu, houve descontingenciamento, “mas ainda estamos com recursos abaixo do que precisamos para capacitação de pessoal e modernização de equipamentos”. Rossato disse que a FAB vai procurar o Tribunal de Contas da União (TCU) para pedir que o órgão volte a fazer a ressalva que proíbe de haver contingenciamento neste setor, pela importância estratégica dele.

Desde a crise aérea, há dez anos, todas os recursos destinados ao controle do tráfego aéreo foram proibidos de serem contingenciados. Em 2011, essa regra caiu e o setor voltou a sofrer com os cortes. “Queremos que em 2017 esses recursos voltem a ser ressalvados”, declarou ele, acentuando que “a responsabilidade é do comando da Aeronáutica mas os não reflexos aparecerão a qualquer hora”.

Segundo ele, a FAB é responsável por 22 milhões de quilômetros quadrados de tráfego aéreo, sendo 10 milhões do Atlântico Sul, que são responsabilidade do Brasil. Em 2015, a FAB gastou R$ 358,35 por quilômetro quadrado, o que significa um gasto de menos de R$ 1 (um real) de quilômetro quadrado por dia.

Para as Olimpíadas, no entanto, o brigadeiro Rossato informou que não haverá qualquer tipo de problema no tráfego aéreo em decorrência destes cortes.

FONTE: Estado de São Paulo

Tags: Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luís Rossato
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Comentários 7

  1. Celso says:
    10 anos atrás

    hahahah este Leonardo tem 2 lados…um eh bastante ideologico e falho, mas o outro retrata bem o q de fato esta acontecendo neste pais principalmente nos 13 ultimos anos somente c uma pequena correcao……quem aumenta os salarios destas instituicoes podres de NOSSO pais, sao os mesmos q la estao, ao executivo so cabe abaixar a cabeca e dar o aval……….cada pais tem a classe de politicos e judiciario q merece Brasil, pais de cordeiros.. Sds

    Responder
  2. Roger says:
    10 anos atrás

    Sr. Leonardo Rodrigues, não é possível que as coisas que o sr. escreve sejam reais. Só pode ser piada…

    Responder
  3. Pablo says:
    10 anos atrás

    Enquanto a Venezuela tem “caças formidáveis” a população está faminta, não sou defensor de nenhum governo, mas não é de hoje que as forças passam por isso.
    É engraçado que para a segurança do próprio país não há verbas, mas para fazer bonito para “gringaiada” o que não falta é dinheiro, o povo vive 365 dias de insegurança, mas para 2 semanas de Olimpíadas só não tem os cavaleiros do zodíaco para fazer a segurança dos gringos, ou seja, vivemos escravizados, trabalhando para sustentar políticos desonestos e o governo se preocupa mais com a segurança do povo de outras nações

    Responder
  4. Caio says:
    10 anos atrás

    O abandono das forças armadas é um verdadeiro crime de lesa a pátria; cometido pelo lixo político, apoiado pela imprensa, com diz sem medo Ricardo boechat, e estimulado pelos nossos intelectualoides da mídia, além dos próprios militares que se acomodam com essa situação,. Só uma revolução preservacionista para livrar nossa terra dessa escória.

    Responder
  5. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    As aeronaves da Venezuela ainda continuam maravilhosas agora quanto as nossas são obsoletas e inoperantes. Viva o governo da interinidade. Que aumentou os salários do judiciário e cortou nas FAs, na educação e na saúde.

    Responder
  6. Ferreira says:
    10 anos atrás

    e nós rindo em fevereiro da Venezuela, que possuia aeronaves formidaveis mas não voavam, é parece que estamos no mesmo caminho, infelizmente.

    Responder
  7. Celso says:
    10 anos atrás

    Carta cantada a algum tempinho atras……e ai vao utilizar o q tem e o q nao tem para as olimpiadas…..agora o bicho vai pegar mesmo……sem avioes, sem avionicos, sem combustivel,……e o ceu do Brasil a descoberto……arghhh……….mas o GTE sem duvida vai funcionar para os doutos baroes da politica brasileira……..

    PS e ai…..ja acharam o avia e o piloto da Marinha…..nao li ou vi mais noticias….cade o orgao de informacao da Marinha……

    Responder

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