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Home Aviação

Localizador de caça que sumiu após acidente não emitiu sinais, diz Marinha

Luiz Padilha por Luiz Padilha
02/08/2016 - 13:33
em Aviação
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Aeronave tinha dois equipamentos PLB; piloto está desaparecido no RJ. Buscas se concentram na costa de Saquarema há uma semana.

A-4-Skyhawk---AF-1C---VF-1-28
AF-1B Skyhawk – 1011

Por Fernanda Soares e Gustavo Garcia

A Marinha do Brasil revelou nesta terça-feira (2) que a aeronave que desapareceu após um acidente durante um treinamento na costa de Saquarema, Região dos Lagos, há uma semana, não possuía GPS (Global Positioning System ou Sistema de Posicionamento Global). O órgão faz buscas pelo piloto com o apoio do Corpo de Bombeiros. De acordo com a Marinha, o caça AF-1 Skyhawk tinha dois dispositivos Personal Locator Beacon (PLB), espécie de localizador para o piloto, mas “até o presente momento, não foi detectado qualquer sinal proveniente desses equipamentos”.

Os equipamentos estavam instalados no colete e no assento ejetável. O primeiro funciona por acionamento manual, enquanto o do assento tem acionamento automático durante a ejeção.

Segundo a Marinha, a aeronave era vista nos radares do mapa aéreo brasileiro e sumiu no ponto da queda, em Saquarema. O acidente aconteceu quando dois caças que realizavam um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície se chocaram no ar, segundo o órgão.

Nenhum vestígio ou destroço da aeronave foi encontrado até o momento, segundo a Marinha, que também não divulgou o nome do piloto. De acordo com o órgão, que abriu um Inquérito Policial Militar, também não há avanços na investigação sobre as causas que levaram ao choque das aeronaves. O prazo para a apresentação de um parecer é de até 60 dias após a abertura do processo, no dia 27.

As condições do mar de ressaca dificultam os trabalhos das equipes de busca e salvamento, mas a Marinha segue com o trabalho sem interrupção na costa da Praia de Jaconé. O militar decolou com a aeronave em São Pedro da Aldeia na tarde de terça-feira (26) e não retornou. O órgão afirma que a queda foi vista pelo piloto do outro caça AF-1 Skyhawk, que também participava do treinamento e se envolveu no acidente. Ele retornou com segurança para a Base Aérea Naval.

Navio-sonda

O navio-sonda de Pesquisa Hidroceanográfico “Vital de Oliveira”, da Marinha do Brasil, atua próximo à costa de Saquarema desde a quarta-feira (27) junto com outras embarcações.

Sonar-Klein-5000-v2

NPqHo-Vital-de-Oliveira-3     ROV-Sperre

Helicópteros estão sobrevoando o mar para tentar encontrar vestígios do caça. Agentes dos bombeiros fazem varreduras na areia com quadriciclos. O navio tem 78 metros de comprimento, possui cinco laboratórios e tem capacidade para 130 pessoas. Entre os equipamentos estão ecobatímetros multifeixe, perfilador de velocidade do som e sonar de varredura lateral. A embarcação pode ser operada remotamente.

FONTE: G1

Tags: 1º Esquadrão de aviões de Interceptação e Ataque (VF-1)A-4 SkyhawkAF-1B
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Comentários 23

  1. Bruno says:
    10 anos atrás

    Agora só temos uma aeronave modernizada, espero que a Embraer estregue mais uma aeronave esse ano

    Responder
  2. Justin Case says:
    10 anos atrás

    Amigos,

    Sobre o assunto registro de dados de voo, os caças mais modernos têm a tal caixa-preta.
    Normalmente, o chamado “crash recorder – CR” de caças grava menos parâmetros do que as aeronaves comerciais, mas tem características semelhantes quanto à sobrevivência dos dados. Entre os parâmetros gravados, estão aqueles de desempenho de voo (velocidade, altura, rpm), mas alguns sinais discretos relativos à configuração de trem de pouso, flapes, manetes de potência, etc também podem eventualmente ser registrados. Gravar comunicações e alarmes também é possível. Esse item foi incluído na modernização dos F-5, mas não sei se o AF-1 modernizado também incorporou esse recurso.
    Um problema para inserir esse equipamento em aeronaves mais antigas é que elas nem sempre possuem os sensores para alimentar o gravador. Por isso, por exemplo, a posição de algumas superfícies de comando podem não ser gravadas, embora o novo equipamento tenha originalmente capacidade para tal. Por outro lado, gravar dados que estão sendo transitados por software ou apresentados nos instrumentos digitais é fácil.
    Abraços,
    Justin

    Responder
  3. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    Bem, vamos aos fatos:
    Nunca houveram acidentes com os AF1,
    Há corte no orçamento e não importa de onde veio a crise o que importa é onde se cortou e foi muito nas FAs,
    Gastar recursos com busca de aeronave e piloto é o mínimo que se poderia fazer,
    Não funcionar nenhum dos localizadores é uma falha gravíssima, então a aeronave não saiu 100% e para finalizar
    O governo que fez isto é este. Simples assim. Não é politicagem, mas constatação!

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      10 anos atrás

      Corrigindo.Os localizadores não funcionaram? Tem certeza? Leia tudo o que saiu outra vez. O piloto ejetando ele aciona um manualmente e o outro, o assento emite após a ejeção.

      Com sua afirmação de que os 2 não funcionaram e que o avião tinha problemas, você está com informações que não possuímos.

      Você poderia clarear essas informações para nós? A Marinha ainda não nos passou essas informações.

      Responder
  4. Toni Cavalcante says:
    10 anos atrás

    Temos um professor de português no grupo… Corrigindo-me: EJEÇÃO. Se você observasse bem, AiraCOBRA, iria ver que existia em meu comentário, um outro equívoco: “do colisão”, causando um erro de concordância de gênero. Mas bem, minha intenção era passar de forma clara e concisa um opinião. Não vou fazer uma análise sintática ou morfológica no seu texto; se há uso de silepses ou corruptelas, se você demasiou em palavras fazendo um texto cansativo, sem importância técnica, ou mesmo os mínimos descuidos de não acentuar algumas palavras, por que para mim, o importante é entender o que você quis explicar, fazendo valer uma comunicação. Abraço humilde.

    Responder
  5. Airacobra says:
    10 anos atrás

    Olá trovão azul, para ser declarado que houve vítimas não necessariamente tem que haver mortes, um ferido ou desaparecido também é considerado como vítima.
    Abraço

    Responder
  6. by Trovão Azul says:
    10 anos atrás

    Olá? Airacobra de fato é incidente quando ñ à vitimas, mas ñ sabia que Marinha do Brasil já oficializou a morte do piloto por tanto ñ achei viável declara a morte do mesmo sem que os involvidos ñ mecionaro nada disso, a pessa que todas as evidências leve ao foto . SDS!

    Responder
  7. Airacobra says:
    10 anos atrás

    Leonardo, vamos ser sentatos, existe crise? Sim!
    Quem a criou foi o governo interino ou o desgoverno anterior? Essa não preciso nem responder né? O brasileiro precisa ser mais patriota e menos partidário, assim o país irá tomar rumo. Mas vamos
    deixar politica de lado que aqui não é lugar para discutir isso.
    Quanto ao que você falou sobre a disponibilidade dos aviões da FAB ser de cerca de 40%, tem-se visto em sites que somente cerca de 3 a 4 dos AF-1 da MB estão prontos para vôo (isso antes do acidente), se levarmos em conta que a frota atual de AF-1 são de 12 aeronaves da uma disponibilidade de cerca de 33,3%, enquanto que na decada passada vimos periodos que só havia 1 aeronave disponivel e levando em conta que o esquadrão contava com 23 aeronaves dá uma disponibilidade de apenas 4,3%, isso no auge do governo Lula, e não havia contenção de despesas com as FA como hoje, culpa do Temer também? Perdão amigo, mas como já falei aqui não é local para debates politicos, mas o que quero dizer é que uma coisa nada tem a ver ver com a outra.
    Mas o mais importante a dizer é que aeronaves não voam meia boca, ou está 100% ou não voa, não existe gambiarra, se estiver com alguma revisão vencida ou algo que esteja fora do normal não voa, é como ja disse e volto a repetir, em quase 20 anos de operação do esquadrão esse foi o primeiro acidente então estamos muito bem, pois se olharmos a quantidade de acidentes ocorridos nas forças de outros países veremos que aqui praticamente não há acidentes, ou a colisão dos 2 FA-18E/F Super Hornets em maio ou a queda de 2 F/A-18C em menos de uma semana também é culpa do corte de gastos com as FA aqui no Brasil?
    À Cesar o que é de Cesar por favor!

    Responder
  8. fabio_bsb says:
    10 anos atrás

    Prezados,
    Aviões militares como o caça que sumiu possuem alguma espécie de registro (caixa preta) para avaliação das possíveis causas do acidente?
    Grato.

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      10 anos atrás

      Negativo. Caças normalmente não possuem cx preta.

      Responder
  9. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    Airacobra não deve ternvisto que 60% das aeronaves na FAB não tem condições de vôo. Na marinha deve ser diferente o suprasumo. Depoisndo leite derramado não adianta. É como manchetes de hospitais sem medicamentos, a imprensa passama denunciar e aparecem os ditos. Sempre assim e enquanto pessoas como você acreditarem eles continuarão a fazê-lo. Ah, senhor sabe tudo, o importante é ser compreendido, pois do que adianta escrever dentro das normas se o conteúdo não serve para nada?

    Responder
  10. Airacobra says:
    10 anos atrás

    Perdão trovão azul, mas incidente é quando não há vítimas, nesse caso específico com houve vitima, então é acidente.

    Responder
  11. Luis Fernando Persan says:
    10 anos atrás

    Mais a vítima dos Jogos Olímpicos e do sucateamento das Forças Armadas.

    Responder
  12. by Trovão Azul says:
    10 anos atrás

    Corrigindo; incipiente quis dizer; incidente.

    Responder
  13. by Trovão Azul says:
    10 anos atrás

    Esta aeronave deve esta a quilômetros do local incipiente ocorrido, é bem possível que o A-4 tenha sido levados pelas correntezas marinhas até chega ao fundo do mar , mas acredito na MB logo logo teremos notícias deste trágico acidente dando o conforto, e um fim deste drama triste para todos nós e os familiares e amigos .Que Deus conforte a todos .

    Responder
  14. Airacobra says:
    10 anos atrás

    É cada coisa que se lê por aqui, o cara assumiu interinamente a presidencia há alguns meses e a culpa da colisão de dois aviões que acabaram de ser modernizados é dele, valeu!
    E o outro meu Deus, injeção de que? Bezetacil? Tramal? Dexametazona? Insulina?
    Vamos deixar a MB trabalhar, adoram falar mal de tudo, mas mesmo assim a despeito de tuda a contenção de despesas que vem sofrendo a MB reagiu ao acidende com uma operação SAR sem precedentes no país, colocou para navegar e voar tudo o que podia e que não podia, garanto que se a ejeção tivesse tido sucesso em poucas horas nosso irmão de farda teria sido resgatado e ja estaria em casa com sua família e o bebê que está pra nascer teria seu pai acariciando-o na barriga no dia dos pais que se aproxima, se até hoje o mesmo não foi localizado é porque provavelmente não houve exito na ejeção e não por incapacidade da Marinha em cumprir sua missão, o que foi feito com muita presteza e profissonalismo, além de muita emoção envolvida, pois buscar por um desconhecido é uma coisa, mas quando se é um dos seus a coisa muda de figura, e mesmo na extrema exaustão haverão voluntarios para continuar em busca do seu companheiro de farda.
    Vamos parar de falar asneiras e respeitar o trabalho da Marinha e o sentimento da familia e amigos.

    Responder
  15. Airacobra says:
    10 anos atrás

    Mas sem cita-lo

    Responder
  16. Toni Cavalcante says:
    10 anos atrás

    Começo a acreditar na possibilidade de o piloto ter sofrido um mal súbito e apagado, sendo esse o motivo do colisão e também da impossibilidade de injeção.

    Responder
  17. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    Que tristeza a falta de recursos certamente tirou a vida deste piloto. Verificações necessárias possivelmente deixaram de ser feitas pra evitar este desastre. Nunca ficaremos sabendo da grande falha ocorrida e as aeronaves tombando de sul a norte tem nome e sobrenome. Temer e Meirelles o entreguista e o facilitador.

    Responder
  18. OverandOut says:
    10 anos atrás

    Aeronave sem gps??

    Responder
  19. Justin Case says:
    10 anos atrás

    Olá, amigos.
    O Vital de Oliveira interrompeu momentaneamente a busca. O Felinto Perry veio para a mesma localização e agora os dois estão parados no mesmo ponto.
    Será que encontraram algum indício?
    Abraços,

    Justin

    Responder
  20. Celso Sugiura says:
    10 anos atrás

    “A embarcação pode ser operada remotamente”. Oh imprensa sem conhecimento e informação!!!

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      10 anos atrás

      Eles se referiram ao R.O.V.

      Responder

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