Por Capitão-Tenente (RM2-T) Daniela Meireles
Já está em operação a última das 15 aeronaves H225M desenvolvidas pela Helibras para a Marinha do Brasil (MB), como resultado do acordo firmado entre Brasil e França, em 2005.
Fabricada na versão AH-15B, própria para guerra antissuperfície, a unidade foi entregue ao 2° Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral (EsqdHU-2), em dezembro do ano passado.
Além dela, o Esquadrão, sediado em São Pedro da Aldeia (RJ), conta com outros 11 helicópteros construídos no âmbito do Projeto “H-XBR”, do Ministério da Defesa.A incorporação dessas aeronaves representa um importante avanço para a Aviação Naval, ao ampliar o alcance, a autonomia e a capacidade de carga da Força.
Essas características permitem a realização de operações mais afastadas da costa e maior permanência sobre a área de interesse, fatores essenciais em missões de busca e salvamento e evacuação aeromédica”, explica o Gerente de Aeronaves H-15, da Diretoria de Aeronáutica da Marinha (DAerM), Capitão de Corveta Vinicius Roberto Dutra Petronilho.

Além de quatro unidades da versão AH-15B, o Esquadrão sediado em São Pedro da Aldeia (RJ) recebeu cinco aeronaves da versão básica UH-15, para utilização em multimissões, como combate a incêndio e apoio à população em situações de emergência, e outras três da versão UH-15A, para regaste de tripulações abatidas ou que tenham se acidentado em território hostil durante um conflito.
O 1º Esquadrão de Helicópteros de Emprego Geral do Norte (EsqdHU-41), em Belém (PA), recebeu três aeronaves da UH-15.
Na configuração operacional de combate, a aeronave AH-15B amplia de forma significativa a capacidade do Esquadrão HU-2 no emprego em missões de guerra antissuperfície. Diferentemente das versões utilitárias, essa aeronave conta com um sistema de missão integrado, que reúne sensores, comunicações e sistemas de autoproteção voltados para o ambiente naval”, afirma o Comandante do Esquadrão, Capitão de Fragata Anderson Teixeira da Fonseca.

O mais novo helicóptero do Esquadrão dispõe de radar de vigilância marítima e sensores eletro-ópticos, que permitem a detecção, identificação e acompanhamento de alvos de superfície a longas distâncias. Ele é preparado, ainda, para a integração de armamentos antinavio, o que o permite atuar não apenas em missões de reconhecimento, mas operar como plataforma de ataque, em coordenação com meios navais.
As 15 aeronaves foram montadas no Brasil, o que contribuiu para fomentar a indústria nacional de defesa. “A produção do H225M em território brasileiro propiciou o desenvolvimento de empresas nacionais de defesa fornecedoras de partes estruturais e equipamentos para este helicóptero, criando empregos de alto nível no Parque Aeronáutico Brasileiro e aumentando significativamente a massa crítica de conhecimento aeronáutico em helicópteros, conduzindo o País a integrar o seleto grupo de fabricantes de aeronaves de asas rotativas”, avalia o Capitão de Corveta Dutra.

Além da Marinha, o acordo incluiu a produção de helicópteros H225M para o Exército Brasileiro, batizados de HM-4 “Jaguar”, e para a Força Aérea Brasileira (FAB), chamados de H-36 “Caracal”, totalizando 50 aeronaves.
O contrato, assinado sob o Projeto H-XBR do Ministério da Defesa, foi gerenciado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), da FAB, e envolveu a transferência de conhecimento em gestão e execução das manutenções das unidades.
Próximos passos na formação de Aviadores Navais

Em continuidade às aquisições de novos meios, a MB iniciou um novo projeto voltado à formação de Aviadores Navais, o TH-X. Ele permitirá a aquisição de 15 aeronaves H-125 Esquilo, fruto da redução de uma aeronave do projeto H225M.
Delas, oito serão destinadas ao 1° Esquadrão de Helicópteros de Instrução (EsqdHI-1), também sediado em São Pedro da Aldeia (RJ), em substituição aos veteranos Bell Jet Ranger III (IH-6B) que, após anos de atividades, serão desativados, sendo dois deles doados à Armada do Uruguai.
Três aeronaves já foram recebidas, respectivamente, em maio e outubro de 2025 e em fevereiro de 2026, e marcaram o início da transição, oferecendo maior potência, aviônicos modernos, piloto automático e compatibilidade com óculos de visão noturna.
Colaboração: Capitão-Tenente (RM2-T) Manuela Barros e Primeiro-Sargento (AV-EV) Souza













Esse papo de “Amazônia Azul” é lamentável, coisa de 3o. mundo…
Cansa…
Originalmente eram 16 para cada Força, mais dois para a FAB operar como aeronaves VIP.
Se mudou, não fiquei sabendo.
Não é 1 VIP. São 2, ambos da Presidência da República.
A compra original foi de 50 aeronaves, sendo:
FAB:
02 VH-36 para o GTE
16 H-36
EB:
16 HM-4
MB:
16 UH-15/UH-15A/AH-15B
Com a criação do programa TH-X, a FAB e a MB reduziram 1 aeronave cada, trocando, respectivamente, por 12 e 15 H125 Esquilo. O EB trocou um H225M que seria entregue por maior quantidade de peças e serviços técnicos de apoio e manutenção.
Assim, cada Força receberá 15 aeronaves H-225M operacionais e a FAB duas mais, que são as VIP’s.
FAB: 15+2
EB:15
MB:15 (-1 perdida) = 14
A MB devia avaliar um Destacamento Aeronaval na Ilha da Trintade… Tranformar o atual heliponto em uma estrutura melhor, com hangar e facilidades, para eventualmente ter um helicóptero orgânico na ilha para SAR e vigilância.
Na verdade foi recebida a aeronave de número 16. Ao todo a MB recebeu e pagou por 16 aeronaves, mas deverá operar apenas 15, pois perdeu uma em um acidente.
Foram adquiridas pelas três Forças 50 unidades unidades no total: 18 para a FAB, 16 para o EB e 16 para a MB.
A conta está correta essa é a 15ª produzida para a MB.
Cada Força receberia 16 H225M + 2 VIP, totalizando 50 helicópteros no âmbito do H-XBR.
Com a criação do TH-X, cada Força reduziu 1 H225M, então 15 aeronaves + 2 VIP.
A N-4104 é a 15ª e última recebida, porém a MB possui no total 14 H225M em serviço ativo, devido a perda do UH-15 N-7106 no acidente em Formosa:
1) EsqdHU-2: 11 H225M
UH-15: 04 ANV
UH-15A: 03 ANV
AH-15B: 04 ANV
2) EsqdHU-41: 3 H225M
UH-15: 03 ANV
Abs
Parece que nasceu velho, em 2005 início, 2026 término da entrega do 15° helicóptero, o primeiro deve estar com 21 anos de serviço. A MB têm essa tradição , compras que se arrastam por décadas.
Mas pra quem é está bom demais.
Melhor comprar 20 de uma vez, com 10 anos de uso, custo melhor e uso imediato.
Isso foi uma compra Governamental, com 15 H225 para cada força, e 1 para a Presidência da República….. tem nada a ver com essa “fama” da MB que vc ta falando.
Está faltando uma célula do uh-15 na contagem na matéria.
A contagem está correta, são 15 helicópteros H225M por Força.
Abs