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Home Aviação

Nova Rearticulação das Aeronaves da Aviação do Exército

Guilherme Wiltgen por Guilherme Wiltgen
27/10/2023 - 18:30
em Aviação
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Por Guilherme Wiltgen

O Estado-Maior do Exército (EME), aprovou a Diretriz para a Rearticulação das Aeronaves da Aviação do Exército (AvEx), que visa estabelecer a nova distribuição das aeronaves das Asas da Força Terrestre, em função da criação do Destacamento de Aviação do Exército no Comando Militar do Norte (DstAvEx/CMN).

A nova rearticulação das aeronaves da Aviação do Exército (AvEx) atende à Diretriz do Comandante do Exército 2023/2026, na sua intenção de prosseguir na ampliação operacional da Aviação do Exército, aperfeiçoando a sua logística, em particular a do Destacamento de Aviação do Exército de Belém-PA.

Como objetivo da nova articulação, a nova Diretriz vai orientar a redistribuição das aeronaves da AvEx entre os Batalhões de Aviação do Exército (BAvEx) existentes e o DstAvEx, criado em 2022 no CMN, além dos processos e procedimentos de governança e gestão logística da frota da AvEx, a cargo do Gerente do Projeto H-XBR e da Chefia de Material de Aviação do Exército (CMAvEx, antiga DMAvEx).

Dentre as implicações de cunho logístico decorrentes da transferência de aeronaves entre as Unidades da Aviação do Exército, destacam-se as necessidades de investimento e custeio na conservação e melhoria das instalações, na aquisição de itens de suprimento, ferramental e equipamentos de apoio ao solo, na manutenção de reparáveis e na capacitação de pessoal.

A rearticulação das aeronaves ocorrerá, em um primeiro momento com o recebimento de 02 (duas) aeronaves HM-1A PANTERA pelo Dst Av Ex/CMN, em Belém-PA, provenientes do 4° BAvEx (Manaus-AM) e do 2° BAvEx (Taubaté SP) e, em um segundo momento, com o recebimento de 1 (uma) aeronave HM-1A PANTERA proveniente do 2° BAvEx (Taubaté-SP).

A rearticulação da frota AvEx deve ser executada, a partir de 2023, considerando as aeronaves HM-1A PANTERA e deverá considerar as orientações do Comando de Operações Terrestres (COTER), ouvidos os Comandos Militares de Área interessados, além da CMAvEx/COLOG.

Os Planos de Movimentação da Aviação do Exército devem considerar as necessidades de pessoal da nova organização militar de Aviação do Exército.

A proposta pretende diminuir a dependência do CMN de aeronaves do Comando Militar da Amazônia (CMA) e do Comando de Aviação do Exército (CAvEx), o que acarreta hoje em um elevado consumo de Horas de Voo para operacionalizar esse apoio aéreo.

Distribuição das aeronaves da AvEx

Após estudos e análise das propostas enviadas pelo Órgão de Direção Operacional (ODOp), Órgão de Direção Setorial (ODS) e os Comandos Militares de Áreas envolvidos, o Órgão de Direção Geral (ODG) decidiu pela seguinte distribuição das 95 aeronaves da Aviação do Exército:

Destacamento de Aviação do Exército (DstAvEx)

O Exército Brasileiro, através do Estado-Maior do Exército, aprovou no dia 23/03/22 a criação do Destacamento de Aviação do Exército (DstAvEx) no Comando Militar do Norte (CMN), com sede na Base Aérea de Belém (BABE), na ALA 9.

A criação do DstAvEx visa proporcionar melhores condições de atuação na faixa de fronteira, além de proporcionar economia e maior disponibilidade de horas de voo para o Exército Brasileiro, podendo ainda apoiar o CMN em ações subsidiárias, tendo em vista que, quando necessitava de apoio aéreo, era atendido pelas aeronaves do 4º Batalhão de Aviação do Exército (sediado em Manaus-AM), ligado operacionalmente ao Comando Militar da Amazônia, e pelos helicópteros baseados no Comando de Aviação do Exército (CAvEx), em Taubaté-SP.

O DstAvEx no CMN foi ativado na área da Base Aérea de Belém, por intermédio de um Acordo de Cooperação entre o CMN e o I COMAR. O Destacamento conta hoje com duas aeronaves HM-4 JAGUAR (EB5011 e EB5014), um efetivo de sessenta e um militares, entre oficiais e praças, e uma Seção de Aviação do Exército.

O CMN reforça desta maneira a presença militar brasileira nas áreas de fronteira da Amazônia Oriental, em uma área de 1,73 milhão km², o que corresponde a cerca de 20% do território nacional, com 1.890 km de fronteiras terrestres e 2.200 km de costas marítimas.

A criação do DstAvEx visa contribuir com a dissuasão extrarregional, ampliando a capacidade operacional e reestruturando a Força Terrestre na Área Estratégica da Amazônia.

Programa de modernização do HM-1 Pantera e H-XBR 

A Chefia de Material de Aviação do Exército (CMAvEx), sob orientação do Comando Logístico (COLOG), segue realizando a modernização da frota de aeronaves HM-1 PANTERA (34 aeronaves), com previsão contratual de encerramento dos trabalhos para o ano de 2024.

A CMAvEx também gerencia o Projeto H-XBR, no âmbito do Exército Brasileiro (EB), com previsão contratual de recebimento da 15ª aeronave HM-4 JAGUAR em 2025, e encerramento dos trabalhos do projeto em 2026, após a alteração do escopo original do projeto, reduzindo para 15 (quinze) o número de helicópteros H225M a serem recebidos, gerando créditos para aquisição de peças e serviços de manutenção.

Tags: Airbus HelicoptersAS365K PanteraAS365K2 PanteraChefia de Material de Aviação do Exército (CMAvEx)Comando de Aviação do Exército (CAvEx)Comando de Operações Terrestres (COTER)Comando Militar da Amazônia (CMA)Comando Militar do Norte - CMNComando Militar do Sudeste (CMSE)Destacamento de Aviação do Exército (DstAvEx)Estado Maior do Exército (EME)Exército Brasileiro (EB)H225MHelibrasHM-1 PanteraHM-1A PanteraHM-4 Jaguar
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Comentários 6

  1. Carlão says:
    3 anos atrás

    Sr Luiz seria muito triste para o País, além do prejuízo financeiro e tecnológico.
    Pilotos e auxiliares correndo riscos , tentando acudir as aeronaves durante a tormenta.
    Que pena que tem que acontecer o Pior , pra depois mudar as Atitudes e Doutrinas
    Abraços

    Responder
  2. Kornet says:
    3 anos atrás

    Achei um número bem irrisório.
    No mínimo uns 120 helicópteros e alguns aviões.

    Responder
    • Felipe says:
      3 anos atrás

      Amigo se você somar com helis da FAB e MB são mais de 250 helicópteros, maior frita da América Latina.

      Responder
  3. Carlão says:
    3 anos atrás

    Vão Aprender a proteger as aeronaves no solo de efeitos climáticos primeiro , isso sim .

    O descaso é uma constante …
    Só comprar nas.adianta nada , está parecendo fazenda de Viúva

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      3 anos atrás

      Imaginem um hangar caindo e destruindo um Gripen novinho?????

      Responder
  4. Sequim says:
    3 anos atrás

    Seria interessante a aquisição de um lote de 15 A 20 helis de ataque para reforçar a AvEx.

    Responder

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