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Home Aviação

Primeiras unidades do F 39 Gripen vão chegar no ano que vem na Base Aérea

Guilherme Wiltgen por Guilherme Wiltgen
13/03/2020 - 15:23
em Aviação
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Por Claudius Brito

O comandante da Ala 2 (Base Aérea), coronel aviador Gustavo Pestana Garcez, confirmou o calendário de chegada dos primeiros caças F-39 Gripen, fabricados pela SAAB, da Suécia, para a Força Aérea Brasileira.

A previsão é que as quatro primeiras unidades, de um total de 36 aeronaves adquiridas pelo governo brasileiro, cheguem na unidade militar entre os meses de setembro e outubro de 2021.

Um pouco antes, no mês de abril, a Ala 2 também receberá modernos simuladores de voos. Após a chegada desse primeiro lote de caças, virão mais oito no ano seguinte e, a partir daí, mais seis a cada ano até completar a frota.

Para este ano, está prevista a chegada de mais duas aeronaves KC-390 Millenium, fabricados pela Embraer, somando-se às três já incorporadas, de um total de 28 aeronaves que foram adquiridas pela Força Aérea Brasileira.

As informações foram repassadas pelo comandante da Ala 2 na noite da última quarta-feira, 11/03, durante a reunião da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA). Na ocasião, o coronel aviador Pestana falou também sobre os preparativos que estão sendo feitos para a unidade abrigar as novas aeronaves e os seus respectivos esquadrões. Segundo ele, são mais de 10 obras físicas, entre construção e ampliação de hangares e hangaretes; construção de prédio para o 1º Grupo de Defesa Aérea (grupamento do F-39 Gripen); iluminação do pátio e ampliação da capacidade energética que, nos próximos anos, deverá ser quintuplicada.

O comandante da Ala 2 informou que a unidade já recebeu investimentos da ordem de R$ 70 milhões para obras realizadas e em andamento e, ainda, há previsão de mais R$ 60 milhões, totalizando R$ 130 milhões. O efetivo atual, que é de aproximadamente 1,8 mil, entre militares, civis e contratados, deverá saltar para mais de 3 mil.

Para o coronel aviador Pestana, o impacto das transformações na Ala não se restringe apenas aos investimentos e aumento das instalações físicas e quantitativo de pessoal, mas um ponto significativo, afirmou, é o ganho qualitativo, tendo em vista que a unidade está recebendo duas aeronaves, o KC-390 Millenium e o F-39 Gripen, com tecnologia embarcada de ponta, demandando, portanto, uma estrutura operacional e de pessoal também qualificada. Em razão disso, destacou, é importante a parceria que está sendo entabulada com o ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica) e com outras instituições, como já acontece em Anápolis, por exemplo, com a UniEVANGÉLICA.

“A Ala 2 tem uma relação com Anápolis que perdura ao longo da história e esteve sempre na vanguarda da defesa aérea do País. Criou-se uma cultura organizacional onde a Base Aérea e Anápolis crescem juntos”, assinalou o comandante.

Histórico

Anápolis foi escolhida para sediar a unidade militar responsável em zelar pela soberania aérea do Planalto Central em 1969. Em 1970, o governo da época escolheu o Mirage III. Em 1972, foi instalada a 1ª Ala de Defesa Aérea (Alada), transformada em 1º Grupo de Defesa Aérea (GDA) no ano de 1979.

No ano 2000 foi criado o 2º/6º Grupo de Aviação (GAV), e, dois anos após, a Base Aérea recebeu as modernas aeronaves R-99, da Embraer, então, para integrar o projeto do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam). Em 2013, os caças Mirage 2000, foram “aposentados”. A partir daí, o governo brasileiro deu início ao projeto FX, para a renovação da frota de caça, que resultou na compra dos 36 Gripen fabricados pela SAAB, da Suécia. A partir de 2017, com a restruturação da Aeronáutica, a Base Aérea de Anápolis, assim como as demais bases aéreas da FAB mudaram de denominação, passando a se chamar Ala. Anápolis é a Ala 2 e Brasília sedia a Ala 1.

ITA

Ainda durante a reunião de quarta-feira na ACIA, houve a participação do pró-reitor de graduação do ITA, Pedro Teixeira Lacava e do coordenador executivo do curso de mestrado profissional em segurança de aviação e aeronavegabilidade continuada, que deverá ser trazido para Anápolis, a partir de um trabalho feito pela ACIA e pelo COMDEFESA, cujas tratativas vêm se desenvolvendo desde o ano passado.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Anastácios Apostolos Dagios, também presidente do COMDEFESA, destaca que a implantação desse mestrado do ITA casa com as demandas da Ala 2 para o acolhimento das novas aeronaves, bem como ao projeto do Centro de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia de Anápolis (Ceitec), que deverá ser implantado em parte do complexo do antigo Clube Ipiranga. A iniciativa, desenvolvida pela Prefeitura, visa criar um espaço para abrigar startups, incubadoras de empresas, coworking, dentre outras estruturas para fomentar inovação e tecnologia para o setor produtivo local. E, neste contexto, o curso do ITA seria uma espécie de âncora para o projeto.

O presidente da ACIA, Álvaro Otávio Dantas Maia ressaltou que a reunião com o comando da Ala 2 e a representação do ITA foi muito produtiva, apontando boas perspectivas de desenvolvimento para o Município e, em especial, para o setor produtivo, que deve ser alavancado.

FONTE: Contexo
FOTOS: Ilustrativas

Tags: ALA 2Ala 2 - Base Aérea de Anápolis (GO)Associação Comercial e Industrial de Anápolis (ACIA)Base Aérea de Anápolis (BAAN)Comitê da Indústria de Defesa e Segurança de Goiás (Comdefesa-GO)Força Aérea Brasileira (FAB)Gripen EGripen FJAS39 Gripen E/FSaab ABSaab do Brasil
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Comentários 7

  1. eduardo madeu says:
    6 anos atrás

    Cara tava lendo uma reportagem agora a pouco os EUA encomendaram 4.000 f-22 ja entregaram 500… Pra 36… Kkkjkkk sei que nao podemos fazer tal comparação.. E também será o principal avião de 11 países, se tivéssemos uma política séria nao tinha praticamente entregado a produçao do super tucano para os EUA talvez hj poderíamos esta vendendo para mas países.. Ainda sim precisariamosnda bença americana ja que ha muitas salvaguardas inclusas. Ou seja 0% de investimento para poder quem sabe um dia ter um avião 100% nacional.. Ambicioso.. Mas possível para países que tem uma política séria.

    Responder
    • Carlão says:
      6 anos atrás

      Eduardo Madeu –
      Meu Colega com Respeito mas ou “”Você Está Completamente Equivocado”” ou “”Suas Fontes não são Nada Confiáveis”” , 4.000 F-22 e já entregaram 500 ??? Não É Verdade as Linhas de Montagem do 22 já foram desmontadas a tempos , estão Fabriricado os 35 Agora , ok NADA Mais de 22 , ok
      Assim como não existe essa de Exclusividade na AVIAÇÃO MILITAR , Veja o Exemplo do GRIPEN NG será Fabriricado no Brasil , portanto o Vento que venta lá venta Ca , Exportamos EMBRAER IMPORTAMOS SAAB , qual o Problema ?
      Hoje o MUNDO é Globalizado e as Salva- Guardas Existem para isso mesmo , para protegerem os interesses financeiros e intelectuais a quem de Direito..
      Hoje nem as Maiores Potências São Auto Suficientes , componentes de diversas Nacionalidades compõe um CAÇA , Motores são E.U.A. , Tecnologia Sueca , Armas Alemãs e por aí vai .
      Entreguismo Nada são Parceiras e onde todos saem Ganhando , a EMBRAER cresceu e ganhou o Mundo , é uma empresa de Capital Aberto com Acionistas , aqui não é Cuba não, menos Cumpanheiro , bem menos. .
      Entreguismo aconteceu com o Dinheiro Público BRASILEIRO , mas por mãos de Governos Corruptos “Financiando”” (DANDO NOSSO DINHEIRO) Obras para Países Alinhados ideologicamente , mesmo sabendo que não Pagariam o “”Empréstimo””” .
      Quanto a quantidade fique Tranquilo a F.A.B. vai ter mais GRIPENS ✈️ , essa é o primeiro Lote , para o Desgosto e Aplausos de outros outros Lotes Virão e teremos uma quantidade suficiente para Patrulhar e Dissuadir qualquer Aventureiro .
      Os E.U.A. gastam por semana o que o Brasil gasta em um Ano na Área MILITAR , a quantidade de caças DELES é estupenda mesmo , mas eles tem seus motivos e seus Inimigos para Combater Diariamente , ao passo que Nós Temos nossas Fronteiras inquestionáveis por nossos vizinhos e vice-versa .
      Sigamos na PAZ .

      Responder
  2. GILBERT says:
    6 anos atrás

    Que venha a encomenda de mais um segundo lote antes da entrega das ultimas aeronaves

    Responder
  3. Roberto Medeiros says:
    6 anos atrás

    Uma pequena observação:
    O programa FX foi aberto no final da década de 1990. Foi encerrado por Lula qdo ele assumiu, sendo reaberto um novo programa em 2003, como FX2.

    Responder
  4. MMerlin says:
    6 anos atrás

    Um lado que ninguém quase lembra: instalações e preparativos. Também importante frisar a ligação umbilical entre a FAB e o ITA. Uma dos motivos do alto nível da instituição, que serve de base para pesquisa e desenvolvimento científico do ramo aéreo das FA.

    Responder
  5. Carlão says:
    6 anos atrás

    Welcome ✈️ TO BRASIL ✨?? GRIPEN NG.
    Nas Mãos dos Talentosos Pilotos da F.A.B. , Será um Salto DISSUASÓRIO e Tecnológico para o Nosso Brasil .
    Sob a proteção de Deus ? , Sigamos em Frente .
    Muito Feliz pela Boa Notícia ,
    *OBRIGADO DAN* !

    Responder
    • Guilherme Wiltgen says:
      6 anos atrás

      ????????

      Responder

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