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Home Aviação

Reino Unido impede venda de caças sul-coreanos para a Força Aérea Argentina

Com essa atitude o único caminho para a FAA seria a China ou Rússia

Luiz Padilha por Luiz Padilha
03/11/2020 - 15:11
em Aviação
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O Reino Unido barrou efetivamente a venda de aeronaves FA-50 Fighting Eagle para a Argentina, com o fabricante sul-coreano informando a Buenos Aires que não pode fornecer o caça leve, pois possui peças britânicas.

Em uma carta datada de 28 de outubro, um alto funcionário da Korea Aerospace Industries (KAI) disse ao embaixador da Argentina na República da Coreia, Alfredo Carlos Bascou, que o FA-50 não pode ser exportado devido ao embargo de armas do governo do Reino Unido ao país. O FA-50 inclui seis componentes principais provenientes do Reino Unido.

“Lamentamos informar que o problema da licença de exportação do Reino Unido não foi resolvido até o momento. Embora a KAI ainda não tenha encontrado uma solução, estamos fazendo um esforço razoável para resolver este problema de licença de exportação do Reino Unido”, disse a carta publicada online.

Na Argentina, o ministro da Defesa, Agustín Rossi, admitiu que o governo britânico se opôs à venda do FA 50 com a Coréia do Sul. Rossi descreveu a situação como mais uma demonstração de “arrogância imperial” do Reino Unido. Após o conflito do Atlântico Sul em 1982, o Reino Unido impôs um embargo de armas à Argentina extensivo a aquisições que tenham componentes mínimos de origem britânica, como é o caso do FA 50 sul-coreano que possui e seis peças feitas no Reino Unido. Algo semelhante aconteceu quando a Argentina abordou o Brasil sobre uma compra de caças a jato suecos, a maioria dos quais serão montados na América do Sul. No entanto, a maioria dos aviônicos do Gripen é de origem britânica.

A Força Aérea argentina está quase aterrada, pois além das cinquenta aeronaves perdidas durante o conflito, não foi possível substituí-las, seja por motivos financeiros ou por embargo do Reino Unido. Segundo a mídia argentina, o país cogita agora se aproximar da China ou da Rússia para fornecimento de caças a jato.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: Mercopress

Tags: Força Aérea Argentina FAAKAI FA-50Reino Unido
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Comentários 21

  1. Jefferson says:
    6 anos atrás

    Argentina é uma vergonha, país destruido pela extrema esquerda, elite econômica e militares. São 3 junções de lixos parasitas!

    Responder
  2. Gilberto Rezende says:
    6 anos atrás

    A Argentina está estagnada militarmente desde a década de 80 por causa do Conflito das Malvinas.
    E está ainda assim em 2020, quase 50 anos depois, simplesmente porque a Argentina é um país ocidental e seus militares são majoritariamente de direita (como seus colegas brasileiros).
    Só que a Argentina está numa situação SEM SAÍDA pela postura INFLEXIVEL do Reino Unido de bloquear a venda de qualquer componente militar britânico para a Argentina. SOMADA a uma mais que evidente influência “parda” que o Reino Unido tem nos EUA que tornam QUALQUER compra militar de fornecedor ocidental vinculado direta ou indiretamente ao Reino Unido ou aos EUA virtualmente impossível.
    Entretanto este cenário tem sido mantido por quase meio século TANTO pela relutância dos militares argentinos em reconhecer pragmaticamente que eles TEM de se re-equipar militarmente AMPLAMENTE adquirindo equipamentos não ocidentais COMO por todo este tempo existe uma prolongada crise financeira e uma clara falta de interesse político e orçamentário dos governos civis da República Argentina de prover ações e recursos destinados a recuperação de equipamentos para os militares portenhos.
    Isso acontece tanto pela desconfiança política contra os militares pelo período de ditadura militar como igualmente por uma certa percepção geopolítica de DESNECESSIDADE ou falta de urgência do reequipamento militar argentino decorrente da diminuição das rivalidades regionais no cenário sul-americano da até então realidade bem sucedida política e econômica do MERCOSUL (antes da recente ascensão do Bolsonarismo no Brasil).

    Mas esta situação de conformismo pragmático está chegando a um limite de tempo inexorável e não mais contornável de equipamentos militares no limite EXTREMO de sua vida útil em 2020.
    Não há mais espaço real para continuar a vida militar ocidental de FAZ-DE-CONTA dos militares Argentinos.
    Ou as Forças Armadas Argentinas PRODUZEM na Argentina mesmo tudo do que precisam ou suas lideranças tem de retirar seus pescoços do buraco de avestruz que se encontram há DÉCADAS e tenham de se CONSCIENTIZAR que não há horizonte crível para que o Reino Unido mude um posicionamento tão FIRME de embargo TOTAL de armas tão ou mais rígido do que o embargo dos EUA ao IRÃ.

    O Exemplo Iraniano deveria nortear os decisores Argentinos e a PENÚRIA orçamentária portenha me faz pensar que ANTES de procurar comprar equipamentos CHINESES E RUSSOS….
    Com o recente levantamento das restrições de negociação de armas pela ONU para o Irã, sem dúvida alguma do ponto de vista do preç, fornecimento rápido e de múltiplos e variados equipamentos militares…
    O MELHOR PARCEIRO para reequipamento e de transferência RÁPIDA de tecnologias para que a Argentina restabeleça suas capacidades de produção de artigos militares no futuro mais próximo é a REPÚBLICA ISLÂMICA DO IRÃ.
    JUSTAMENTE quem tem mais a oferecer a República Argentina por ter sofrido por tempo QUASE SEMELHANTE o mesmo tipo de bloqueio de fornecimento militar TOTAL, mas a postura iraniana foi diametralmente OPOSTA da postura Argentina…

    Mais isso vai representar um improvável e dificílimo auto-estupro ideológico dos militares argentinos por mais que seja ESTA a solução mais correta e possível para eles no MOMENTO…

    BOA SORTE AOS HERMANOS…

    Responder
    • HMS TIRELESS says:
      6 anos atrás

      Meu caro Giba, antes de mais nada o nome daquele arquipélago Gelado no Atlântico Sul é Ilhas Falklands visto que as mesmas pertencem de fato e principalmente de Direito à Coroa Britânica. Essa conversa de “Malvinas argentinas” e desonestidade intelectual de governantes argentinos, quer sejam militares genocidas e corruptos de extrema direita, quer bolivarianos corruptos de esquerda, quando querem desviar a atenção popular dos problemas internos do país.

      Sinceramente, sugerir que diante do atual quadro a Argentina fosse se rearmar junto à teocracia criminosa iraniana não é nem de longe uma ideia boa senão vejamos:
      – Caso o governo argentino fizesse essa burrada monumental sofreria toda série de sanções por parte dos EUA, que teriam efeitos devastadores sobre a já combalida economia dos hermanos. Isso sem falar em empresas como a petroleira YPF, que tem operações nos EUA, e a companhia aérea Aerolíneas Argentinas, que poderia ter as suas operações na América do Norte severamente afetadas pelas sanções.
      – A imagem da Teocracia criminosa iraniana junto à sociedade argentina é a pior possível visto a comprovada participação da mesma no atentado da AMIA em 1994 sendo que em virtude disso um ex-ministro da defesa iraniano, Ahmad Vahidi, está no alerta vermelho da INTERPOL. Inclusive há alguns anos a notória corrupta Cristina Kirchner quis abafar o caso e foi impedida.
      – Embora sejam eficientes contra barbudinhos de pijama preto e AK-47 ou mesmo contra tropas incompetentes como a Arábia Saudita as armas produzidas pela teocracia criminosa não são páreo para tropas bem treinadas, motivadas e armadas tal como as IDFs estão mostrando na Síria e tal como são as forças armadas de Sua Majestade.

      Responder
  3. Rodrigo Bueno says:
    6 anos atrás

    Observem bem o ciclo da informação: o embaixador argentino questionou a KAI sobre a possível liberação da exportação. O funcionário responde que ainda existe um embargo. O ministro argentino divulga a carta e chama os ingleses (que provavelmente nem foram consultados) de imperialistas. Agora se divulga que a Argentina vai ter que se aproximar da China ou Rússia.
    Leitura clara: a Argentina não tinha dinheiro para firmar o contrato ou prestar garantias para sua assinatura. Depois de um longo banho-maria, cutucou a empresa sobre o embargo, como se fosse responsabilidade da KAI resolvê-lo, só pra confirmar que ainda existe um embargo. Então a Argentina sai de vítima e está liberada para assinar um acordo de trocas, governo a governo, que já estava sendo negociado, para obter o JF-17 chinês.

    Responder
  4. Carlos Franca says:
    6 anos atrás

    “Arrogância Imperial do Reino Unido”, Reino Unido ia devolver as Ilhas Malvinas amigavelmente, por uma manobra Governamental pra aumentar seu prestígio, Argentina decidiu atacar os Britânicos, agora joga pra cima do Reino Unido, vai ficar sempre essa ladainha…

    Responder
    • Marcos Cooper says:
      6 anos atrás

      devolver o que? As ilhas nunca foram da Argentina!

      Responder
      • Carlos Franca says:
        6 anos atrás

        Marcos Cooper, lê sobre a história das Ilhas, que você entenderá o que eu falei. Isso que eu relatei, é fato histórico e divulgado.

        Responder
  5. ANDRE DE ALBUQUERQUE GARCIA says:
    6 anos atrás

    Seria mais lógico permitir essa compra. Não entendi essa. Melhor deixar comprometer os parcos recursos argentinos com um vetor que pouco poderia fazer no cenário local, do que abrir as portas para a China e a Rússia.

    Responder
  6. Hellen says:
    6 anos atrás

    Em quanto existir um gota de petroleo na malvinas para extrair o ingleses iram embarga tudo politicamente e economicamente,militarmente e ameaçara quem resolver para os argentinos !!!!!

    Responder
  7. Iwan says:
    6 anos atrás

    Duvido. Argentina não vai querer sanções americanas. Maior parceiro Economico da Argentina não é Brasil, são Estados Unidos. Qualquer compra feita na Rússia automaticamente vai tirar os produtos argentinos do mercado americano, e isso significa agonia para economia deste país. Argentina não vai comprar caças na Rússia. Sabe que isso levaria ao venezuelização o que populaça deste país não aceitaria, por mais que aceitam Cristina como vice-presidente.

    Além disso Argentina pertence bloco ocidental por isso não tâmara esta decisão.

    Responder
  8. Tomcat4,2 says:
    6 anos atrás

    E pra piorar ainda mais , ficam falando em Malvinas ,revivendo o espírito de querer a posse das ilhas, aí só se tio ling ou tio Putinsk ajudarem e como estão em processo, infelizmente(mas votaram e elegeram seus líderes né) de venezuelização avançando drasticamente, não duvidemos de ver máquinas orientais por aquelas bandas.

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      6 anos atrás

      Com o alcance que o Su-35 tem, os ingleses iriam ficar com a pulga atrás da orelha se os argentinos comprassem os caças russos. Tipo: é melhor deixar comprar o tal FA-50 do que encarar o Su-35.

      Responder
      • Tomcat4,2 says:
        6 anos atrás

        Penso o mesmo Padilha mas creio que nessa os ingleses deram um belo tiro nos pés pois até nas mãos chinesas os argentinos podem vir a comprar(caso paguem o preço) caças de primeira linha. Vejamos o que o futuro nos mostrará, pessoalmente creio que se conseguirem JF-17 já estarão bem servidos mediante o que possuem hoje.

        Responder
      • Iwan says:
        6 anos atrás

        Alcance não é tudo. Compra dos aviões Russos colocaria Argentina em situação ainda muito mais difíceis. Os Argentinos pertencem militarmente ocidente. Armamentos por mais que são velhos são compatíveis. Compra dos equipamentos russos automaticamente exigem compra de Armamentos para este avia na Rússia. Argentina com atuais dificuldades financeiras não pode se dar este luxo por mais que talvez isso ficaria como uma única opção.

        Além disso, falando sobre alcance você sugere o que?

        Responder
        • Luiz Padilha says:
          6 anos atrás

          Leia um pouco da história da Guerra das Falklands e vc entenderá.

          Responder
          • Iwan says:
            6 anos atrás

            Não preciso. Conheço muito bem este conflito. Hoje autonomia não é tudo. Armamento e alcance dos mísseis, invisibilidade e qualidade de monitoramento residem sobre efeito final. Puder disparar antes de ser vist e mais importante. Autonomia dos caças está sendo prolongada pelo alcance dos armamentos o que não existia no tempo da guerra dos Falklands. Então não é tão importante. Pode ler você sobre isso. Além disso os Argentinos comprando SU 35 não tem mínima chance em novo conflito com Britânicos, do mesmo jeito como Rússia não tem capacidade m conciliatória convencional com os Estados Unidos. Distância tecnológica entre duas potências a tão significativa que quantidade não ganha com qualidade. Isso não pode ser nivelado em curto prazo.

            Responder
      • Paulo Sollo says:
        6 anos atrás

        Boa observação. O FA-50 não representa qualquer ameaça aos Thypoons britânicos. Sequer tem capacidade BVR, tem pouca capacidade de carga e é perna curta.
        Seria mais prudente por parte dos ingleses liberar o mini caça coreano do que ver os argentinos adquirirem um super caça russo. Porém com grana curtíssima é pouco provável irem de Sukhoi.

        Responder
        • Iwan says:
          6 anos atrás

          Sim concordo. E também Su35. Nu lugar de 4 Thypoon que estão Em Falklads os britânicos colocam 8 ou meia dúzia de F 35. Superioridade britânica está em qualidade e não quantidade.

          Responder
          • 2Hard4U says:
            6 anos atrás

            Eu quero ver é dar manutenção do F35 nas condições climáticas extremas das Malvinas.

            Responder
            • Iwan says:
              6 anos atrás

              Do mesmo jeito que marinha americana e britânica vai cuidar nos porta aviões no atlântico e pacífico. Do mesmo jeito que os noruegueses vão cuidar deles, do mesmo jeito que os japoneses cuidam deles. Mais alguma pergunta como? As condições climáticas nos Falklands são iguais que na Noruega e Japao. E melhores do que em porta aviões porque não tem fator salubridade.

              Responder
            • HMS TIRELESS says:
              6 anos atrás

              Já tem F-35 baseado no Alasca amigo!

              Responder

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