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Home Indústria de Defesa

Brasil vai apoiar desenvolvimento do Poder Naval de Angola

Luiz Padilha por Luiz Padilha
06/09/2014 - 11:02
em Indústria de Defesa
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Brasília, 05/09/2014 – Os ministros da Defesa do Brasil, Celso Amorim, e de Angola, João Manuel Lourenço, assinaram, nesta sexta-feira (5), Memorando de Entendimento Técnico que viabilizará o apoio da Marinha na implementação do Programa de Desenvolvimento do Poder Naval Angolano (Pronaval). De acordo com o documento, os africanos deverão adquirir sete navios-patrulhas a serem produzidos pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) da Força Naval Brasileira.

A previsão é que quatro das embarcações sejam produzidas pela Emgepron no Rio de3 Janeiro. Os demais navios-patrulha deverão ser fabricados em estaleiro a ser montado a 200 km ao sul de Luanda, capital do país, com assessoria técnica, materiais e equipamentos brasileiros. Além disso, a Marinha do Brasil deverá atuar na formação e capacitação de pessoal tanto para operar as embarcações como para a fabricação que será feita no novo estaleiro.

Os sete navios-patrulha terão 500 toneladas cada um e a configuração técnica será definida durante a fase de negociação dos contratos de fabricação e fornecimento de serviços. De acordo com o ministro João Manuel Lourenço, a assinatura do memorando é o primeiro passo para “aumentar a infra-estrutura estaleira e os meios navais da Marinha de Guerra angolana.”

Para Lourenço, o fortalecimento das patrulhas na costa angolana permitirá ao país combater ameaças que, segundo o dirigente, “fazem parte do mundo contemporâneo”: a pirataria marítima e o terrorismo. “Faremos de tudo para a que implementação dessa cooperação não demore.”

Atlântico Sul

Em seu pronunciamento, o ministro Celso Amorim ressaltou os laços históricos e culturais entre os dois países, destacando o fato de o Brasil ter sido a primeira nação a reconhecer a independência de Angola de Portugal, em 1975. Amorim disse que a parceria com o país é altamente estratégica, sobretudo pelo interesse recíproco na vigilância do Atlântico Sul.

Os dois países, junto de 23 outras nações africanas e sul-americanas, são signatários da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), organismo multilateral criado pelas Nações Unidas (ONU), em 1986, com o objetivo de evitar a introdução de armamentos nucleares e de destruição em massa na região.

“Angola é uma nação pujante e cada vez mais atuante na África. Temos uma relação de amizade e de grande respeito mútuo. Não é de interesse ao Brasil ter uma atitude paternalista com Angola, até porque os angolanos não aceitariam isso”, disse o ministro Amorim.

Além da compra dos sete navios-patrulha e da assessoria na construção do estaleiro, o memorando de entendimento prevê a cooperação na área acadêmica e a formação e capacitação de pessoal para construir e operar as embarcações, bem como para a qualificação de homens da marinha mercante.

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BID-Brasil

A delegação angolana participou da 3º Mostra BID Brasil, evento organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e pela ABIMDE (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança), com apoio do Ministério da Defesa e que reuniu quase 100 empresas do setor no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília. Os visitantes se interessaram por várias soluções e equipamentos apresentados na feira e participaram de reuniões de negócios com empresas brasileiras do setor.

Leia aqui a íntegra do Memorando de Entendimento Técnico assinado entre Brasil e Angola.

Fotos: Jorge Cardoso
Asscom

Tags: AngolaMarinha de Guerra Angolana
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Comentários 3

  1. Topol says:
    12 anos atrás

    Um dia quem dera o Brasil tenha uma boa capacidade de produção de equipamento bélico, temos muito mercado inexplorado aqui na América do Sul e também em muitos países da África que poderiam ser bons aliados além de bons clientes para o Brasil.
    O ideal seria criar uma força capaz de patrulhar todo o Atlantico Sul, fazer surtidas constantes a costa da Africa com patrulhas indo e voltando e exercícios constantes de guerra em conjunto com países como Africa do Sul, Angola, Namíbia re Nigéria para expandir a influencia do Brasil na região.

    Responder
  2. jeff says:
    12 anos atrás

    Muito bom o Brasil exportar navios, faço votos de mais negócios desse tipo, porém é sabido que outros países possuem melhores produtos e a preços e financiamentos mais competitivos, o que em tese torna injustificável essa compra no Brasil, espero que tudo tenha sido negociado dentro do principio da honestidade e sem prejuízo ao erário publico.

    Responder
  3. mauricio matos says:
    12 anos atrás

    Os comandantes das nossos forças parecem os três mosqueteiros onde está um estão os outros dois.

    Responder

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