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Home Indústria de Defesa

Euronaval 2014: DCNS apresenta seu navio conceito XWIND® 4000

Guilherme Wiltgen por Guilherme Wiltgen
03/11/2014 - 19:21
em Indústria de Defesa
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XWIND® 4000

Por Guilherme Wiltgen

EspecialDurante a visita que o DAN realizou ao stand da DCNS na Euronaval, nos foi apresentado o navio conceito XWIND® 4000, que incorpora as últimas inovações desenvolvidas pelas equipes de Research and Development (R&D) do Grupo francês e que estarão futuramente disponíveis nos navios de superfície fabricados pela DCNS.

Segundo nos foi informado, o XWIND® 4000 foi projetado em torno do conceito de um navio ‘totalmente digital’, com painéis de tela plana para o sistema de combate e sensores instalados em torno da superestrutura, proporcionando uma cobertura hemisférica e permitindo que estes últimos possam operar ao mesmo tempo sem gerar interferências entre os transmissores e receptores. Nessa configuração, os sistemas a bordo podem responder dinamicamente às evoluções de ameaças de terrorismo, pirataria ou de ataques de saturação.

Para melhorar a capacidade de resposta do navio em detectar, identificar e engajar alvos, farão parte do projeto do sistema de combate os Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) de vigilância ou de ataque armados, permanecendo sob as ordens do Comandante do navio e sendo controlados a partir da sala de operações. A ampla cabine de pilotagem permite que o VANT possa ser operado simultaneamente com o helicóptero, ambos no convoo, localizado na popa.

O inovador design do XWIND® 4000 também fica evidente nas interface homem-máquina. O navio conta com dois centros nervosos providos de telas touchscreens, comandos de voz e tecnologia Kinect™ na sala de operações. Conta com uma visão de 360° e o uso de tecnologia de realidade aumentada, com interfaces de usuários no passadiço, semelhantes as utilizadas por smartphones.

XWIND-4000-1

Todos os sistemas digitais são executados em um data center seguro, que hospeda o sistema de combate e as aplicações de gerenciamento de plataforma em um ambiente virtual, alocando recursos conforme os requisitos operacionais vão evoluindo.

O inovador sistema de propulsão híbrido gera maior eficiência energética, primeiro pelo sistema de propulsão compacto (motores diesel, motor-gerador elétrico e engrenagens de redução) que está instalado em uma única “caixa” e, em segundo, pelas baterias que armazenam o excesso de energia produzida pelos alternadores do navio, quando este está operando com a máxima eficiência, podendo alimentar o motor elétrico para oferecer um modo silencioso de propulsão quando o navio estiver navegando a velocidades mais baixas, gerando uma economia de aproximadamente 10% de combustível e reduzindo os custos de manutenção em 40%, devido ao menor desgaste dos seus motores a diesel.

XWIND 4000

A DCNS destaca no XWIND® a velocidade, agressividade e robustez, que segundo o fabricante, são as três principais características dos seus navios. O mastro reverso e as superfícies laterais triangulares, que ligam o casco central e os cascos laterais, dão uma impressão de velocidade as sua linhas limpas, com as superestruturas localizadas a ré.

Tags: DCNSEuronaval 2014FrançaLe BourgetXWIND® 4000
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Comentários 7

  1. Topol says:
    12 anos atrás

    Se ele usar o radar Sea Fire 500 da Thales ficará além de parecido também equivalente em termos de detecção com o DDG-100 (AN/SPY 3)

    Responder
  2. Luiz Gabriel Garcia says:
    12 anos atrás

    Me lembra os novos destroyers americanos

    Responder
    • Marcos sanchez says:
      12 anos atrás

      Realmente lembra a nova classe americana, principalmente pelos sistemas instalados na superestrutura

      Responder
    • Lucas Senna says:
      12 anos atrás

      Problemas parecidos pedem soluções similares.

      Responder
  3. HMS Brazyl says:
    12 anos atrás

    Os projetistas que desenharam no papel vegetal com nanquim (folha por folha) aquelas fabulosas classes de destroiers: Charles F. Adams, Farragut, Gearing e tantos outros bons navios, devem estar bem DECEPCIONADOS com o que estão vendo na atualidade.

    Atualmente é tudo feito por computador, dá a impressão que os os projetistas não tem a maior ideia do que é um navio de guerra.

    Mas vamos ter que dizer aqui: que porcaria de navio sem graça…

    Responder
    • Lucas Senna says:
      12 anos atrás

      Não fale asneiras, os desenhos são em computador porque é impossível desenhar e otimizar formas furtivas a mão. Apenas um supercomputador é capaz de faze-lo e com dificuldade ainda por cima. Os projetos de engenharia de 50 anos atrás não tem 1 décimo da complexidade dos atuais. E navio de guerra não é escultura nem obra de arte, não tem que ser bonito, tem que ser eficiente. E nesse quesito, esses dai estão milênios a frente dos destróieres ultrapassados do século passado.

      Responder
  4. Topol says:
    12 anos atrás

    Fantástico o conceito de propulsão híbrida, com acumuladores de energia excedente em bancos de baterias. Como a caixa de redução é única o navio pode alternar sua fonte de propulsão hora diesel elétrica, hora 100% elétrica enquanto houver energia acumulada disponível sem reduzir a velocidade e sem manobras mecânicas na máquina.

    Responder

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