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Home Indústria de Defesa

Os hovercrafts e o problema da disputa territorial da China e Japão

Luiz Padilha por Luiz Padilha
31/12/2013 - 15:27
em Indústria de Defesa
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hovercraft russo
Hovercraft Bizon(Zubr) projeto 958

Em maio de 2013, a China recebeu da Ucrânia o primeiro hovercraft para tropas especiais de desembarque do projeto 958 Bizon. No total, segundo o contrato com a parte ucraniana, a Marinha chinesa deve receber quatro navios semelhantes.

O navio Bizon é uma cópia exata do navio para tropas especiais de desembarque do projeto 12322 Zubr. Quando a China começar a ter esses navios devidamente testados, isso terá sérias consequências para a situação nas regiões de disputas territoriais marítimas.

Dos quatro navios, dois serão fabricados na China com licença ucraniana. Pelo que sei, os ucranianos entregaram à parte chinesa toda a documentação técnica desses navios, o que abre caminho para a cópia exata e o fabrico ilimitado nas empresas chinesas sem qualquer participação ucraniana.

Os direitos de autor do navio pertenciam à parte russa, por isso os ucranianos introduziram na construção mudanças insignificantes e declararam que constroem navios segundo um projeto totalmente próprio Bizon.

O Exército e Marinha da Ucrânia não têm praticamente futuro: as despesas com eles constituem menos de 1% do PIB do país. Durante todo o período pós-soviético, eles praticamente não compraram novos equipamentos e não planejam fazê-lo. Em qualquer dos casos, a fábrica More deve sair dos negócios na esfera da construção naval militar, por isso vendeu sem tristeza e barato aos chineses todos os conhecimentos e documentação que dizem respeito à construção desses barcos.

Quando a China começar a ter Zubrs devidamente testados, isso terá consideráveis consequências para a situação nas regiões de disputas territoriais marítimas. O Zubr é o maior hovercraft no mundo com uma capacidade de transporte de 550 toneladas. Ele pode transportar uma quantidade significativa de equipamentos: três tanques ou 10 blindados e mais 140 fuzileiros navais. Se o navio não transportar equipamentos pesados, a quantidade de fuzileiros poderá subir até aos 500.

A distância é o principal problema para os hovercrafts. O Zubr, devido às grandes dimensões, é capaz de cobrir distâncias significativas: dependendo das diversas formas de carregamento de tropas e combustível, a distância de navegação poderá ir de 300 a 1.000 milhas marítimas. Isso permite, quando necessário, realizar marchas desde as bases chinesas equipadas até à maioria das ilhas litigiosas nos mares da China Oriental e da China Meridional a uma velocidade até 110 km/hora e transportar para essas ilhas forças significativas.

O adversário, que utiliza navios-patrulha comuns, que têm uma velocidade máxima duas ou três vezes inferior, não deverão poder reagir tempestivamente ao aparecimento de hovercrafts chineses na região litigiosa. A velocidade reduz ao máximo o tempo que o adversário dispõe para a tomada de decisões. De fato, a China passa a ter a possibilidade de ocupar momentaneamente qualquer das ilhas litigiosas que não tenham aí uma guarnição permanente, fazendo desembarcar forças significativas e, em caso de necessidade, armamento e engenhos pesados, incluindo, por exemplo, meios de defesa antiaérea e de defesa costeira e materiais de engenharia.

Daí não se conclui de forma alguma que a China recorrerá a essas possibilidades técnicas. O mais provável é que os navios de desembarque sejam mais um fator que aumentará a pressão psicológica nos adversários da China e obrigá-los-á a fazer esforços suplementares para a procura de compromisso com Pequim perante a face da evidente superioridade chinesa. Pode-se supor que, para atingir este efeito, a China irá realizar, no futuro, manobras com a participação desses navios nos mares da China Meridional e da China Oriental.

FONTE: Voz da Rússia

Tags: Projeto 958 BisonZubr
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Comentários 6

  1. Gilberto Rezende-Rio Grande/RS says:
    12 anos atrás

    Discordo, acho ótimos para desembarcar tropas no pampas e praias de baixo perfil no Uruguai ou na Argentina… KKKK

    Responder
  2. celso pinaffi says:
    12 anos atrás

    devem ser bem vulneráveis a tiros também, relativamente fáceis de afundar e essa lona aí embaixo certamente precisa ser substituída constantemente e com certeza da um trabalhão, precisa ser bem analisado a real necessidade da marinha que vai operar essas máquinas pois apesar de ter bastante pontos positivos também tem muitos pontos fracos que devem ser levados em consideração

    Responder
  3. _RR_ says:
    12 anos atrás

    Amigos,

    Creio que uma embarcação como essa seria mais eficiente em mares fechados e em distâncias mais curtas… Ideal para a China, que tem mares mais restritos e potenciais adversários próximos de seu litoral. Mas seria muito menos interessante para o Brasil, com sua enorme costa voltada para um oceano vasto. Acredito que mesmo no interior do País não haveria muito uso para um hovercraft desse porte, mas creio que um tipo mais modesto poderia correr sem problemas pelos rios do interior, levando suprimentos e tropas a regiões remotas…

    Responder
  4. BrunoFN says:
    12 anos atrás

    Acho espetacular esse projeto …mais n vejo utilidade desse tipo de meio independente pra MB … e uma embarcação de ”assalto” pra curtas distancias (velocidade e o seu diferencial .. n autonomia )…..e perfeito pra China … seu raio de ação cobre praticamente todos os seus ”vizinhos’ .. principalmente Taiwan e Japão …. seu possivel uso na MB so se ele for baseado num LHD da vida ….. a MB pretende ter ”4” …..se pensar q cada LHD teria como capacidade receber 2 desses por navio….. fora uns possíveis ”reservas” … seu numero ideal pro Brasil seriam ”12” …. bem bacana

    Responder
  5. Adriano says:
    12 anos atrás

    Na futura 2° Esquadra brasileira seria uma boa esse barcos.

    Responder
  6. Gilberto Rezende-Rio Grande/RS says:
    12 anos atrás

    Que tal a MB passar pela Ucrânia e adquirir uma 2ª via desta tecnologia da MORE….

    Uma grande chance a DISPOSIÇÃO…

    UMA AQUISIÇÃO 2 + 2 de Hovercraft Bizon(Zubr) projeto 958 como o contrato chinês não iria mal para o CFN…

    Responder

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