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Home Indústria de Defesa

Proposta de emenda constitucional eleva recursos da Defesa para 2% do PIB

Guilherme Wiltgen por Guilherme Wiltgen
01/04/2016 - 13:39
em Indústria de Defesa
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Deputados integrantes da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional entregaram nesta terça-feira ao ministro da Defesa, Aldo Rebelo, uma cópia do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 197, que estabelece para o setor de Defesa a aplicação de, no mínimo, 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

“Essa proposta valoriza a agenda da Defesa, eleva o tema de financiamento da Defesa a um status dentro do Congresso que nós não tínhamos até então”, afirmou o ministro. Para Aldo Rebelo, o fato de agora existir uma PEC para tratar do assunto é extremamente importante porque estabelece uma base de debate do assunto dentro do Parlamento.

A presidente da Comissão, deputada Jô Moraes, explicou que trouxe o texto da PEC ao conhecimento do ministro para que ele possa acompanhar o processo de tramitação, contribuindo com o debate. “O tema Defesa tem que ser incorporado por toda a Câmara dos Deputados como um tema fundamental para o País”, destacou. Ela ressaltou ainda que a adesão à PEC, com mais de 200 assinaturas, superou o número de apoio necessário, de 171 deputados, para a sua apresentação.

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A proposta de destinar o percentual para o setor já havia sido defendida pelo ministro da Defesa, sob a argumentação de que é preciso criar formas mais seguras de investimentos, que escapem da sazonalidade econômica mundial. Em países dos BRICS, por exemplo, os percentuais destinados à Defesa alcançam uma média de 2,31%, enquanto, no Brasil, a média de investimento é de apenas 1,4%.

O texto da proposta fixa o mínimo de 2% do PIB sob a justificativa de atender as necessidades da Politica Nacional de Defesa (PND), para que as Forças Armadas possam cumprir suas missões constitucionais da melhor forma possível. De acordo com a PND, os principais objetivos são: promover a estabilidade regional, contribuir para a manutenção da paz, manter Forças Armadas modernas e desenvolver a indústria nacional de defesa.

Para o chefe do Estado Maior-Conjunto das Forças Armadas, almirante Ademir Sobrinho, a PEC será fundamental para dar mais segurança aos projetos da Base Industrial de Defesa (BID). “Isso dá um horizonte para a indústria de defesa, setor que precisa de investimentos muito altos para desenvolver seus projetos”, ressaltou.

F Niterói

A tramitação da PEC prevê a análise, primeiramente, pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Após essa etapa, a proposta segue para comissão especial e, em seguida, para votação no plenário da Câmara. Após a conclusão da tramitação na Câmara, a proposta segue para votação no Senado.

FONTE: MD

Tags: Exército BrasileiroForça Aérea BrasileiraMarinha do BrasilMDMinistério da Defesa (MD)
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Comentários 9

  1. Mauro.Miras says:
    10 anos atrás

    Agora é torcer para que a votação seja rápida, nas duas casas.

    Responder
    • Vasconcelos says:
      10 anos atrás

      Ai é que esta o grande problema Sr Mauro…Infelizmente.

      Responder
  2. Wellington Goes says:
    10 anos atrás

    Enfim um direcionamento a este respeito, mas e as outras questões como o gasto com pessoal inativo (aposentadoria e pensões, especialmente esta última)?!?! Hoje o que se arrecada não banca estas despesas, tem-se que sempre aportar mais dinheiro pra isto.

    Outra questão é a obrigação de aquisição made in Brazil, afora a OBRIGATORIEDADE, independente de qual país seja, a aquisição com acordos de Off Set e Transparência de Tecnologia. Ainda existem brechas para aquisições espúrias.

    Responder
  3. I Andre I says:
    10 anos atrás

    Não tem como dizer que foi necessariamente por causa desse ministro, Leonardo, mas não deixa de ser uma iniciativa importante.

    Responder
  4. Cleber says:
    10 anos atrás

    Tomara que voe este projeto de Emenda, tanto quanto voa os aumentos de deputados e senadores no congresso .Eu era mias favorável a 2,5 % do PIB , mas 2 % na atual situação tá valendo . Geração de empregos para a indústria nacional , capacidade tecnológica maior e independência em alguns setores estratégicos , forças armadas mais adequadas e preparadas para a realidade dos conflitos .

    Responder
  5. Jorge Silva says:
    10 anos atrás

    Off topic:
    ONU reconhece que Malvinas estão na plataforma continetal argentina, nota solta pelo parlamento argentino. Reino Unido diz que não há com o que se preocupe. Sei não viu…

    Responder
  6. Topol says:
    10 anos atrás

    Só aumentar a verba não adianta nada…

    Antes de mais nada é necessário uma lei que transfira o pagamento das pensões e aposentadorias que continuam sendo pagas com o dinheiro dos repasses as forças armadas para a responsabilidade do INSS…

    Depois uma reforma na estrutura organizacional… redução dos cargos de alta patente e também redução do número de conscritos, em contraste um maior investimento na formação de combatentes profissionais bem treinados e unidades especiais como Grumec, Para-SAR, CIGS, etc…

    Essas modificações somado ao aumento dos repasses possibilitariam um investimento firme e constante em reequipamento dando preferencia ao desenvolvimento de material nacional, retomando a atividade dos programas parados por falta de verba, notadamente um urgente reequipamento da Marinha e também na área de mísseis/sistemas anti aéreos e radares para as três forças que em minha opinião é a área mais carente das forças armadas

    E por último mas não menos importante uma lei que proíba a famosa “tesourada” no orçamento ferrando com todos os projetos uma vez iniciados…. no menor vendaval na economia a pasta da defesa é sempre a mais afetada pela tesourada, isso atrasa e muito o andamento dos projetos estratégicos nacionais.

    Responder
    • Arc says:
      10 anos atrás

      Sua ideia é otima, mas infelizmente devemos ter mais pensões para consumir esses recursos, pois países com muito menos conseguem muito mais, não é questão de usar 2% do PIB, mas parar com esses 60 bilhões para eternos dependentes, caso contrário nunca teremos uma força e meios atualizados.

      Responder
  7. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    Só um comunista pra assumir e fazer o legislativo assumir esta fundamental tarefa.

    Responder

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