Com a aprovação de sua nova Política de Transformação, a Força Terrestre reestrutura capacidades e assegura que parcela significativa de seu efetivo opere no mais elevado grau de prontidão para a defesa da soberania nacional.
O cenário geopolítico global e a evolução exponencial da tecnologia impõem novos desafios à defesa das nações. Atento a essa dinâmica e focado em manter sua plena capacidade de cumprir suas missões constitucionais, o Exército Brasileiro (EB) aprovou a Política de Transformação da Força Terrestre. O documento diretivo visa direcionar e acelerar o processo de evolução institucional, garantindo que o Exército mantenha sua capacidade de dissuasão e de defesa da soberania do Brasil em um ambiente estratégico cada vez mais complexo, letal e tecnológico.

A política define a visão institucional de transformação, orientando a Instituição quanto à necessidade urgente de se adaptar ao novo caráter da guerra, marcado pelas operações multidomínio (terrestre, aéreo, marítimo, espacial e eletromagnético-cibernético-cognitivo), aceleração tecnológica, proliferação de sistemas não tripulados (drones) e transparência do campo de batalha.
Prontidão Permanente e Reestruturação de Forças
A Política de Transformação estrutura-se em quatro eixos fundamentais: Desenho Institucional, Capacidades, Doutrina e Pessoal.
O Desenho Institucional é a reorganização da Força para otimizar a geração de capacidades frente aos desafios complexos e voláteis do contínuo de competição, exigindo a aptidão para conduzir operações no multidomínio em todas as suas hipóteses de emprego, uma vez que a efetividade no combate está diretamente associada à superioridade de informações, à letalidade, à sustentação, à proteção e à mobilidade, nos níveis tático, operacional ou estratégico. Para isso, o Exército passa a organizar suas tropas nos seguintes grupos de emprego:

Forças de emprego imediato (FEI) — em virtude da localização, seja junto à faixa de fronteira, seja na proximidade de área com potencial de crise, serão responsáveis pela resposta inicial e imediata;
Forças de Emprego de Prontidão (FEP) — essas forças estarão aptas para atuar em qualquer parte do território nacional e em outras áreas de interesse do Estado brasileiro, quando a área de operações ou teatro de operações forem estabelecidos, e terão poder de combate para subjugar as ameaças, por meio da ofensiva;
Forças de Emprego Continuado (FEC) — constituem parcela da Força Terrestre, fundamentais nas estratégias da dissuasão e da presença, empregadas em casos de conflito prolongado e de larga escala. Suas vocações prioritárias serão a defesa territorial, a formação da reserva mobilizável, os recompletamentos e o apoio ao Estado;
Forças de Emprego no Multidomínio — são as forças dotadas de capacidades para atuar no multidomínio, desdobrando-se em módulos para integrar a Força Terrestre Componente (FTC) ou o Comando Conjunto; e
Módulos de apoio ampliado — serão estruturas modulares constituídas para completar e prover o apoio imprescindível à FTC.
Destaca-se a determinação estratégica de que, no mínimo, 20% dos efetivos das forças de emprego sejam mantidos no mais elevado grau de prontidão e resiliência. Esse percentual, alinhado aos padrões das principais forças armadas do mundo, assegura uma força de pronta resposta apta a se deslocar rapidamente para qualquer ponto do País, operando com superioridade de informações, proteção e mobilidade. O Estado-Maior do Exército trabalha na definição estratégica das brigadas que constituirão esse núcleo de elite.
Tecnologia, Doutrina e o Fator Humano
No campo das capacidades, a política determina a incorporação acelerada de tecnologias emergentes. Isso inclui a ampla utilização de Material de Emprego Militar (MEM) de alta tecnologia, como a integração de sistemas não tripulados (drones) em diversos escalões, além do uso de inteligência artificial em diversas áreas, como apoio à decisão e proteção cibernética.
O eixo Doutrinário da Política de Transformação estabelece o arcabouço intelectual para que as novas capacidades e a reestruturação da Força Terrestre alcancem sua máxima eficácia no ambiente multidomínio. Seu foco primordial reside no aprimoramento contínuo do processo de concepção do Quadro de Organização da Instituição, assegurando que a estrutura do Exército reflita as exigências operacionais contemporâneas. Desse modo, a atualização doutrinária objetiva maximizar os efeitos sinérgicos das capacidades militares terrestres, capacitando a Força a operar com superioridade de informações e letalidade.
Contudo, a tecnologia por si só não cumpre a missão. O eixo de Pessoal prioriza o desenvolvimento de uma nova mentalidade ágil, a capacitação tecnológica avançada e o fortalecimento da liderança militar. O Exército aprofundará, ainda, estudos sobre a ética no emprego de sistemas autônomos e reforçará a autonomia decisória dos comandantes nos escalões mais baixos, consolidando o conceito de missão pela finalidade.

A Base Industrial de Defesa como Sustentação
O Exército atua como indutor da inovação nacional, fomentando pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias críticas. Esse esforço não apenas estimula a Base Industrial de Defesa, gerando empregos qualificados e fortalecendo cadeias produtivas, mas também resulta em tecnologias de uso dual. Essas inovações têm aplicação tanto no setor de defesa quanto em áreas civis vitais, como comunicações, segurança, logística, engenharia e tecnologia da informação. Consequentemente, a modernização da Força contribui significativamente para o aumento da riqueza, da competitividade e da autonomia tecnológica do país.
Em suma, a Política de Transformação do Exército visa direcionar e acelerar o processo de modernização em curso, garantindo que a Força Terrestre mantenha e amplie sua capacidade de cumprir plenamente suas missões constitucionais. Em um ambiente estratégico cada vez mais complexo, tecnológico e volátil, marcado pelo aumento global de gastos em defesa, a emergência de um mundo multipolar e o desafio crescente do crime organizado transnacional, essa política é essencial para manter o Exército Brasileiro com as condições necessárias para defender a soberania nacional e continuar sendo um fator de estabilidade para o país.
FONTE: EB













Vejo como boa a movimentação em prip de mudanças nas capacidades de uma forma geral! Mas nao vejo nada sobre infraestrutura de RH. Nas GU de Emprego Imediato por exemplo, onde pela legislação ocorrem movimentações a cada dois anos, nunca temos profissionais experientes e o material obviamente nunca fica em “boas maos”! Os contratos com as empresas precisam ser claros quanto as garantias e fornecimento de insumos para mnt preventivas preventivas e peças de alta mortalidade para mnt corretivas!
Enfim, muita politica de emprego, de estratégias…etc….e pouco se pensa em quem vai ser o “Dono” do material!
A intenção, em seu conjunto, é obviamente excelente e muitíssimo necessária, mas o texto é vago e não aponta o que de fato se pretende alcançar em termos de mudanças estruturais, doutrinas para empregos diversos e equipamentos.
E tudo isto vai se tornar uma realidade efetiva? Vai se concretizar na prática e atingir os objetivos almejados sem atrasos, sem cancelamentos?
Atualmente o mundo inteiro está investindo em suas capacidades de defesa como não se via a décadas.
O Brasil vai finalmente se levantar de seu “berço esplêndido” com vigor ou continuar como um dócil e displicente pato boiando numa lagoa repleta de crocodilos?
Já vimos esse cartaz , esse blá blá blá , só acredita quem quer ,.
Nem Credibilidade tem mais
Ano Eleitoral é isso., será que vocês da mídia especializada não ? aprendem nunca
óleo de peroba é maquiagem
KKKKKKKKKKKK, apesar de trágico não deixa de ser engraçado.
Uma pequena parcela do efetivo tem os recursos para cumprir a missão de policiamento, de guarda federal.
E a missão da cavalaria com carroce combate ? quando tiver recursos
E a missão de defesa antiaérea e médio alcance ? Quando chegar uns poucos equipamentos
E a missão dos para-quedista ? Quando tiver mais KC390 e um novo Bandeirante.
há deixa para lá , vamos continuar rezando e contar com nossa maior arma, a sorte!
É disso que se trata as FAAs nacional, política, nada mais.
Quando elas deixarem de ser políticas e se concentrarem no que realmente devem ser, militares e profissionais, teremos forças militares modernas e eficazes!