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“Au revoir” Super Etendard Modernisé (SEM)

Luiz Padilha por Luiz Padilha
08/07/2016 - 19:40
em Geopolítica
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Super Etendard Modernisé – Foto: Guillaume Le Roux

“Au revoir” Super Etendard

Depois de quase 42 anos de voos e operações, a Marinha se despede de seus últimos cinco Super Etendard. O caça que marcou a história naval francesa, será retirado de serviço em 12 de julho.

“É um velho avião, e sua beleza irá desaparecer.” Não posso dizer o suficiente sobre o Super Etendard Modernisé (SEM), disse o Capitão Pascal Cassan, comandante da Naval Air Station Landivisiau.

SUE
Super Etendard Modernisé – Foto: Guillaume Le Roux

A aeronave equipou a Marinha por 42 anos, e o caça desembarcou pela primeira vez em Landivisiau em 1978. “É um avião ‘canivete suíço’, muito versátil e construído para porta-aviões. Achamos que ele cativante porque é robusto e rústico”, diz apaixonadamente comandante Christophe, comandante da flotilha 17F Landivisiau, a última na França a usar o Super Etendard Modernisé.

Um rito de iniciação verdadeira

“O cockpit é muito estreito, o que dá ao piloto a sensação de vestir a máquina”, acrescenta Pascal Cassan, que fez seu primeiro vôo para a Marinha nesta aeronave. Os pilotos alegam, o caça também é difícil de pousar em um porta-aviões”, os gestos são repetidos para uma precisão de centímetros. O primeiro patamar é um grande passo na vida de um piloto, especialmente no Super Etendard, sorri Christophe.

Um salto tecnológico

Se os marinheiros querem prestar homenagens à aeronave, é porque ela representou um salto tecnológico para a força militar naval. O caça tinha a capacidade de transportar um míssil anti-navio Exocet, mas também armas nucleares. “É, portanto, um instrumento de dissuasão que poderia realizar ambas as missões, marítimas e terrestres”, diz o comandante do 17 F.

O SEM como era carinhosamente chamado, foi modernizado 5 vezes ao longo dos últimos 20 anos, se equipando com munições guiadas a laser, novos sistemas de navegação e óculos de visão noturna.

Mas o Rafale, também comercializado pela Dassault, surgiu desde a década de 1990, como a aeronave principal a ser utilizada no porta aviões Charles de Gaulle, decretando o abandono gradual do SEM. A flotilha 17 F, com cerca de uma centena de pessoas, incluindo seis pilotos e centenas de técnicos, teve de se adaptar. A flotilha irá receber Rafales a partir de outras frotas na base Landivisienne. A maioria dos pilotos e técnicos, foram treinados para essas novas máquinas. Uma sessão de treinamento final será lançada em setembro.

Super-Etendard-desativados
3 caças Super Etendard desativados na BAN de Hyéres

Último vôo terça-feira

Uma segunda vida será dada aos últimos cinco Super Etendard? “Nós realmente não sabemos ainda, mas é possível. Eles serão, eventualmente, vendidos. Alguns podem acabar nas escolas navais para a formação de técnicos ou para apresentações para o público”, enumera o comandante Pascal Cassan.

Super-Etendard
Caças Super Etendard argentinos sobrevoando o destroyer ARA La Argentina

O avião fará seu último vôo terça-feira acima da base de Landivisiau durante uma cerimônia de despedida, que reunirá cerca de 1.200 pessoas. A última oportunidade de vê-lo voar? Não! Eles ainda riscarão os céus da Argentina. A Força Aérea Argentina será o último operador a usar o Super Etendard.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE:Le Télégramme

Tags: Super Etendard Modernisé - SEM
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Comentários 11

  1. Marco says:
    10 anos atrás

    Pelo Americano será F-5 forever! Estou meio desligado mas parece que o País começou a andar por lá, espero que consigam.

    Responder
  2. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    Achonque será o destino. Os Args são hons de negócio. Veremos.

    Responder
  3. Dalton says:
    10 anos atrás

    OS “SEM” estão muito “voados”, conforme os próprios franceses e não apenas isso, operações de NAes costumam desgastar ainda mais as células. Talvez pudessem interessar os argentinos como fontes de peças de reposição…se é que os argentinos
    estão pensando em manter os seus voando por muito mais tempo, e/ou necessitando de peças.

    Responder
  4. Topol says:
    10 anos atrás

    Será que a França venderia ? sei não heim… os ingleses fariam pressão para impedir.

    Responder
  5. Marco says:
    10 anos atrás

    Desculpe saiu errado – Padilha.

    Responder
  6. Marco says:
    10 anos atrás

    Pandilha será que seria tão caro quanto tentar permanecer voando com 2 ou 3 velhos e defasados SUEs? A linha de suprimento dos itens não modernizados deve estar para lá de difícil e cara não?

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      10 anos atrás

      Não se trata de ser caro. Simplesmente não tem grana.

      Responder
  7. Marco says:
    10 anos atrás

    Sinto muito bem quando veto um SUE, nas Malvinas, os Ingleses foram avisados pelos Franceses que o missil Exocet não havia sido integrado a aeronave e, com o retorno da equipe do fornecedo a França, seria muito improvável isso acontecer, mas havia Tb um segredo nas espoletas, essas eles tinham certeza que jamais detonariam, pois bem, não foi necessário! O Sheffield e Atlanic Conveyor torraram com o fogo iniciado pelo impacto e pela propulsão de combustível sólido do míssil ainda aceso! No dia 30 de Maio o Invecible foi salvo por um míssil e bombas que não explodiram! Os Ingleses nunca reconheceram. De qualquer forma sabemos do excelente projeto de combate a incêndio de seu moderníssimo projeto e a ausência de alumínio no que seria o local de impacto, ao contrário do Destroyer Type 42 construido em alumínio seu casario. Vamos esperar estar vivos quando liberarem as informações secretas quando der 95 anos da guerra, ou algo perecido…. Já imaginou se nações de terceiro mundo começarem achar possível bater frotas invasoras com PAs e tudo? Como vc bateria um PA escoltado por Types 45?

    Responder
    • HMS_TIRELESS says:
      10 anos atrás

      Ainda insistindo na farsa de que o HMS Invincible teria sido atacado pela aviação argentina meu caro? Essa conversa serve apenas como bálsamo para o orgulho argentino ferido de morte após a humilhante derrota sofrida no conflito! Já foi por demais esclarecido que o navio atacado foi a fragata HMS Arrow (Type 21) sendo que não apenas as bombas erraram o alvo como o sistema Seacat do navio abateu dois dos atacantes. Houvesse sido atacado o HMS Invincible não poderia ter feito a guarda das ilhas no momento imediatamente posterior ao fim do conflito, quando providenciou proteção aérea ao arquipélago recém conquistado até o momento em que o aeroporto de Port Stanley foi reformado para poder operar os caças F-4 Phantom.

      Responder
  8. Marco says:
    10 anos atrás

    Kd os Hermanos? 5 dresses mais items de reposicao, nada mal para a ARA, se os Exocets vierem junto melhor ainda! Os SUEs, bem vetorados, ainda podem surpreender!

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      10 anos atrás

      Pois é, mas cadê o dinheiro?

      Responder

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