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Home Geopolítica

Brasil interrompe exportação de gás lacrimogêneo à Venezuela

Luiz Padilha por Luiz Padilha
20/06/2017 - 18:47
em Geopolítica
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Manifestantes contra Maduro se protegem de gás lacrimogêneo com máscaras – Juan Barreto / AFP

Reuters – BRASÍLIA – O governo brasileiro decidiu intervir na exportação de bombas de gás lacrimogêneo para a Venezuela, negociada por uma empresa com sede no Rio de Janeiro, e embargou a venda por causa das sucessivas mortes em protestos contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira à Reuters uma fonte próxima à decisão.

O embargo à exportação de cerca de 80 mil bombas de gás pela empresa Condor Tecnologias Não-Letais foi uma decisão tomada em conjunto pelos Ministérios da Defesa e das Relações Exteriores, uma vez que esse tipo de venda depende de aprovação do governo brasileiro, de acordo com a fonte, que falou sob condição de anonimato.

— O governo decidiu acatar um pedido dos oposicionistas porque há um massacre na Venezuela — disse a fonte, acrescentando que nos próximos dias deve haver uma reunião do governo brasileiro para discutir o embargo às exportações de armas letais e não letais à Venezuela.

Um parlamentar da oposição venezuelana afirmou que o Legislativo conseguiu aprovar acordos que envolvem solicitações a outros países para que não vendam “material para a repressão na Venezuela”.

— Descobrimos que havia negociações avançadas para a compra de material no Brasil e fizemos uma denúncia pontual — disse o deputado Jorge Millán.

O líder oposicionista Henrique Capriles comemorou a decisão do Brasil, de negar o embarque do material, e disse esperar que outros países sigam na mesma linha.

— (O Brasil) fez absolutamente a coisa certa ao negar a permissão para envio — disse Capriles. — Estamos trabalhando com os outros… O único (impedimento) parece ser a China.

Adversários do presidente venezuelano vêm organizando marchas e protestos há mais de dois meses que são rotineiramente interrompidos por soldados e policiais, o que tem resultado em confrontos que já deixaram ao menos 71 mortos. Os críticos de Maduro o acusam de comandar uma ditadura, enquanto o governo da Venezuela diz que os protestos são um esforço para derrubar o presidente e culpa a oposição por dezenas de mortes.

Questionado na sexta-feira sobre a negociação da Condor com as Forças Armadas venezuelanas para exportação das bombas de gás lacrimogêneo, o Ministério da Defesa brasileiro disse em resposta por email que as “cargas não foram embarcadas”, sem explicar o motivo. A Condor, por sua vez, disse também por email na sexta-feira que tem atualmente dois contratos em vigor com a Venezuela, sem detalhá-los.

O Ministério das Relações Exteriores informou que a exportação de gás lacrimogêneo para a Venezuela está vetada desde 2011. Segundo a pasta, não houve qualquer exportação desde então e todas as eventuais tentativas que ocorreram foram barradas. Eventuais artefatos que tenham sido exportados antes desta data podem estar sendo usados por lá, mas estão com a data de validade vencida. O Ministério da Defesa, por sua vez, reiterou que a carga da empresa Condor “não embarcou”.

Tags: CondorGás lacrimogêneoVenezuela
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Comentários 9

  1. Flanker says:
    9 anos atrás

    Por que? Por acaso os marginais travestidos de manifestantes, patrocinados, transportados e alimentados pela corja de esquerda, não colocaram fogo nos prédios de dois ministérios? Tu não viu as imagens? Até o teu cinismo tem limite!

    Responder
  2. Leonardo Rodrigues says:
    9 anos atrás

    Quais as fontes que estes caras utilizam? MBL?

    Responder
  3. Flanker says:
    9 anos atrás

    Leonardo, essa colocação vinda de você não me surpreende nada, visto a postura do seu partido e outros que o apoiam! Ação desnecessária da polícia? Por acaso queria que os marginais trabestidos de manifestantes colocassem fogo, além dos prédios dos ministérios em que colocaram, no congresso, no planalto e no STF? Coitadinhos, eram só uns manifestantes indefesos!! Ora, tome vergonha na cara antes de falar um absurdo desses!!

    Responder
  4. Victor Zizo says:
    9 anos atrás

    Há uma grande diferença cara.A Venezuela pode usar gás lacrimogênio como qualquer outro país do mundo,se fosse só isso não teria problema,só que usar um lançador de gás lacrimogênio para disparar diretamente contra o corpo de alguém já é um crime.Aqui no Brasil gás lacrimogênio causa irritação passageira nos olhos,no nariz e na boca enquanto na Venezuela o mesmo gás causa rompimento toráxico e traumatismo crâniano,claramente há uma grande diferença aí.

    Responder
  5. jose luiz esposito says:
    9 anos atrás

    As Manifestações aqui são desnecessários o uso ,mesmo assim quase acabaram com a esplanada dos Ministérios !
    A atitude errada do nosso Ministério do Exterior de Acusar o Governo Venezuelano ,nos tirou a capacidade de Mediação ,deveríamos ter agido de forma a poder Mediar a Crise e acusando nos colocou fora da Crise , ficamos sem Mediar e a Venezuela sem Mediador !!

    Responder
  6. Dalton says:
    9 anos atrás

    Ao menos 71 mortos em dois meses conforme o texto…parece uma situação bem diferente do que ocorre aqui.

    Responder
  7. Leonardo Rodrigues says:
    9 anos atrás

    O estranho é que aqui ninguém questiona o uso de lacrimogêneo nas manifestações e ações desnecessárias da polícia. As pessoas em geral tem dois pesos e duas medidas. aqui pode na Venezuela não, Os americanos podem os Russos não, A Arábia Saudita pode o Irã não…
    Aqui já utiliza “balas” faz tempo!

    Responder
  8. Doug385 says:
    9 anos atrás

    Já estão usando balas.

    Responder
  9. carcara_br says:
    9 anos atrás

    Não acho uma boa ideia, é bem capaz da medida ter o efeito oposto, na falta de gás lacrimogêneo vão usar balas mesmo, infelizmente….

    Responder

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