O presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP) cobrou, nesta quarta-feira, 6, uma profunda reforma dos sistemas de Segurança e Defesa brasileiros para que o país possa fazer frente às ameaças representadas pelo crime organizado na região.
Em palestra para um grupo de 18 civis e militares de dez nacionalidades, integrantes do Royal College of Defence Studies (RCDS), de Londres, o deputado manifestou preocupação com a porosidade das fronteiras e a presença cada vez maior de diferentes facções criminosas vinculadas ao narcotráfico e ao contrabando, inclusive de armas.
O grupo recebido na CREDN, participa de uma viagem de estudos ao Brasil, Argentina e Chile e é integrada por civis e militares do Reino Unido, Albânia, Arábia Saudita, Hungria, EUA, Suécia, Polônia, Nigéria, Turquia, Kuwait e Omã.
De acordo com o deputado, “o Brasil não está combatendo o crime organizado e pode se tornar um repositório de faccionados na medida em que os EUA implementam estratégias em conjunto com outros países da região, para neutralizar essas organizações”, advertiu.
Segundo ele, “não temos proteção alguma das nossas fronteiras que têm sido objeto de violações sistemáticas por parte de criminosos. Nem mesmo a nossa fronteira marítima é respeitada ou protegida. O Brasil sofre grande dependência tecnológica e um profundo processo de desindustrialização que afeta diretamente a nossa Base Industrial de Defesa e o nosso poder de dissuasão tem que começar por uma indústria forte”, explicou.
O Royal College of Defence Studies foi fundado em 1927, originalmente como Imperial Defence College, em consonância com a visão de Winston Churchill de promover maior entendimento entre oficiais militares de alta patente, diplomatas, funcionários públicos e autoridades.
FONTE: Assessoria de Imprensa CREDN












