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Home Geopolítica

Esqueça a Coreia do Norte: uma disputa entre duas potências nucleares na Ásia se inflama

Luiz Padilha por Luiz Padilha
24/07/2017 - 16:25
em Geopolítica
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FOTO Danish Ismail / Reuters

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FOTO Danish Ismail / Reuters

Segunda-feira, Pequim pediu que para a Índia “não abusar da sorte” e retirar todas as suas tropas a partir de um território disputado no Himalaia imediatamente.

A China exortou a Índia a retirar imediatamente todas as suas tropas do planalto de Doklam, um território disputado no Himalaia.

Uma semana antes do 90º aniversário da fundação do Exército Popular de Libertação da China (PLA), o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Wu Qian, disse na segunda-feira que a “determinação e a vontade” de seu país para salvaguardar a segurança e a soberania nacional “é inabalável” e alertou a Índia, para “não abusar da sorte e não se apegar a fantasias”.

“É mais fácil sacudir uma montanha do que o Exército Popular de Libertação do Povo”

De acordo com Wu, a história dos anos 90 do PLA têm mostrado que “meios militares” da China, para garantir a sua soberania e integridade territorial” têm se fortalecido” e que sua “determinação nunca vacilou”, de modo que, de acordo com ele, ” é mais fácil sacudir uma montanha do que o PLA”.

As tensões entre Pequim e Nova Deli aumentaram em junho, quando a China começou a construir uma estrada no planalto de Doklam, uma pequena área tibetana, cuja soberania continua a ser disputada com o Reino do Butão, que é apoiado pela Índia.

O Butão procurou a ajuda da Índia, que enviou suas tropas para a fronteira e advertiu que a estrada é uma “preocupação de segurança” porque daria a China, acesso ao Corredor de Siliguri, uma estreita faixa de terra que liga os estados nordeste da Índia com o resto do país.

Além disso, a China fez em julho simulações de fogo real no Tibete, não muito longe do território disputado.

Em junho, para sustentar a sua alegação, a China forneceu documentos históricos onde sugerem que o planalto Doklam faz parte do seu território. No entanto, seus argumentos foram rejeitados por Nova Deli, acusando Pequim de manipular dados para ajustar sua agenda.

A escalada das tensões atuais é a mais longa entre a China e Índia desde 1962, quando os dois países travaram um breve, mas sangrento conflito armado por tensões em torno do Tibete e de outros pontos ao longo da fronteira na guerra chamada Sino – ÍNDIA, que foi ganho pela China.

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: DAN

FONTE: RT

Tags: ChinaHimalayaíndiaTibet
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Comentários 13

  1. Adriano Corrêa says:
    9 anos atrás

    A região destacada em circulo vermelho no mapa, mostra que é um local de passagem entre montanhas que cai direto no Nepal e depois na India.
    É bem complicado os indianos verem os chineses montarem uma auto-estrada para ter acesso a este local sem reagirem de alguma forma. Passagem extremamente estratégica!
    Os indianos a esta altura já devem estar bem instalados lá. Para a China tirar eles teria de usar ataques aéreos e artilharias de saturação por foguetes e canhões. Vai ser dificil heinnn!

    Responder
  2. Ivan BC says:
    9 anos atrás

    A China é uma ditadura (comunista) que utiliza do capitalismo para a sua manutenção. Cidadãos chineses do interior não podem circular nem dentro do país, não podem viajar para o exterior, não tem acesso a sites estrangeiros, não tem facebook, a sociedade é totalmente regrada por normas estatais, desde a quantidade de filhos até os jornais que leem no café da manha, as pessoas comuns não tem acesso a materiais estrangeiros (livros etc…), o país é governado por um Comitê Comunista com seus dirigentes INDICADOS perpetuamente, há grande intromissão do Estado na economia, há enorme regulação, há um forte keynesiano econômico…ou seja, não podemos nem sequer dizer que a China tem um capitalismo pleno, pois tem inúmeros vícios que descaracterizam um capitalismo LIVRE, CAPITALISMO DE MERCADO.
    Quanto ao BRICS, essa organização é a maior piada do planeta, só brasileiro idiota para acreditar e seguir esse bloco. Do ponto de vista econômico somos muitos inferiores, tecnológico idem, temos mão de obra caríssima dentre eles, poder militar ridículo, cultura totalmente diversa (o brasileiro é totalmente europeu e admirador dos EUA entre outros). Nessa brincadeira, 25% das nossas exportações em 2016 foram para a China (soja, ferro, petróleo, madeiras e carnes), ou seja, somos uma colonia de exportação de matéria-prima. Somos invadidos por produtos industrializados e nos últimos anos os chineses vem comprando inúmeros negócios no Brasil, empresas privadas e ligadas ao Estado, setor de comunicação, fazendas (terras), ferrovias, estradas, hidrelétricas, portos, aeroportos, pre-sal, áreas de mineração, emprestimos bancários, compra de títulos etc…quantas empresas brasileiras acessaram o mercado chinês nas mesmas proporções?? quantas estão no mercado interno chinês??
    O BRICS no Brasil é reflexo do anti-americanismo e anti-europeu do último grupo político que ocupou o govero central brasileira, aliás, o atual governo é outra anti-americano e europeu.
    Os chineses podem comprar tudo no Brasil, podem e estão comprando tudo, inclusive fazer FUNDO oficial com os brasileiros, fundo com 80% de capital chinês para investimentos no Brasil, tudo subsidiado), agora se uma empresa americana comprar 1 hidrelétrica, dai é imperialismo, dai não pode, dai é o fim do mundo! Como se o problema do Brasil fosse capital…nós brasileiros sabemos quais são os entraves do Brasil!

    Responder
  3. Marcelo Hceh says:
    9 anos atrás

    interesses comunistas? sério isso?! já foi melhor frequentado esses comentários!

    Responder
  4. Kemen says:
    9 anos atrás

    O tratado de não proliferação nuclear é uma brincadeira e, nós como muitos outros bobos seguimos respeitando o mesmo, minha opinião pessoal pode ser chocante e contraria à opinião de muitos, porém acho que deveriamos ter algum poder nuclear para disuadir por menor que fosse.

    Responder
  5. brricardo says:
    9 anos atrás

    Nossa que enorme a quantidade de professores Pasquales comentando no DAN , povo chato da porra !!!

    Responder
  6. Aurélio says:
    9 anos atrás

    Caro André, você está certo quando diz que o Brasil deveria sair do BRICS’S. Do ponto de vista tecnológico estamos muito abaixo de qualquer um deles. Do ponto de vista militar idem. A África do Sul chegou a montar pelo menos cinco bombas atômicas, sendo uma delas testada no Oceano Índico. Tal do incidente ” Vela ” . Quando os brancos passaram o governo aos negros, eleição do presidente Nelson Mandela, os brancos deram um ” sumiço ” nas bombas atômicas, e ninguém sabe , ao certo , o paradeiro delas. Quanto ao ” ninho de víboras”, aí é que devemos sair de uma vez, pois lugar de minhocas não é entre as víboras. E o Brasil atual , não passa de uma minhoca. Gostemos ou não.

    Responder
  7. Filipe Prestes says:
    9 anos atrás

    Boa matéria que serve para mostrar o barril de pólvora que é a Ásia, no entanto o português é sofrível.

    OFF TOPIC: Padilha, li em outro site que a Rússia, hoje mesmo, voltou a oferecer o Pantsir S1 e o MiG-35 ao Brasil. Fiquei em dúvida se isso é apenas sensacionalismo do outro site (estrangeiro, por sinal) ou tem a ver com as tais “compensações comerciais” que o russos queriam impor para a compra de carne brasileira. A notícia procede? Há alguma informação circulando por aqui no Brasil acerca disso?

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      9 anos atrás

      Alguns sites estrangeiros, uns até com renome costumam publicar este tipo notícia. Não há nada neste sentido, ou seja, outra bola fora destes sites.

      Quanto a tradução/português, não sei o que ocorreu, pois eu salvei corretamente e saiu a forma tosca. Já acertado. Obrigado.

      Responder
  8. Guacamole says:
    9 anos atrás

    Em um possível conflito entre China e India, o que não faltaria é soldados.

    Responder
  9. betula says:
    9 anos atrás

    Uma boa forma de diminuir os bilhões de habitantes na terra- especialmente na àsia. Uma guerra nuclear , ao contrário do que sempre foi anunciado por globalistas e esquerda mundial, jamais acabaria com o mundo.

    Responder
  10. Rronin says:
    9 anos atrás

    Senhores, reportagem muito interessante sobre o que acontece nesta disputa! Mas parece que foi escrita por um estrangeiro que não domina nossa língua! Desculpem mas precisamos alertar! Obrigado!

    Responder
  11. Andre says:
    9 anos atrás

    Esses dois vivem em pé de guerra e ainda se associam a um mesmo bloco de interesses comuns: “BRICS”. Se eu fosse presidente do Brasil tiraria o país desse ninho de víboras, embora não tenha nada contra a África do Sul. Além dessa rusga, ainda tem os interesses da Rússia e a própria China em expandir seus interesses comunistas e agenda global, que nada mais é do que fazer com os países hoje o que Stalin fez na Europa Oriental no pós-guerra: ocupar e dominar. Em outras palavras expandir suas influências/interesses.

    Responder
  12. Sequim says:
    9 anos atrás

    E a situação na Ásia só se complica. A China também tem disputas territoriais com a Rússia, e com o Japão. Neste último caso significa colocar os EUA na roda. A Índia por sua vez, também tem encrencas com o Paquistão, outra potência nuclear. Então são 5 (!!) potências nucleares se estranhando. Tá pra ter calafrios.

    Responder

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