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Home Geopolítica

França mobiliza porta-aviões para reforçar intervenção no Iraque

Luiz Padilha por Luiz Padilha
15/01/2015 - 06:55
em Geopolítica
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Charles-De-Gaulle R91
Porta aviões Charles de Gaulle (R-91) – DFOTO: Mer et Marine

O presidente da França, François Hollande, anunciou nesta quarta-feira que desde ontem o porta-aviões Charles de Gaulle foi mobilizado para reforçar a intervenção no Iraque.

Hollande afirmou que a intervenção será realizada a partir de agora com “mais força e intensidade ainda”.

Em um discurso diante das Forças Armadas feito no porta-aviões, próximo da base de Toulon, no sul do país, o chefe de Estado disse que a mobilização se justifica pela situação atual no Oriente Médio.

A embarcação, segundo Hollande, trabalhará em “estreito vínculo” com as forças da coalizão internacional e disponibilizará “informação valiosa” para melhorar a intervenção armada no Iraque.

O porta aviões Charles de Gaulle, jóia da Marinha francesa, é, em palavras de Hollande “um instrumento de força e de potência”, “símbolo” da independência da França, que “manifesta a capacidade política, militar e diplomática” do país.

A bordo, segundo lembraram hoje os meios de comunicação franceses, viajam dois mil fuzileiros navais, 12 caças de combate Rafale e nove Super Étendard, quatro helicópteros e um avião de vigilância.

Porta Aviões Charles de Gaulle (R-91) – FOTO:? MN

Eles são acompanhados, além disso, por um grupo aeronaval composto por uma fragata de defesa antiaérea, um submarino nuclear de ataque e um petroleiro para sua provisão, por isso que, segundo resume o jornal “Le Parisien”, trata-se de um “pequeno Exército”.

O discurso de Hollande ocorre em um momento no qual é ventilado o desdobramento no país de 10,5 mil militares para garantir sua segurança interior, número que pela primeira vez supera o número de soldados mobilizados no exterior (8,5 mil) e que ocorre em resposta aos atentados da semana passada.

O presidente ressaltou que devem ser conjugados ao mesmo tempo as ameaças que chegam do interior e do exterior, e explicou que a decisão de recorrer ao porta-aviões é tomada com o objetivo de fazer frente ao terrorismo.

Consciente de que a situação é “excepcional”, Hollande avançou em sua intenção de que seja revisada na lei de programação militar para 2014-2019, a previsão de reduzir em mais de 24 mil o número de soldados no exército nesse período.

O chefe do Estado indicou que pediu ao titular da Defesa, Jean-Yves Le Drian, que transmita suas propostas até o final de semana, e informou que na próxima quarta-feira será realizado um Conselho de Defesa a respeito.

FONTE: UOL

Tags: François HollandeMarine NationalePAN Charles de Gaulle (R 91)
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Comentários 14

  1. Dalton says:
    11 anos atrás

    Agora que percebi…houve um erro de tradução ou falta
    de conhecimento por parte da fonte, na frase…

    ” a bordo… viajam dois mil fuzileiros navais…”, não são
    fuzileiros navais e sim a tripulação mais a Ala Aérea
    embarcada.

    Responder
    • Gilberto Rezende-Rio Grande/RS says:
      11 anos atrás

      Quando carrega fuzileiros o CDG leva além dos quase 2.000 tripulantes normais (1.350 militares navais e 600 militares da ala aérea) ele embarca 800 comandos (Fuzileiros Navais franceses)

      Responder
      • Dalton says:
        11 anos atrás

        Gilberto…

        ele até pode acomodar 800 comandos, mas, às custas
        da Ala Aérea ou transporta-los talvez por um breve período,
        em uma situação de emergência ,mesmo assim, o texto
        mencionou 2000 “fuzileiros navais” o que subentende-se
        além da tripulação.

        Responder
  2. Aurélio says:
    11 anos atrás

    O petroleiro que acompanha o grupo é para abastecer quem? A Fragata e os aviões ?

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      11 anos atrás

      A fragata, e o PA, pois ele recebe JP-5 para as aeronaves tb.

      Responder
  3. Fred says:
    11 anos atrás

    Operações de voo no Porta Aviões Charles de Gaulle, aumenta o volume… 🙂

    https://www.youtube.com/watch?v=oo_vTqdIZbw

    Responder
  4. Fred says:
    11 anos atrás

    “…um grupo aeronaval composto por uma fragata de defesa antiaérea, um submarino nuclear de ataque e um petroleiro para sua provisão, por isso que, segundo resume o jornal “Le Parisien”, trata-se de um “pequeno Exército”.
    ————————————————-
    É sem dúvidas uma força de respeito, más
    não chega ser um “grupo tarefa”, como os da US Navy, ou mesmo este que os chineses já estão compondo com o Liaoning:

    http://i.imgur.com/KTcWXpI.jpg
    http://i.imgur.com/cUNlmIJ.jpg

    Responder
  5. Justin oliveira says:
    11 anos atrás

    Esses caças embarcados além do Rafale são Super Étendart ?

    Responder
    • Lucas Senna says:
      11 anos atrás

      Sim.

      Responder
  6. filipe says:
    11 anos atrás

    Ja fico imaginando lá para 2019 , O brasil enviará uma força tarefa capitaneada pelo NAE SAO PAULO para o medio-oriente ou para a Africa para atacar o EI, composta por 24 SEA-GRIPENs, 4 KC-2 , 6 SH-60 B seaHawk , 6 EC-725 Super Cougar.

    Responder
    • Gilberto Rezende-Rio Grande/RS says:
      11 anos atrás

      ô felipe…
      Troca nete seu sonho os Sea Gripens pelos AF-1 modernizados em 2019 será um MILAGRE se tiver algum Gripen “terrestre” na FAB…

      Ou transfere seu sonho para 2029…

      Responder
  7. Dalton says:
    11 anos atrás

    Apenas um dos normalmente dois E-2Cs está embarcado o
    que pode implicar que a França venha a adquirir mais unidades
    no futuro, pois devido à manutenção, modernização, treinamento
    os 3 adquiridos são poucos para manter “sempre” 2 embarcados.

    Bonne chance mon ami !

    Responder
  8. Ricardo Augusto de Oliveira says:
    11 anos atrás

    O Presidente deve estar considerando uma declaração de guerra.
    Eu me pergunto (com todo respeito) é para combater o terrorismo? para reaquecer a economia? ou tem mai coelhos neste mato?

    Responder
    • Guilherme Wiltgen says:
      11 anos atrás

      Ricardo,
      O CdG já estava se preparando para este deployment bem antes dos atentados em Paris.
      Abs

      Responder

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