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Home Geopolítica

Japão deve reformar sua política de defesa

Luiz Padilha por Luiz Padilha
14/05/2014 - 08:47
em Geopolítica
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JMSDF

Por Nikkei, de Tóquio

clippingO governo japonês está prestes a propor a principal reforma militar no país desde a Segunda Guerra.

Usar a força para ajudar aliados sob ataque é algo que se enquadra o âmbito da legítima defesa e está previsto na Constituição do Japão. A afirmação deverá ser feita nesta quinta-feira por um painel de segurança nacional, criado pelo atual premiê, Shinzo Abe.

Com base nisso, o painel vai afirmar que a atual posição do Japão, de que a Constituição não permite ao país exercer seu direito de legítima defesa coletiva, não é “apropriada”, e vai conclamar o governo a reinterpretar a constituição.

O governo vem afirmando desde 1972 que a carta permite ao Japão exercer apenas o nível mínimo de autodefesa necessária para proteger o país e que essa capacidade exclui o exercício do direito de legítima defesa coletiva.

O relatório dirá que, devido à deterioração da segurança nacional, é difícil esperar que apenas o direito de autodefesa baste para garantir a segurança do Japão. Ao mesmo tempo, pedirá cautela, observando que a autodefesa coletiva deve ser exercida com moderação, e oferecerá seis condições para isso, incluindo uma situação que ameaça muito a segurança do Japão se nenhuma ação for tomada.

Além disso, o painel recomendará um papel maior para as Forças de Autodefesa na segurança e propor uma ampliação da capacidade de autodefesa nas chamadas situações de “zona cinzenta”, que ocorrem entre os períodos de paz e emergências nacionais absolutas.

JMSDF escort ship Kurama, left, navigates behind destroyer Yudachi with a flag, during a fleet review in water off Sagami Bay

A abstenção de ter uma força militar ofensiva foi imposta ao Japão depois que o país foi derrotado na Segunda Guerra.

Mas, com a ascensão econômica e militar da China, tanto o Japão como vizinhos asiáticos se sentem ameaçados pelo poderia chinês.

FONTE: Valor Econômico

Tags: JapãoJMSDF
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Comentários 3

  1. KLEBER CSERNIK says:
    12 anos atrás

    Lucio boa colocação , a China não é essa pricesa desprotegida , ela é maquiavelica e determinada em criar uma egemonia em toda penisula asiatica, criando graves problemas territoriais e maritimos com seus vizinhos .

    Responder
  2. Lúcio sátiro says:
    12 anos atrás

    Você se refere a Abe ser de Direita e associa isso à ele querer algo a mais que a simples defesa do território japonês. Mas você não cita que os países com mentalidade de Esquerda, como a china, são uma ameaça séria para o Japão, principalmente por causa de ressentimentos advindos da segunda guerra. Aliás, mentalidade de Esquerda advinda de um marxismo internacionalista e imperialista, pois se intromete politicamente e até militarmente em assuntos internos de outros países. China essa que morre e não dá liberdade, por exemplo, ao povo tibetano. Além do mais existe a Rússia, país que nunca viu em sua história uma gota sequer de democracia real, e a suposta democracia que existe hoje na Rússia é apenas aparente, o autoritarismo é o mesmo da era soviética. Ser de direita não implica forçosamente associação com militarismo e nacionalismo. Também acho que o Abe não deveria ter mexido com feridas do passado, por que o Japão também ocupou a penísula coreana. Agora diante da situação nuclear e altamente armada da China, da Rússia e da Coreia do Norte, ditadura sanguinária que mata o povo de fome para investir tudo em armas e que já lançou mísseis que sobrevoaram o mar territorial do Japão, esperar que não surja alguém com esse “instinto” como você falou é ingenuidade.

    Responder
  3. DigoSSA says:
    12 anos atrás

    Na verdade o Abe quer muito mais que isso. Ele tem uma posição de direita e instintos nacionalistas fortes, e isso requer atenção. Inclusive tem provocado revolta nos seus vizinhos asiáticos (Coréia do Sul e China) devido a declarações que negam e/ou apoiam os crimes de guerra cometidos pelo Japão. O Japão tem pendência territoriais sérias com os dois países já citados e também com a Rússia (ilhas Kurillas).

    Responder

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