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Home Geopolítica

Mídia: no mundo não há concorrentes para mísseis russos antinavio

Luiz Padilha por Luiz Padilha
14/03/2015 - 13:08
em Geopolítica
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O Ocidente parou o desenvolvimento de mísseis antinavio após Guerra Fria, focando em operações terrestres na região da Ásia Central e Oriente Médio. Atualmente a Marinha dos EUA usa mísseis antinavio Harpoon, que foram desenvolvidos em 1977. Provavelmente, escreve Mizokami, em vez de Harpoon, fossem colocados mísseis subsônicos LRASM.

Hoje em dia, os mais velozes no mundo são os foguetes supersônicos BrahMos. Eles já se encontram ao serviço do exército da marinha da Índia e da Rússia. O seu raio de ação é de 290 quilômetros e o peso da ogiva atinge 300 quilogramas. A velocidade de voo supera em três vezes a do som.

A Marinha russa também usa mísseis antinavio Klub (3M-54E1), equipados com o sistema Glonass e alcançando a velocidade de 0,8-2,9 Mach, o que reduz drasticamente o tempo de reação para o adversário.

Também foram projetados sistemas Club-K para atingidos alvos superficiais e subterrâneos. O complexo pode ser instalado nos litorais, navios de diferentes classes, ferroviárias e automóveis plataformas.

FONTE:SputnikNews

Tags: BrahMosHarpoonKlub (3M-54E1)
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Comentários 19

  1. Marco says:
    11 anos atrás

    Entendo que o problema maior não estará nos mísseis mas sim como sobreviver tentando a localização do inimigo. Um Avião AWACS ou mesmo um Tracker podem não conseguir manter o vôo na altitude correta para pilotagem do alvo sem se tornarem alvos! Avião de ataque não decola sem ter um alvo claro. Se os mísseis quiserem superar essa dependência terão que operar em rede, com drones localizando os alvos, e ataque em enxame junto com os Drones, saturando mesmo os sistemas Laser. Cada vez mais penso que Drones de ataque serão indispensáveis, ataques a navios de alto valor e baixa probabilidade de sobrevivência dos atacantes, usaria-se a tática do “lauch and follow “, como os Hermanos fizeram em 30 de Maio de 82, no ultimo lançamento de Exocet desde um SUE, contra o Invencible, no caso seguiram o Exocet 4 Skyhawks C, dois foram abatidos na corrida final de ataque, e de acordo com os dois sobreviventes, tiveram sucesso em avariar o Invencible, esperemos dar os 90 anos para abrir os arquivos Ultra Secretos de Londres!

    Responder
  2. Francisco Pinheiro says:
    11 anos atrás

    AS armas de energia direcionada (laserrs) seriam efetivas contra um míssil desses ? outro dia eu li que em teste, uma delas perfurou e destruiu o motor de um caminhão.

    Responder
    • Pedro2964 says:
      11 anos atrás

      o problema é o tempo necessario pra engajar o missil mais o tempo necessario pra destruir o mesmo, lembrando que quando esses misseis que voam ao nivel do mar aparecem no horizonte para os sistemas a poucos segundos do impacto

      Responder
  3. Popaey says:
    11 anos atrás

    Correção acima: ” Como disse em outro topico um postante…”

    Responder
  4. Popaey says:
    11 anos atrás

    Amigo Bosco, “Já para um futuro próximo….” Os Russos também irão certamente modernizar ainda mais estes mísseis que já hoje são superiores aos do ocidente. Começou disse em outro tópico um postante: “Ação e reação”. Isso, vindo de ambas as partes ou só vale para uma?? Rssss.. Alguém acha que o Urso hibernar a agora, após ter conseguido tal superioridade?? Aliás, mudando um pouco o míssil os Harpron que parece foram comprados, já chegaram?

    Responder
    • Bosco says:
      11 anos atrás

      Popaey,
      Sem dúvida! Agora, se eles não informarem qual a linha de evolução deles não tem jeito da gente ficar sabendo e comentar. Quanto à linha de evolução dos americanos ela é bem divulgada.
      Também, minha percepção de que os russos estejam à frente na tecnologia de mísseis antinavios se dá pela presença dos mísseis Yakhont//Brahmos e pelo SS-N-27, mas essa percepção pode ser contestada por alguém que colocar em dúvida a “qualidade” dos sensores radar desses mísseis frente à capacidade ECM da USN. Podendo ser “facilmente” interferidos ou seduzidos, e essa pretensa superioridade se esvai.
      Lembra quando saiu a notícia que os mísseis AMRAAM poderiam ficar cegos frente aos novos recursos de ECM russos, baseados em tecnologia DRFM, já dominada pelo Ocidente há 20 anos? Ou seja, se mísseis americanos podem ficar “cegos”, não há porque os russos também não ficarem.
      Por exemplo, os americanos alegam que o sistema despistador eletrônico Nulka (australiano), sendo instalado em todos os navios da USN, seria, isoladamente, capaz de defender seus navios de ataque de mísseis guiados por radar, inclusive seria a arma ideal para a defesa contra ataques de saturação, onde canais de tiro para armas hard kill poderiam estar congestionados.
      Em fóruns de discussão estrangeiros também não raro ver que alguns questionam a variedade de mísseis antinavios russos como uma “fraqueza”, já que eles parecem não ter acertado na receita, e ficam tentando.
      Eu reafirmo minha percepção que os russos escolheram os caminhos certos para se contrapor às ameaças navais da OTAN e estão hoje, um passo na frente.
      Mas a Maratona só tá no meio. rsrsssss
      Quanto aos mísseis Harpoon da FAB, não sei dizer. Não creio que tenha sido noticiado a chegada dos (salvo engano) 20 mísseis.
      Um abraço.

      Responder
  5. Curiango says:
    11 anos atrás

    O termo ocidente usado pelos colegas é muito genérico . Melhor dar nomes os bois (OTAN)

    Responder
    • Dalton says:
      11 anos atrás

      Há países da OTAN que não encontram-se no chamado ocidente, a
      Suécia é considerada ocidental, mas, não pertence à OTAN, de qualquer
      forma são justamente os países ocidentais que detém melhor tecnologia
      e o termo ocidental é largamente usado tanto ou até mais que OTAN.

      Responder
      • Bosco says:
        11 anos atrás

        Dalton,
        E além dos países da OTAN que não pertencem ao Ocidente, há os países que não são do Ocidente e nem da OTAN, mas estão alinhados, como por exemplo o Japão, a Coréia do Sul, Taiwan, etc.
        Apesar desses países estarem no Oriente, sua tecnologia é alinhada com a tecnologia ocidental .

        Responder
  6. _RR_ says:
    11 anos atrás

    Com todo o respeito, devo discordar da matéria.

    Artefatos europeus, como por exemplo o NSM ( Noruega ) e o RBS-15 ( Suécia ), são por demais interessantes e, no meu entender, não devem nada aos mísseis russos com alcance até 300km.

    Responder
  7. pedro says:
    11 anos atrás

    o moskit tbm é um meio bem capaz, não?

    Responder
    • Bosco says:
      11 anos atrás

      Pedro,
      O Moskit foi saudado há 30 anos como a arma anti-porta-aviões definitiva. Seu grande peso aliado a uma poderosa ogiva e à velocidade supersônica e a capacidade de voar nivelado próximo ao nível do mar o fazia uma arma formidável.
      Os sistemas defensivos da época eram voltados a defender a frota de mísseis supersônicos semi-balísticos, como o AS-4 e AS-6, e não estavam aptos a interceptar mísseis que voavam muito próximos à superfície do mar.
      Fato é que nunca houve um embate entre as forças navais da OTAN e do PV e houve tempo de sobra para o Ocidente desenvolver defesas efetivas contra ele.
      Hoje, o Moskit foi “superado” pelo Brahmos/Oniks, que tem RCS reduzido, e pelo 3M54E (SS-N-27), que combina um míssil subsônico com um estágio terminal supersônico, mas não quer dizer que ainda não seja um míssil extremamente perigoso, mesmo porque, pode ser usado numa tática de saturação.

      Responder
  8. Bosco says:
    11 anos atrás

    O fato de mísseis antinavios serem subsônicos ou supersônicos não necessariamente os fazem nem melhores nem piores, nem mais capazes e nem menos capazes de penetrar as defesas navais.
    Mas fato é que uma determinada Força, tendo uma maior variedade de meios, complica a vida do defensor, já que uma arma pode ser eficaz para deter um tipo de ameaça e não para deter outro tipo.
    Nessa ótica, sem dúvida os russos estão melhor equipados que o Ocidente de modo geral e os EUA em particular.
    A variedade de meios à disposição dos russos na guerra antisuperfície (lê-se: mísseis antinavios) os colocam na frente nesse quesito. Vale salientar que é o único em que eles estão na dianteira.
    E isso não poderia ser diferente, já que cada um sabe onde o calo aperta. Tendo em vista o poderio das forças navais combinadas do Ocidente, não é de se estranhar que eles tenham se esmerado nos meios antinavios.
    Pra mim o mais formidável míssil antinavio da atualidade é o SS-N-27, que é subsônico até se aproximar do navio alvo, quando então lança um estágio propulsado supersônico.
    Vale salientar que os EUA não possuem só o Harpoon, como diz o artigo. Eles dispõe além do Harpoon, do SLAM-ER, este, altamente furtivo.
    Já para um futuro próximo deverá entrar em operação o LRASM, o JSOW-C1 e o Tomahawk com capacidade antinavio.
    Também o míssil HARM (supersônico) é usado para atacar navios a distâncias consideráveis (150 km), e em distâncias mais curtas (até 30 km) o supersônico Maverick F também.
    Também não se pode desprezar o potencial do míssil SM-6 (antiaéreo) na função antinavio OTH. Com velocidade Mach 4 e alcance de pelo menos 270 km, é uma arma a ser temida.

    Responder
    • yuri says:
      11 anos atrás

      mas bosco, esses misseis de cruzeiro da russia não pode ser um alvo facil para um SM-3 ?

      Responder
      • Bosco says:
        11 anos atrás

        Yuri,
        O SM-3 é um míssil anti míssil balístico, e não tem capacidade antiaérea.
        Os mísseis de cruzeiro russos, supersônicos e subsônicos, podem ser alvos dos vários sistemas de defesa usados nos navios da USN, desde os de defesa de área, como o SM-2 e ESSM, até os de defesa de ponto como o RAM e o Phalanx.
        Mas não existe nada fácil. Os russos desenvolvem meios para tentar atingir os navios americanos e os americanos desenvolvem meios de se defender, somado a isso há “infinitas” variáveis que podem fazer a balança pesar pra qualquer dos lados.
        O que ajuda muito o atacante é, independente do tipo de míssil que tenha, tentar saturar as defesas, mas isso está ficando cada vez mais difícil tendo em vista os sistemas defensivos cada vez mais capazes de lidarem com alvos múltiplos.

        Responder
    • afonsão says:
      11 anos atrás

      bosco.
      como sempre você mostra grande conhecimento na área de sistemas de mísseis em geral, más apenas discordo da parte em que diz que a única força onde os russos estaõ a frente do ocidente seja este ponto.
      se a AA russa não for superior a outras, se equipara e a esquadra do mar do Norte e seus submarinos ainda é ( Mesmo com reduçao) a mais formidável dos oceanos em termos de dissuação. os americanos possuem um numero enorme de sea wolfs que serão retirados de serviço e não obtiveram o êxito do Akula e seus sucessores não parecem poder ser melhores que os novos submarinos russos que entram em operação.

      Responder
      • Bosco says:
        11 anos atrás

        Afonsão,
        Eu acho que a tecnologia militar russa se equipara à ocidental (OTAN) em vários campos. Num campo em que é superior, pela variedade, é a dos mísseis antinavios. Há outros em que estão num patamar inferior.
        Nada de mais! Não podia ser diferente já que ninguém consegue estar na frente em tudo a todo instante.
        Quanto aos sistemas antiaéreos eu não tenho a percepção que eles sejam superiores. Apesar do sistemas russos serem impressionante e voltados para as suas necessidades específicas, eu os considero inferiores aos do Ocidente. O que não é nenhum demérito à Rússia já que a comparo com vários outros países.
        Submarinos também é uma área em que há superioridade clara, ao meu ver, do Ocidente de modo geral, e dos EUA em particular.
        Apesar de serem armas fantásticas, os submarinos russos não estão no mesmo nível dos submarinos americanos, alemães, britânicos, etc.
        Um abraço.

        Responder
      • Dalton says:
        11 anos atrás

        Afonsão…

        são os Los Angeles que estão sendo retirados de serviço,
        não os da classe Seawolf que são apenas 3 e são o que há
        de melhor na US Navy.

        Mas, o Seawolf era caro demais e como a US Navy tem um
        requerimento para manter ao menos 48 SSNs, tiveram que
        partir para um projeto um pouco mais barato, mas, que aproveitou
        muito do desenvolvimento do Seawolf, que é a classe Virginia,
        não tão boa quanto o Seawolf no oceano mas melhor em águas
        mais rasas.

        Submarinos russos costumam ser bem maiores e sua função
        está mais ligada aos oceanos e um maior número de navios das
        marinhas ocidentais.

        Quanto a “esquadra do mar do Norte” e seus submarinos ela
        conta hoje com 4 SSGNs classe Oscar II (denominação OTAN)
        15 SSNs classes Victor III, Sierras I e II, Akulas e um Yasen e
        cerca de 8 submarinos convencionais, um número impressionante
        de 27 submarinos…só que ao menos um terço deles estão passando
        por longas modernizações e não se pode contar com o restante ao
        mesmo tempo…para se ter uma eficiência a longo prazo o correto
        é usar a regra de para cada navio no mar um em treinamento e
        outro em manutenção, então não são tantos assim.

        Deixei de lado os SSBNs porque a única função deles é a dissuasão
        nuclear e não participam de atividades mais mundanas como os demais.

        Responder
        • Lucio Satiro says:
          11 anos atrás

          E os classe Astute britânicos ? São bons mesmo ou é só propaganda ? Um dia eu li uma notícia que achei o cúmulo da fantasia, a de que o sonar do Astute era tão potente que (imaginem) ele ancorado no Reino Unido seria capaz de detectar um navio saindo do porto de Nova Iorque. Isso é um sonar ou a bola da Mãe Diná ?

          Responder

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