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Home Geopolítica

National Interest: China precisa cada vez mais das armas russas

Luiz Padilha por Luiz Padilha
01/06/2015 - 10:18
em Geopolítica
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S-400
S-400  Triumf © SPUTNIK/ RUSLAN KRIVOBOK

Tendo em conta o agravamento da situação na região Ásia-Pacífico, a demanda da China por armas russas vai crescer, escreve o jornalista japonês Kyle Mizokami no jornal analítico The National Interest.

Hoje, a Rússia é líder em tecnologias de defesa e é fornecedor exclusivo da China. De acordo com o jornalista, enquanto a Rússia continuar seus fornecimentos à China as relações entre dois países não mudarão no futuro próximo.

Ele também observa que há uma série de armas que a China deve comprar da Rússia: se trata do novo tanque pesado Armata, do sistema de mísseis anti-aeronaves S-400 Triumf e dos submarinos da classe Yasen.

Pela primeira vez na história, escreve o jornalista, a China tem fronteiras terrestres bem protegidas. As numerosas tropas terrestres, com apoio das forças aéreas e navais, previnem eficazmente o desejo de qualquer outro país de competir com o Exército Popular de Libertação da China.

© East News/ Imaginechina
© East News/ Imaginechina

Em abril, a China assinou um acordo com a Rússia para o fornecimento de algumas divisões de sistemas de mísseis S-400. De acordo com Mizokami, a China provavelmente pode implantar o sistema de defesa aérea contra Taiwan, contra o Japão na província de Zhejiang e nas Ilhas Senkaku, contra a Índia no Tibete ou contra o Vietnã e Birmânia.

Entretanto, o autor observa que o principal tanque do Exército da China é uma repetição do T-72 soviético e, por isso, a China precisa de modernização das suas tropas blindadas. Na opinião do jornalista, a plataforma Armata será a mais conveniente. Além disso, a prioridade da indústria bélica chinesa é proteção das suas fronteiras marítimas.

O autor acredita que os submarinos russos Yasen podem ser especialmente interessantes para a China porque a alternativa a produzir na China ainda está na fase do desenvolvimento e será mais eficaz comprá-los à Rússia, especialmente tendo em conta o aumento da presença dos EUA na região.

FONTE:Sputniknews

Tags: ArmataChinaRússiaT-72
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Comentários 6

  1. Ricardo says:
    11 anos atrás

    A China como todo país comunista precisa de um inimigo externo para fortalecer o nacionalismo
    do seu povo e assim escravizar seus próprios cidadãos.
    Realmente qual seria o interesse da China em atacar o Japão se o país é pobre em recursos
    acredito eu que na falta de recursos futuro quem corre risco é a Rússia com vasto território
    e recursos

    Responder
  2. Dilson Queiroz says:
    11 anos atrás

    ……..não é roubo e jamais será….primeiro que qualquer país do mundo que detenha quaisquer tecnologias militares,nunca repartirá com ninguem visto que pensam que é uma vantagem estratégica…EU,Inglaterra e Rússia “roubaram” tecnologia alemã da 2a.Guerra e ninguém os chama de “ladrôes” aliás muito pelo contrário, os endeusam, o que prova que a “verdade histórica” e ditada pelos que vencemi as guerras…segundo, o que a China faz é legítimo no quadro atual de relações internacionais e o que nós,brasileiros também deveríamos fazer….tecnologia militar não se dá jamais…talvez se obtenha um pouco fazendo “desenvolvimento em parceria em prejuízo do “uso exclusivo”….pode-se obter também por engenharia reversa..e outros expedientes …o que e´tratado como “roubo” num combate não tem valor de propriedade, apenas de “eficácia”…conceitos como roubos apropriações,são tão sómente juízos de valor tolo,para armamento, num panorama tão pesado como o de uma guerra…..

    Responder
  3. brazuca says:
    11 anos atrás

    E assim vão se fortalecendo um ao outro um precisa do outro interesse a economia de ambos agradece devido ao ocidente e assim vai.

    Responder
  4. nilsom moles says:
    11 anos atrás

    A tendência é essa já faz tempo e permanecerá sendo ainda mais, pois sabemos que assim como a ussr viveu sempre de chupinhar tecnologia ocidental e copiá la e ainda por vezes melhora-la, esse também será o caso dos chineses. Irão ainda por muito tempo depender do roubo e apropriação de tecnologia estrangeira.

    Responder
  5. Topol says:
    11 anos atrás

    Nada mais natural… assim como a OTAN e os EUA buscam auxílio mútuo em defesa , a China busca na Rússia os meios para fortalecer as suas capacidades táticas e estratégicas.

    Acredito que a China continuará aperfeiçoando os seus MBT-3000 em detrimento da aquisição do Armata… Poderiam adquirir da Rússia apenas as tecnologia referentes a APS Afghanit para aumentar a capacidade defensiva de seus MBTs com mais uma esfera de proteção…

    Além disso outro “produto” russo de que a China tem muito interesse é na tecnologia do SU-35, inclusive as negociações estão bem avançadas, só não foram concluídas ainda porque a Rússia está relutante em fornecer os detalhes de projeto, os componentes eletrônicos críticos e os códigos da aeronave, embora após realizar a venda do lote piloto de qualquer maneira os chineses conseguirão tais tecnologias por meio d engenharia reversa…

    E também, é claro, o S-400 Triumph viria naturalmente pois a China já opera e produz sob licença a sua versão do S-300 chamada HQ-9, então nada mais seria que uma evolução desse sistema e que deverá ser implantado em grande quantidade frente ao tamanho das dificuldades que se erguem frente as suas aspirações expansionistas

    Responder
  6. RobertoCR says:
    11 anos atrás

    Implantar defesa aérea contra Taiwan creio ser desnecessário, até porque o alcance das mais recentes armas AA do sistema chinês vai além da distância da ilha ao continente. Some-se a isso os sistemas AA embarcados pela marinha e a questão Taiwan está, para todos os efeitos, equacionada.

    E que raio de interesse teria a China em invadir/dominar o Japão? Este é um dos pontos que ninguém explica quando insinuam este tipo de coisa. Até o momento, este argumeto não está servindo nem para ajudar o Abe em sua tentativa de mudar o status das forças armadas locais.

    Outro ponto interessante no artigo é a persistente ideia de que a China é ameaça a Índia e Vietnã. Dificilmente algum artigo publicado em mídia conservadora falando sobre a ação da China na Ásia deixa de insinuar que este seria um conflito eminente. Ainda bem que a realidade mostra outra coisa.

    Responder

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