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Home Geopolítica

O projeto Stratobus decolou!

Luiz Padilha por Luiz Padilha
27/04/2016 - 10:00
em Geopolítica
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stratobus_1_900

ReleaseSão Paulo, 27 de abril de 2016 – A Thales Alenia Space acaba de anunciar o pontapé inicial do Stratobus, um dirigível estratosférico autônomo que usa apenas energia solar e tecnologias verdes. O Stratobus transportará cargas úteis para realizar missões de vigilância de fronteiras em terra ou no mar (vídeo-vigilância de plataformas offshore, etc.), segurança (combate ao terrorismo, tráfico de drogas, etc.), monitoramento ambiental (incêndios, erosão do solo, poluição, etc.), e telecomunicações (Internet, 5G).

“O Stratobus fica a meio caminho entre um drone e um satélite, resultando em um produto de baixo custo que oferece cobertura regional permanente e, idealmente, complementa soluções via satélite. Ainda por cima, tem uma pegada de carbono muito baixa – muito menor que a de um pequeno avião particular”, explica o Gerente de Projetos da Thales Alenia Space Jean-Philippe Chessel.

O dirigível será posicionado a uma altitude de cerca de 20 quilômetros na camada inferior da estratosfera, que oferece densidade suficiente para dar sustentação ao balão. Os ventos nessa altitude são moderados e estáveis – não mais de 90 km/h – ao longo de toda a zona entre os trópicos, permitindo que a aeronave permaneça estacionária usando seu sistema de propulsão elétrica.

“O novo mercado de pseudo satélites de grande altitude, ou HAPS, está estimado em um bilhão de dólares de hoje até 2020, mas ainda está aguardando um produto. Com o Stratobus oferecendo um campo de visão de 500 quilômetros, estamos convencidos de que ele obterá uma grande fatia desse mercado”, disse Jean-Loic Galle, Presidente e CEO da Thales Alenia Space.

stratobus_plateforme_geostationnaire_thales_01

A Thales Alenia Space e os seus parceiros franceses neste programa assinaram os contratos iniciais com o banco estatal de investimento Bpifrance. A empresa CNIM (Construction Navale Industrielle de la Méditerranée) construirá a estrutura e os seus equipamentos, o anel e a nacela, enquanto a Solutions F fornecerá o sistema de propulsão elétrica, a Airstar Aerospace se responsabilizará pelo envelope totalmente preparado, e a Tronico-Alcen fornecerá o sistema de condicionador de energia. Além desses parceiros franceses, a CMR-Prototec da Noruega fornecerá o sistema de armazenamento de energia, e a MMIST do Canadá será a fornecedora dos paraquedas. A Thales Alenia Space é a empresa principal, sendo responsável pela integração dos sistemas e também pelos aviônicos e painéis solares, e pela certificação.

O projeto foi aprovado pelo programa “investimento no futuro” do governo francês para um financiamento de 17 milhões de euros. Estes recursos cobrem uma fase de desenvolvimento de 24 meses para as tecnologias habilitadoras essenciais, que culminarão com a construção de um protótipo de demonstração. O projeto também recebeu o apoio de quatro diferentes regiões francesas, e com isso espera-se um financiamento adicional de cerca de 3 milhões de euros.

A Thales Alenia Space e seus parceiros pretendem lançar um modelo de demonstração em 2018, seguido dos primeiros voos de homologação e certificação em 2020. Já foram identificados diversos clientes potenciais. As previsões de mercado indicam um retorno do investimento em menos de três anos após a sua comercialização.

Tags: StratobusThales Alenia Space
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Comentários 4

  1. Cesar Pereira says:
    10 anos atrás

    Eu só vou acreditar nesse projeto HAPS quando eu os vê funcionando ADEQUADAMENTE, porque nunca coloquei fé nestes dirigíveis !

    Responder
  2. Topol says:
    10 anos atrás

    Em compensação tem o mecanismo de geração de energia fotovoltaica que é problemático, carece de manutenção preventiva, placas fotovoltaicas perdem a eficiência, bancos de baterias precisam ser checados, o aparelho é totalmente dependente desta fonte de energia para manter sua sustentação e seu posicionamento, ele inevitavelmente terá de ser aterrizado periodicamente para manutenção com risco de perda do aparelho.

    Responder
  3. Topol says:
    10 anos atrás

    Muito interessante.

    Será que essa tecnologia pode substituir satélites de georreferenciamento ? com um campo de visão de 500 km e capacidade de se locomover conforme necessário é uma excelente alternativa para imageamento terrestre por uma fração do custo de um satélite.

    Responder
  4. Leonardo Rodrigues says:
    10 anos atrás

    Aqui em Natal RN está uma movimentação de caças. Alem dos super tucanos tem A4 ou F5. Ainda não deu pra definir. Se alguém souber.

    Responder

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