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Home Geopolítica

Radares passivos: O fim do stealth?

Luiz Padilha por Luiz Padilha
12/01/2014 - 21:28
em Geopolítica
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F-35

A Cassidian colocou no mercado um novo e revolucionário sistema de radar passivo, que promete revolucionar os conceitos e o cenário de hoje em dia, relativamente a sistemas de deteção e seguimento de aeronaves, incluindo os até agora virtualmente indetetáveis stealth.

Os radares passivos irão tornar-se um suplemento para os radares ativos convencionais, durante os próximos anos.
E a razão é simples. Oferecem uma vantagem operacional decisiva: não podem ser localizados. Ao contrário dos sistemas ativos, os radares passivos não emitem ondas próprias, o que significa que não podem ser “empastelados”. O sistema usa frequências VHF, rádio digital e frequências de televisão, como ondas de transmissão, em vez de emissores próprios.

O sistema de radar passivo requer uma grande capacidade de computação e software de processamento de sinal extremamente complexo. Os computadores de alta performance do equipamento permitem o uso simultâneo de 20 transmissores, numa mistura de VHF e frequências digitais.

Seja música pop ou transmissões desportivas, todas ajudam, apesar da música upbeat ser preferida na banda analógica FM (VHF), ao permitir maior precisão de localização.

A Europa Central, bem como outras áreas densamente povoadas por todo o mundo, têm transmissores VHF e digitais suficientes, que os radares passivos podem usar. Mas o sistema funciona em áreas inacessíveis também. Pode-se instalar o seu próprio transmissor e começar a emitir música clássica, pop, ou apenas estática.

Tudo isto permite posicionar radares passivos em vales remotos, para seguir engenhos voadores a baixa altitude, incluindo pequenos aviões, que até agora voavam por debaixo das ondas de radar.
A ferramenta de planificação de missão, permite simular a melhor localização para o radar passivo, seja para as unidades móveis de hoje, seja para os sistemas fixos de amanhã.

Não há para já dados relativamente à eficiência do sistema, tendo a Cassidian divulgado uma distância de 200 km para a deteção de alvos através de ondas FM e até 40km com ondas digitais.

A confirmar-se a efetividade da tecnologia as vantagens são muitas, algumas óbvias, a saber:

-“ver sem ser visto”
-deteção de alvos não emissores de ondas
-cobertura de “pontos cegos” do sistema ativo
-cobertura de radar onde os sistemas ativos não são opção
-integração com sistema ativo
-resistência a empastelamento (contramedidas eletrónicas)
-deteção de alvos a baixas altitudes
-anti-stealth (através de multi-estática, e baixas frequências)
-deteção multi-ângulo com o uso de vários iluminadores

A Cassidian anuncia ainda várias outras vantagens, não desprezáveis:

-baixo custo de investimento e manutenção
-operação em terrenos difíceis
-fácil instalação
-operação remota
-altas taxas de atualização de deteção

Fonte: Pássaro de Ferro/Cassidian

Tags: AESACassidian
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Comentários 11

  1. Nelson Evaristo says:
    5 anos atrás

    Muito bom, acredito que com mais esforços e inovações, estes radares passivos poderão ser muito bom na exploração do inimigo aéreo.

    Mas a questão é, qual o alcance?

    Responder
  2. Firefox says:
    12 anos atrás

    Quando um F-22 for abatido com esse sistema, aí sim, poderemos dizer que o sistema stealth corre riscos. Até lá, sinto muito, os equipamentos com o sistema de desvio de ondas de radar vão continuar confundindo os radares e em nada ajudarão as armas conectadas a ele, essas mesmas armas já estarão a muito tempo travadas como alvo dos mísseis das aeronaves stealth, Mas o pior nem são os aviões “invisíveis” dos EUA,, mas os drones não-pilotados, esses sim são perigosos. O motivo é muito simples: Guiados à distância por experientes profissionais, mesmo que você abata vários drones, não matou nenhum inimigo.

    Responder
  3. _RR_ says:
    12 anos atrás

    Primeiramente, há de se saber o quanto esse sistema é eficiente contra aeronaves stealth…

    – Qual seu máximo alcance para alvos tipo caça? Se for no mínimo uns 80 km, muito bem. Mas se for uns 30 km, aí a coisa se torna apenas um complemento, sem capacidade de ser um sistema principal; e consequentemente os operadores dependerão de meios convencionais para terem uma maior consciência situacional…

    – Como é a relação entre o material RAM, o desenho furtivo, e as ondas de radio no ambiente? Se essa relação ainda assim for próxima de como a que é a relação com as ondas de radares convencionais, então pode se dizer que o stealth ainda continuará a ser efetivo, pois ainda seria menos detectável que as aeronaves de geração anteriores ( embora mais vulnerável )…

    – Como ele se comportaria em um ambiente de pesada saturação eletrônica, com aeronaves de guerra eletrônica interferindo no ambiente de todas as formas possíveis…?

    Também parece ser lógico que as transmissões das ondas pelo ambiente são o fator decisivo nesse caso… Se elas cessarem ou diminuírem, o radar ficaria inútil ou com uma precisão e alcance muito pequenos para ser efetivo…

    Ao meu ver, a grande vantagem do sistema, entre outras bastante interessantes, é ser passivo, e assim ter uma grande chance de sobrevivência frente a mísseis anti-radar, como o AGM-88 Harm…

    Responder
    • Daniel says:
      12 anos atrás

      Pelo o que eu entendi esse radar não emite qualquer sinal, funciona recebendo o eco dos transmissores de FM no seu alcance. Teoricamente a única maneira de anular tal alvo seria localizar o receptor algo muito difícil de fazer estando ele bem protegido dentro do território inimigo, outra seria destruir as antenas emissoras de FM, algo quase impossível pelo número de alvos a ser batido, um exemplo é minha cidade que apesar de pequena tem mais de dez emissoras de FM e no espaço de poucas dezenas de quilômetros temos acima de uma centena de emissores. se um radar desse tipo se localizasse nessa região esses seriamos alvos a destruir. Se essa tecnologia se mostrar ser o que promete pode ser sim o fim do Stealth.

      Responder
  4. oséias m.g. says:
    12 anos atrás

    acho que com o f-35 sendo vendido ao mundo inteiro e outros países criando “stealths pão com ovo”, todos os brigadeiros do mundo devem estar de cabelo em pé em busca de novos radares, de modo que esta tecnologia deve estar obsoleta antes mesmo de ser paga a sua altíssima conta

    Responder
  5. Wolfpack says:
    12 anos atrás

    Em 1999 o meio utilizado foram as antenas de celulares dispostos sobre o território Sérvio além da imprudência da USAF em repetir diversas vezes as rotas dos F117 da Itália até o T.O.
    O erro custou caro ao aparelho da Skunk Works.

    Responder
  6. pedro says:
    12 anos atrás

    vale lembrar q os radares passivos captam ate mesmo um passaro no ceu sendo mais dificil distinguir entre um alvo ou outro objeto no ceu

    Responder
  7. alexandre farias says:
    12 anos atrás

    É a simplicidade se sobrepondo a a tecnologia lembra de quando na corrida espacial os americanos trabalhavam em uma caneta que esquevese em gravidade zero
    sem que a tinta flutuase dentro do canudo caneta . ai resolverão ver qual era a tecnologia que a união sovietica tinha desenvolvido . eles simplismente escrevião de lapis ..

    Responder
  8. Kelvin Rodrigues says:
    12 anos atrás

    Agora que o Brasil não entra no projeto PAK FA.

    Responder
  9. Wolfpack says:
    12 anos atrás

    Em 1999 os Sérvios aposentaram o F-117 com tecnologia igual a esta, nenhuma novidade no tema.
    http://m.youtube.com/watch?v=XmqLyn4Q15U&desktop_uri=%2Fwatch%3Fv%3DXmqLyn4Q15U

    Responder
  10. Tassio Bruno says:
    12 anos atrás

    O SPECTRA francês é assim?

    Responder

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