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Home Geopolítica

Rússia e China continuam rearmamento

Luiz Padilha por Luiz Padilha
07/03/2013 - 09:10
em Geopolítica
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Os Estados Unidos consideram o ano de 2020 como data importante no processo de alteração da configuração de sua presença militar global. Em 2012,o então secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, declarou em uma conferência sobe os problemas da segurança em Singapura que, até 2020, 60% dos navios da Marinha de Guerra americana, inclusive seis porta-aviões e a maior parte de navios de superfície e submarinos, serão concentrados no Pacífico.

O ano de 2020 também é uma data emblemática para as Forças Armadas russas e chinesas. Até essa altura, 70 por cento dos armamentos no exército russo deverão ser de produção recente. A China também pretende alcançar resultados importantes na aplicação do programa de modernização de suas Forças Armadas.

A Rússia começou a substituir equipamentos militares em 2008, quando foi  significativamente aumentado o financiamento para compra de novas armas. Nos cinco anos passados, o volume dos armamentos modernos no exército russo aumentou de 6 para 16 por cento. Atualmente, as Forças Armadas da Rússia utilizam principalmente armas produzidas nos últimos 5 a 10 anos de existência da União Soviética.

Até 2020, a Rússia tenciona substituir o parque atual de caças Su-27 e MiG-29 por aviões Su-35S, Su-30SM e aviões de quinta geração PAK FA. Os equipamentos atualmente disponíveis nas tropas terrestres serão substituídos por três plataformas de combate versáteis: pesada (Armata), média (Kurganets-25) e leve (Bumerang). A defesa antiaérea será representada por baterias S-400 e S-500. Para além disso, todas as brigadas de mísseis das tropas terrestres terão novos sistemas Iskander.

A substituição de armas soviéticas por novos armamentos levará mais de dez anos. A substituição de navios de superfície levará mais tempo: os dirigentes da Marinha, pelos vistos, ainda não formularam exigências definitivas em relação aos produtores. O projeto de novo porta-aviões encontra-se em fase de discussão, tal como o projeto de destróier pesado equipado de novos sistemas de DAM e de um sistema versátil de controle de armas, semelhante ao sistema AEGIS americano. Especial atenção é dispensada, pelo contrário, à construção de submarinos. Uma parte considerável dos novos submarinos atômicos portadores de mísseis de cruzeiro Yassen e de submarinos atômicos de mísseis do projeto Borei será enviada para o Pacífico.

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O programa russo de rearmamento é semelhante pela dinâmica ao programa chinês. A China alcançou o nível máximo de produção de armas pesadas na primeira metade dos anos 70 do século passado. Entre o fim dos anos 70 e os meados dos anos 90, foi fixada uma queda na quantidade de armas produzidas. Em resultado, mesmo no início dos anos 2000, as Forças Armadas chinesas estavam equipadas, na sua maioria, com armamentos produzidos no período de guerra fria.

Atualmente, o número de tais armas continua a ser considerável. Por exemplo, os antiquados mísseis balísticos DF-4 e DF-5 são até agora um componente importante das forças nucleares estratégicas da China. Apesar dos êxitos militares e técnicos chineses, a substituição destes sistemas obsoletos, desenvolvidos há mais de 40 anos, provoca problemas. Os militares são obrigados a efetuar pesquisas especiais a fim de prorrogar seu prazo de serviço em mais 20 anos. Veteranos das tropas de mísseis, que dedicaram praticamente toda a vida à manutenção destes sistemas volumosos, são solicitados a se manterem ao serviço mesmo na idade da reforma, porque não há especialistas para substitui-los.

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Os últimos caças J-6 foram retirados da Força Aérea chinesa apenas em 2010, enquanto os caças de segunda geração J-7 continuam a ser utilizados até hoje. O número de tanques antiquados dos tipos 59 e 79 ultrapassa a quantidade de veículos novos de tipos 96 e 99. Continuam a ser utilizadas peças de artilharia de projetos soviéticos dos anos 50. No entanto, a ampla herança técnico-militar do passado está a ser dinamicamente substituída. A China considera o ano de 2020 como um certo limiar, altura em que serão alcançados resultados significativos na modernização de suas Forças Armadas.

FONTE: Voz da Rússia

Tags: ChinaLeon PanettaRússiaweapons
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