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Home Geopolítica

Tudo sobre o que realmente há por trás do programa nuclear dos EUA

Luiz Padilha por Luiz Padilha
26/02/2017 - 09:25
em Geopolítica
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© AFP 2016/ BRENDAN SMIALOWSKI

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© AFP 2016/ BRENDAN SMIALOWSKI

Enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump diz que vai expandir o arsenal nuclear dos EUA, a National Interest reporta sobre o que isso representa para expectativas do setor no país.

A publicação militar analisou a história das armas nucleares dos Estados Unidos e revelou por que o país tem esse arsenal, qual a sua função e quais são as expectativas de modernização para o futuro.

Segundo o veículo, desde os tempos da Guerra Fria tem sido fortes diferenças entre os estrategistas norte-americanos sobre o propósito das armas nucleares no país.

O passado

A força nuclear dos EUA é o resultado de uma série de decisões com mais de 70 anos. No início da Guerra Fria, bombardeiros foram a espinha dorsal da defesa, uma vez que suas aeronaves eram superiores aos da União Soviética.

Da década de 1950 até a década de 1960, tanto os EUA quanto a União Soviética diversificaram suas forças estratégicas e ambas as partes logo desenvolveram mísseis de longo alcance. Em seguida, em 1967, o arsenal dos EUA atingiu um pico de cerca de 32.000 armas, de pequenas bombas até grandes mísseis.

Ao longo das décadas, a tríade nuclear — mísseis de terra, projéteis aéreos submarinos — americana já não servia apenas para a sobrevivência e, cada vez mais, tornou-se uma opção para uso em uma variedade de cenários. Essa energia nuclear e suas múltiplas opções permanece, em grande parte, em uso hoje em dia.

O presente

A publicação questionou qual é o propósito do arsenal nuclear dos Estados Unidos na defesa nacional hoje em dia.

Embora o arsenal nuclear dos EUA é seja mais baixo do que era durante a Guerra Fria, ainda está configurado para um grande conflito nuclear com um adversário de igual força.

O país realizou três avaliações das suas forças nucleares (em 1994, 2002 e 2010) e concluiu em cada uma destas oportunidades que tinha que manter a tríade. A National Interest também questionou se a OTAN ainda precisa de suas armas nucleares táticas, uma vez que, de acordo com a publicação, “agora a Aliança Atlântica é convencionalmente o poder superior”.

O futuro

Atualmente, o arsenal nuclear norte-americano enfrenta decisões difíceis sobre modernização, considera a publicação. A Força Aérea e a Marinha dos Estados Unidos estão desenvolvendo planos de fabricar novos bombardeiros e uma nova geração de submarinos, que representarão um “grande custo” para o país norte-americano.

De acordo com a National Interest, como resultado da modernização, os EUA terão um arsenal tático ligeiramente menor do que durante a época da Guerra Fria. Mas, como sempre, a Rússia será usada como pretexto. De acordo com os meios de comunicação, a ideia de um arsenal deste tamanho seria impensável se não fosse para o “ressurgimento da Rússia como uma séria ameaça à segurança dos Estados Unidos”, disse a publicação.

Uma das tarefas da nova administração norte-americana é a realização sua própria revisão da postura nuclear do país. No entanto, os custos de modernização do arsenal americano estimado em centenas de bilhões de dólares, é necessário questionar se as estratégias anteriores e a estratégia nuclear norte-americana têm sentido, concluiu a revista.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, qualificou como “unilateral” o Tratado sobre Redução de Armas Estratégicas (START III) assinado com a Rússia e disse que vai expandir o arsenal nuclear dos EUA. A Rússia, por sua vez, se opõe fortemente que os EUA unilateralmente abandonem o mais recente START III.

FONTE: Sputnik

Tags: Tratado sobre Redução de Armas Estratégicas (START III)
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Comentários 4

  1. Dalton says:
    9 anos atrás

    Esposito…
    .
    você apenas distorce os fatos…se o Japão estava disposto a se render porque um submarino japonês torpedeou o USS
    Indianapólis uma semana antes do bombardeio de Hiroxima ceifando à vida de quase 900 tripulantes ?
    .
    Se o Japão queria de fato render-se como explicar os preparativos que estavam sendo feitos para deter à invasão que
    teria início em novembro ? Um único exemplo é a declaração do Capitão Tameichi Hara que sem navios para comandar
    estava encarregado de uma das muitas unidades de guerrilha.
    .
    A sua querida URSS fez de tudo para sabotar uma possível paz, pois Stálin queria que a guerra durasse o suficiente para
    então finalmente declartar guerra ao Japão quando estivesse pronto, ou seja, três meses após a rendição da Alemanha e
    assim conquistar território ocupado pelos japoneses, na Coreia, na Indochina, etc.
    .

    Responder
  2. Jose Luiz Esposito says:
    9 anos atrás

    Bom somente duas Armas até hoje foram usadas , em um Ataque Covarde contra um País que a tempos se mostrava disposto a Rendição , através da então URSS que representava o Japão diplomaticamente diante dos EUA ,por diversas vezes demonstrava esta intenção aos EUA,porém este protelava a dar uma Resposta ,pois queriam fazer uma Demonstração desta Arma ao Mundo , demonstrando Covardemente em duas cidades ,estas não tinham Alvos Militares ,mas tinham condições ideais para isso,praticamente Sem Defesa !!

    Responder
  3. Carlos Eduardo says:
    9 anos atrás

    Armas Nucleares sempre matarão inocentes. Vai sobrar até para quem não tem nada a ver com o conflito. É preciso que sejam reduzidas sempre. Que bom que estão sucateando. E tomara que nunca sejam usadas.

    Responder
  4. Dalton says:
    9 anos atrás

    O texto deixou de mencionar que os “ICBMs” e “SLBMs”, respectivamente o “Minuteman III” e o “Trident II ” embora ainda válidos
    são antigos, o primeiro desenvolvido nos anos 60 e o segundo nos anos 80 e apesar de terem recebido atualizações terão
    que ser eventualmente substituídos e é preciso pensar desde já pois novos mísseis poderão levar até duas décadas para
    entrarem no orçamento, serem projetados e finalmente colocados em serviço.
    .
    Os novos submarinos (SSBNs) que estão sendo desenvolvidos nos EUA, o primeiro deles a ficar pronto no final da próxima década embarcará o “Trident II” e não um novo míssil.
    .
    Enquanto isso os russos possuem novos “ICBMs” e “SLBMs” e como seus submarinos são mais antigos que os dos EUA já
    iniciaram a construção de novos, com 3 “Borei” já comissionados e outros 5 “Borei Modificados” em construção e/ou já
    encomendados, o último dos quais entrará em serviço antes mesmo do primeiro novo SSBN dos EUA ser batizado.
    .
    Por um motivo que desconheço a fonte, “Sputnik” citou apenas os russos como “pretexto” e esqueceu completamente dos
    chineses que estão expandindo seu arsenal nuclear , 4 SSBNs em serviço e outros 4 em construção, além de “ICBMs” e bombardeiros e que 60% de tudo o que os EUA possuem militarmente encontra-se no Pacífico inclusive um número maior de seus próprios SSBNs.

    Responder

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