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Home Naval

As lanchas rápidas e armadas do Irã que aterrorizam as águas do Golfo Pérsico

Luiz Padilha por Luiz Padilha
04/05/2020 - 11:09
em Naval
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Por Gilberto Ungaretti

Uma única abelha é um incômodo para um ser humano, mas um enxame delas pode ser letal. Com base nessa lógica, o Ministério da Defesa do Irã ocupou as águas do Golfo Pérsico com mais de uma dezena de barcos-patrulha conhecidos como “lanchas voadoras”, por atingirem velocidades superiores a 100 km/h.

A tática é atacar em ondas, interceptando os navios mais lentos (como um porta-aviões, por exemplo), com uso de armamento pesado ou mesmo em ataques suicidas no estilo kamikaze. E depois fugir rapidamente, para evitar retaliações.

Para isso, seus tripulantes dispõem de duas metralhadoras DShK de 12,7 mm (600 tiros por minuto e 2000 metros de alcance), dois mísseis anti-navio Nasr-1 (ogiva de 150 kg e mais de 30 km de alcance) e dois torpedos russos Shkval (velocidade: 360 km/h).

No ano passado, por exemplo, o navio de rastreamento americano USNS Invincible e três navios britânicos foram forçados a mudar de rumo no Estreito de Ormuz quando duas dessas lanchas iranianas se aproximaram. A prova de que tamanho não é documento.

Teerã percebeu que suas forças navais não têm capacidade de sobrevivência ou poder de fogo para enfrentar os adversários em um confronto direto. Por isso, decidiu se apoiar na geografia rasa e confinada do Golfo Pérsico e, especialmente, no ponto de estrangulamento do Estreito, apenas 29 quilômetros de costa a costa, para lançar ataques com essas lanchas.

Calcula-se que nada menos que três esquadrões como esse, com 11 lanchas batizadas de Seraj-1, IPS-18 e Zalfaqar.75, estão sob comando da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana.

Nos Estados Unidos, o Pentágono está bem ciente do perigo que os enxames do Irã representam e está desenvolvendo novas armas para combatê-los, incluindo pequenos foguetes guiados por precisão e até lasers.

O curioso nesse tipo de lancha (capaz de escapar de radares e ser usada nas missões de patrulha e reconhecimento), é sua origem: a Seraj-1 é uma cópia da lancha britânica Bladerunner 51, projetada pela Ice Marine, que em 2005 estabeleceu o recorde de velocidade da “Round Britain”, completando a circum-navegação de 1691 milhas com uma velocidade média de 53,5 nós, com 72 nós de máxima.

FONTE: Náutica

Tags: Lanchas Seraj-1Marinha do Irã
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Comentários 6

  1. Gilberto Rezende says:
    6 anos atrás

    O simples fato delas terem sido mencionadas e haver uma “ordem para abatê-las” mesmo que vindas só do Trumpresidential Twitter mostra cabalmente que estas lanchas não são um perigo irrelevante.
    Se esta ordem militar foi dada de fato ou se é mera trollagem política do EDITADO Yankee só no futuro, se ocorrer um incidente REAL teremos certeza…

    Esconderijos múltiplos no litoral, mantê-las separadas e trocar e ocultar suas localizações constantemente é algo relativamente fácil de se fazer para os iranianos (desde que decidam-se fazê-lo) por ser parte principal de sua estratégia e um investimento significativo de recursos.

    Principalmente se cada uma delas carrega dois torpedos russos Shkaval que se deslocam por supercavitação!

    Só há uma dúvida, se realmente estas lanchas estão equipadas com o torpedo Shkaval-E comprado aos russos ou já usam o torpedo similar Hoot que o Irã alega ter desenvolvido localmente a partir dos Shkaval russos.
    De qualquer forma um vetor destes num estreito mar de 29 km de largura como Ormuz, que o seu meio dista 14,5 km, pode ser militarmente imensamente problemático!!!

    Mesmo considerando ser mais provável que se trate das versões menos capazes do Shkaval que tem alcance em torno de 7 km (a russa mais moderna Shkaval-2 tem alcance entre 11 e 15 km) o perigo é capaz de preocupar qualquer oficial de superfície por maior que seja sua unidade e por mais recursos possua.

    Considerando por hipótese apenas a versão de menor alcance de 7 km e um navio americano no meio do Estreito de Ormuz…
    A lancha iraniana desta parte a 100Km/h em meros 5 minutos ela estará a mais de 8,3 km da costa e a míseros 6,2 Km da unidade americana!!!
    Admita que por mais um minuto, em seis minutos, permaneça furtiva e assim se ela não for interceptada pelo seu perfil baixo, alta velocidade, casco de compósito e um mar de ondas de pouco mais de um metro que a oculte por tempo suficiente dos sensores, ela já estará a 11 km do ponto de costa e a 3,5 km da unidade naval de alvo…
    Se disparar seus dois torpedos Shkaval, estará na metade de seu alcance máximo, maximizando muito sua eficiência e acuracidade o trecho restante de 3,5 km. Na velocidade máxima alegada de 360 Km/h (dependendo da aceleração inicial de 100 Km/h das lanchas aos 360Km/h do torpedo) o alvo pode ser atingido em POUCOS SEGUNDOS!!!
    A 360 Km/h se percorre 6 Kms em um segundo segundo a matemática!!!
    Neste caso hipotético, com a velocidade da lancha e a proximidade do alvo, dificilmente num ataque nesta configuração o torpedo sequer alcance sua velocidade máxima!
    Sendo no caso hipotético o tempo entre o lançamento e o atingimento do alvo muito mais em função da curva de aceleração do torpedo e o tempo para atingir a supercavitação plena quando lançado numa condição próxima da velocidade máxima deste tipo de lancha…

    Pode-se inferir que se o torpedo assim lançado SE não for eficazmente interceptado, ele não só ocasionará enorme dano pela sua ogiva explosiva de de 219 Kg, mas a incrível energia cinética rotativa inerente do uso da supercavitação e da alta velocidade em plena aceleração causarão danos cinéticos adicionais atirando pedaços da estrutura em alta velocidade e em múltiplas direções maximizando o dano estrutural.
    E como se trata de um torpedo-foguete provavelmente metade do propelente sólido existente se adicionará ao efeito destrutivo no alvo como nos Exocets lançados a queima-roupa pelos Super-Etandars Argentinos nas unidades britânicas na Guerra das Malvinas/Falklands….

    Mesmo para um Porta-Aviões nuclear classe Nimitz seria um golpe terrível, mesmo se apenas UM torpedo destes alcançasse o seu alvo!!!

    E o efeito POLÍTICO seria devastador e de consequências imprevisíveis…

    Shkaval russo:
    https://www.youtube.com/watch?v=ADdmmjreVA8

    Hoot iraniano:
    https://www.youtube.com/watch?v=XXCpDK2NQIA

    Para que seus comentários sejam aprovados, evite adjetivos contra o presidente do Brasil. Obrigado.

    Responder
    • Franco says:
      6 anos atrás

      360km/h = 6km/s só na tua matemática.

      Responder
  2. Felipe Salles says:
    6 anos atrás

    Esse artigo tem diversas inconscistências… Navios aeródromis de propulsão nuclear são qualquer coisa menos “lentos” tanto que sua velocidade máxima é confidencial. Dez unidades dessa lancha nunca podem ser entendidos como um número capaz de ameaçar um CSG da US Navy, precisaria ser ao menos 5 vezes isso pra os SH-60 dos escoltas com sua metralhadora .50 e seus mísseis, não conseguirem dar conta. Finalmente, o Irã ainda não usa o torpedo supercavitante Shkval, só os russos. Além do mais, ele mede 8m de comprimento e pesa 2700kg, duvido que não seja lancha de 16t possa carregar tal monstro operacionalmente…

    Responder
  3. Clayton says:
    6 anos atrás

    Qual a probabilidade de um conjunto de lanchas dessas conseguir afundar um navio americano? E qual seria a resposta da US Navy caso um navio acabasse sendo atingido por uma lancha dessas?

    Responder
  4. João Gabriel says:
    6 anos atrás

    Simples, só bombardear o porto ao qual estão baseadas, umas lanchinhas de fibra de vidro não serão incomodo para a marinha mais poderosa do mundo.

    Responder
  5. SERGIO LAMARCA LEITE says:
    6 anos atrás

    Bastante interessante a hidrodinâmica.

    Responder

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