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Home Naval

Brasil se prepara para 2ª fase do enriquecimento de urânio

Luiz Padilha por Luiz Padilha
01/09/2016 - 11:49
em Naval
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INB logo

As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estão se preparando para entrar na 2ª fase do enriquecimento isotópico de urânio. Atualmente, a usina de enriquecimento da INB, localizada em Resende, RJ, possui seis cascatas de ultracentrífugas em operação, atendendo cerca de 40% das necessidades de Angra 1. Após concluída a fase atual de implantação da Usina – primeira etapa –, com a construção e entrada em operação de mais três cascatas, serão atendidas 100% das necessidades de urânio enriquecido da usina de Angra 1 e 20% de Angra 2.

Os detalhes desta 2ª Fase do enriquecimento isotópico de urânio no Brasil vão ser detalhados pelo próprio presidente da INB, João Carlos Derzi Tupinambá, durante sua participação no VII Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN 2016), que acontece nos próximos dias 20 e 21 de setembro, no Centro Cultural FGV, no Rio de Janeiro. O presidente da INB participa de um painel que vai debater o tema “Combustível nuclear – como gerar novos negócios e oportunidades para o Brasil”.

Recentemente, a INB anunciou a exportação, pela primeira vez, de urânio enriquecido para a Argentina. O contrato, assinado com a empresa estatal argentina Combustibles Nucleares Argentinos S.A. (Conuar), prevê a exportação de quatro toneladas de pó de dióxido de urânio (UO2) para serem utilizadas na carga inicial de combustíveis do reator modular argentino Carem.

Além do Brasil, apenas outros 11 países dominam o ciclo de enriquecimento do urânio. A tecnologia utilizada na unidade da INB em Resende é a de ultracentrifugação para enriquecimento isotópico do urânio, que foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN). Segundo João Carlos Derzi Tupinambá, esse primeiro fornecimento ao país vizinho, “além de ser um marco nas relações Brasil-Argentina, consolida a presença da INB, e portanto do Brasil, no cenário internacional do enriquecimento de urânio para fins pacíficos”.

SIEN 2016 debate novo modelo

Os temas de vários painéis e palestras do Seminário Internacional de Energia Nuclear – SIEN 2016 já estão definidos. O SIEN 2016 terá como tema central “Um Novo Modelo de Financiamento para o Negócio Nuclear no Brasil”. Através de painéis e palestras, o Seminário irá trazer discussões sobre a política nuclear no Brasil, os desafios para o desenvolvimento e gestão do setor no país, novas tecnologias e soluções para construção e operação de usinas nucleares, bem como os diversos usos da radiação para fins pacíficos.

O SIEN 2016 tem por objetivo dinamizar o debate e apresentar soluções e novas tecnologias para o desenvolvimento nuclear, criando um espaço importante para a discussão e intercâmbio técnico-profissional, além de um ambiente favorável para a realização de negócios. O Seminário chega à sétima edição como uma referência na discussão nuclear, reunindo empresas brasileiras e internacionais, autoridades do governo, agências internacionais, técnicos e gestores da cadeia industrial do setor, universidades, institutos de pesquisa, associações técnicas, profissionais e empresariais, entre outros segmentos. O evento, promovido anualmente pela Planeja & Informa Comunicação e Casa Viva Eventos, contará este ano com a parceria da FGV Energia, Centro de Estudos e Pesquisas da Fundação Getúlio Vargas.

No painel que debaterá o tema principal do SIEN 2016 estarão, entre outros, o especialista Otávio Mielnik, da Fundação Getúlio Vargas; Leonam dos Santos Guimarães, Diretor de Planejamento, Gestão e Meio Ambiente da Eletronuclear; Luiz Alberto da Cunha Bustamante, consultor legislativo do Senado Federal para a área de Minas e Energia, e Antonio Ferreira Muller, presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN). As discussões sobre “Experiências e modelos de parcerias para gestão, construção e operação no setor nuclear” contarão com a participação de Orpet Peixoto, diretor da AF Consult, empresa que atua em 80 países e está presente no Brasil desde 2012 na atividade de engenharia consultiva com foco nas áreas automotiva, de celulose e de energia nuclear. O painel terá também um representante da estatal russa de energia nuclear Rosatom e da francesa Areva / Atmea, líder global em energia nuclear e renovável.

SNB Álvaro Alberto SN-10 - Imagem criada por Rubens Paiva e editada pelo DAN

O Vice-Almirante Ney Zanella dos Santos e o Contra-Almirante Luciano Pagano, respectivamente diretor presidente e diretor comercial da Amazul, apresentarão as atividades de projetos de instalações nucleares da empresa, criada em 2013 com o objetivo de promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Vale lembrar que a tradicional visita técnica que encerra o SIEN será este ano ao Estaleiro e Base Naval de Submarinos (EBN) da Marinha do Brasil, em Itaguaí, região metropolitana do Rio, onde está sendo implementado o Prosub.

Tags: Indústrias Nucleares do Brasil (INB)VII Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN 2016)
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Comentários 3

  1. Jakall says:
    10 anos atrás

    Boa tarde, ótima idéia…Seria muito bom

    Responder
  2. Curiango says:
    10 anos atrás

    Bem q a MB poderíamos faze rum especial mostrando o status dessas obras

    Responder
  3. mauricio matos says:
    10 anos atrás

    Como anda a construção do nosso primeiro Scorpene e a base de Itaguaí ? está chegando o final do ano e com ele o natal a MB poderia fazer um vídeo mostrando o andamento das obras no submarino e a base. Seria um presente de fim de ano para os leitores do DAN

    Responder

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