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Ciberataques no Brasil triplicaram durante a Olimpíada, segundo dados do Arcon Labs

Luiz Padilha por Luiz Padilha
24/08/2016 - 10:17
em Naval
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ciber

São Paulo, 24 de agosto de 2016 – A Olimpíada do Rio de Janeiro terminou no domingo e o quadro de medalhas todo mundo já conhece. Mas o que muita gente não sabe é que durante todo o tempo dos Jogos, uma maratona cibernética aconteceu.

Um levantamento realizado pelo Arcon Labs – equipe de inteligência que analisa tendências de ameaças, promove estudos e gera a threat intelligence utilizada nos serviços prestados pela empresa – mostra que a performance dos hackers foi digna dos atletas de ponta. Segundo os especialistas, os cibercriminosos começaram a agir antes, aumentando os ataques de reconhecimento de alvos para que, durante o período dos Jogos, os ataques com intuito de roubos se concretizassem em alvos qualificados. Entre julho e agosto foi registrado um crescimento geral de 196% de ciberataques. Confira o ranking das modalidades que mais se destacaram:

1º – Ataques automatizados (crescimento: 715%)

A medalha de ouro foi para os ataques automatizados. Entre os mais comuns estão:

Worms – se multiplicam através de vulnerabilidades de aplicação ou rede e têm como objetivos enviar documentos para fora da empresa, roubar identidades ou até mesmo inundar uma rede.

Botnets – são redes de computadores zumbis controlados remotamente por um hacker, que as utiliza para enviar spam e iniciar ataques de DoS ou DDoS.

2º – Ataques de DoS e DDoS (crescimento: 330%)

Como era de se esperar, uma vez que foi o grande vilão na última Copa do Mundo, esses ataques tinham como objetivo tornar indisponíveis grandes servidores, serviços e infraestruturas.

3º Ataques WEB (crescimento: 231%)

São ataques a sites se aproveitando de vulnerabilidades para comprometê-lo. Os objetivos eram os mais variados: manchar a imagem da empresa ou instituição, acessar o ambiente de TI e roubar dados confidenciais.

4º – Ataques Buffer OverFlow (crescimento: 91%)

Trata-se de um tipo de ataque que busca explorar falhas de softwares, aplicações e sistemas operacionais até resultar em um acesso ilegal.

5º – Malwares – crescimento: 38%

Mais de 480 mil códigos maliciosos foram disparados com o objetivo de infectar máquinas, interromper sistemas, ganhar acesso não autorizado ou coletar informações sobre o sistema ou usuário sob ataque.

FONTE: BrainStory Comunicação

Tags: CiberataqueRio 2016
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Comentários 1

  1. Lemes says:
    10 anos atrás

    E por falar de cyber ataques, foram vazados todos os dados técnicos dos scorpene. Agora ficou uma maravilha. Além de termos um dos programas de construção de submarinos mais caros e cheio de suspeitas do mundo, pelo menos agora podemos saber de todas as capacidades e vulnerabilidades destes submarinos. Em detalhes. Pena que agora o resto do mundo também saiba.

    Responder

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