Por Guilherme Wiltgen
Dando continuidade à agenda de acompanhamento de projetos estratégicos e prospecção de novas capacidades para a Marinha do Brasil, o Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN), Almirante de Esquadra (FN) Carlos Chagas Vianna Braga, realizou uma visita institucional à matriz da IDV (Iveco Defence Vehicles) em Bolzano, na Itália.

A comitiva brasileira foi recebida pelo CEO da IDV LATAM, Humberto Spinetti, e pela alta diretoria da empresa. O encontro teve como foco principal a apresentação das capacidades industriais do complexo de Bolzano e o portfólio de soluções de Defesa da fabricante.
Durante a visita, foram destacadas as viaturas blindadas sobre rodas de última geração:
SUPERAV 8×8: Plataforma anfíbia de alta mobilidade, projetada especificamente para operações expedicionárias e desembarques em ambientes contestados, oferecendo proteção balística e contra minas.
Centauro II 8×8: Referência em poder de fogo e versatilidade, equipado com canhão de 120mm, representando o estado da arte em sistemas de armas sobre rodas para cavalaria mecanizada. O Centauro II foi selecionado pelo Exército Brasileiro em 2022, dentro do Projeto Viatura Blindada de Combate de Cavalaria Média Sobre Rodas 8×8 (VBC Cav-MSR 8×8).

A visita visa conhecer as alternativas disponíveis para a modernização dos meios e o incremento da prontidão operacional do Corpo de Fuzileiros Navais.













Em termos de peso, o Centauro 2 teria maiores vantagens no seu transporte em operações anfibias, em relação a outros candidatos em esteiras, com o mesmo armamento, apesar das limitações do uso de rodas, mas nada que não se possa ter um uso bem planejado! Quanto ao Super AV, seria uma ótima aquisição para a substituição dos excelentes MOWAG PIRANHA 5, que não têm capacidade de movimentação anfíbia em mar! E, se ambos puderem serem montados aqui e terem alguns itens fabricados nacionalmente, na fábrica da IDV e no Arsenal do Rio (a torre HITFACT 2, para o Centauro 2), seria maravilhoso.
Outras opções podem ser produtos da Rheimetall. Tentar com os israelenses não pode porque o presidente não gosta deles.
Tentar com os americanos também não porque o presidente não gosta deles também, tentar com os chineses também não dá por que quem não devem gostar deles (em termos de doutrina) são os fuzileiros.
A aquisição do Pok e a operação do Atlântico, Bahia e Sabóia podem ter determinado essa nova aquisição de meios para os Fuzileiros (e dependendo da necessidade até em apoio ao Grumec). Além disso, a obsolescência a médio prazo das atuais viaturas também reforçam um novo lote de blindados. Agora, como o emprego de drones em larga escala como vemos hoje contribui para uma nova doutrina para a Marinha não deixa de ser outra justificativa para se atualizarem.