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Entrevista com Ruben Lazo, vice presidente da Thales na América Latina

Luiz Padilha por Luiz Padilha
18/08/2016 - 21:34
em Naval
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Ruben Lazo

Por Roberto Caiafa

O mercado aeroespacial brasileiro aproxima-se de um marco histórico, o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), um híbrido destinado a atender tanto as demandas por comunicações satelitais das Forças Armadas quanto do Estado Brasileiro.

Para falar um pouco mais sobre esse importante momento que se avizinha, e outros marcos de Thales Group, cujo planejamento estratégico tem como objetivo dobrar o seu tamanho na América Latina até 2019, Infodefensa.com ouviu Ruben Lazo, vice-presidente da Thales para América Latina.

A contagem regressiva do Satélite Geoestacionário Defesa e Comunicações aproxima-se da data do seu lançamento. As facilidades de solo, após a instalação das antenas e sistemas associados, já estão funcionais? Os testes do satélite em Cannes já foram concluídos? A previsão de lançamento em janeiro de 2017 está mantida? A qualificação do pessoal foi finalizada?

Sim, o satélite está seguindo o cronograma de testes, programado em Cannes. O principal deles é o teste chamado “Vide Thermique”. Este teste foi efetuado e concluído com sucesso no mês de junho passado. O satélite agora passará pelo teste de vibrações e depois pelo teste global de comunicações. As instalações da estação de controle do satélite estão também sendo finalizadas. A qualificação do pessoal foi terminada. A equipe estará apta para atuar depois do lançamento. O lançamento do satélite é de responsabilidade da Visiona com Arianespace. Com a finalização do satélite e da estação de controle, a Thales está pronta, dependendo da data de oportunidade dentro do calendário deles para o lançamento do satélite.

A Thales apresentou na Eurosatory, realizada em junho desse ano, o Ground Master 60, um radar tático de alta mobilidade, adaptável a viaturas militares. Esse radar pode complementar os tipos atualmente em uso ou em desenvolvimento pelo Exército Brasileiro? O produto pode ser nacionalizado através da Omnisys?

Esta nova versão do Ground Master 60, apresentado na Eurosatory 2016, abrange as melhores tecnologias desenvolvidas pela Thales em termos de radares terrestres. É o complemento perfeito para os radares de longo e médio alcance da família Ground Master. A fabricação desse radar no Brasil é perfeitamente possível e está alinhada com a estratégia da Thales de fazer do País um centro de excelência em radares. Em sintonia com essa estratégia, a Omnisys já fabrica desde 2007 o radar primário de longo alcance LP23SST, um produto estratégico de defesa exportado para diversos países. E, a partir da inauguração da plataforma industrial feita no final de 2015, passamos também a fabricar o radar secundário monopulso RSM970S.

A Thales selecionou para o mercado brasileiro uma série de tecnologias dimensionadas para emprego na Segurança Pública e Homeland Security, incluindo drones, sistemas de comando, controle, comunicações, vigilância, inteligência. O Programa Cidade Segura implementado na Cidade do México é referência mundial no tema. Quais os mercados que a Thales está trabalhando no Brasil, e já existem conversações com clientes em potencial?

A Thales não divulga informações sobre contratos em andamento. Mas podemos adiantar que vários projetos estão em desenvolvimento na América Latina, incluindo o Brasil. Ressaltamos que temos todas as condições de oferecer ao mercado brasileiro nossas soluções e projetos para segurança pública e Homeland Security, a exemplo do México, onde implementamos as mais avançadas tecnologias disponíveis para fornecer vigilância por vídeo, analisar imagens e outras informações de inteligência, assim como lidar com as chamadas de emergência, gerir eventos de grande escala, desastres naturais e simular situações de emergência. Com base em nosso expertise no setor de defesa, a Thales tem todas as competências necessárias para implementar essas tecnologias em ambientes complexos, adaptar e customizar soluções para as necessidades operacionais e fornecer o treinamento do usuário necessário. O objetivo da Thales é “simplificar a complexidade”, capacitando os gestores e fornecendo informações claras, oportunas e operacionalmente relevantes sobre seu ambiente.

A cidade de São Paulo possui uma complexa mobilidade, controlada através de um eficiente gerenciamento do sistema de transportes, incluindo os trens e metros. Qual é o papel da Thales nesse estratégico setor, e quais as tecnologias que estão sendo oferecidas ao País e seus Estados, para incrementar a capacidade de transportar diariamente milhares de pessoas?

Especificamente, na cidade de São Paulo, a Thales vem participando da implantação da Linha 17 – Ouro, do Metrô de São Paulo. Neste projeto, a Thales está fornecendo soluções de Sinalização CBTC (sem Condutor), Telecomunicações, Informação ao Passageiro & Multimedia, assim como Videovigilância. Somos também fornecedores das soluções de Sinalização, Telecomunicações, Informação ao Passageiro & Multimedia, e Videovigilância, para o VLT da Baixada Santista. Além desses importantes Projetos, o portfolio de soluções da Thales contempla as mais modernas tecnologias para sistemas de Trens Intercidades, Regionais, Suburbanos, Linhas de Carga, assim como Sistemas de Bilhetagem Eletrônica, sem a necessidade de operador. A Thales é, hoje líder mundial de soluções de Sinalização CBTC (com e sem Condutor) para sistemas de transporte metropolitano sobre trilhos.

FONTE: Infodefensa

Tags: Ruben LazoSGDC-Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações EstratégicasThales Group
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