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Home Naval

Força de Submarinos brasileira continua liderando na região apesar da crise

Luiz Padilha por Luiz Padilha
19/12/2017 - 20:42
em Naval
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O Brasil é o único país da América Latina com quatro submarinos de seu próprio desenvolvimento e determinado a construir outros quatro convencionais e um quinto nuclear apesar das restrições orçamentárias, segundo comentou a Marinha brasileira à Sputnik.

No momento, o país dispõe de cinco submarinos: quatro de ataque convencional da classe Tupi, entre os quais o Tupi, único fabricado na Alemanha e adquirido em 1989, o Tamoio (1994), o Timbira (1996), o Tapajó (1999) e o maior e mais moderno Tikuna (2005), segundo os dados fornecidos à agência. Os últimos quatro foram construídos no Arsenal de Marinha no Rio de Janeiro.

Na fase da construção se encontram outros quatro submarinos convencionais, baseados na classe francesa Scorpène como parte do acordo de cooperação militar que foi firmado em 2009 pelo então presidente do país Luiz Inácio Lula da Silva com seu homólogo francês Nicolas Sarkozy.

O primeiro, batizado de Riachuelo, poderá estar pronto até o fim de 2018 e os outros três devem ser entregues antes de 2022, segundo informou a Marinha do Brasil.

Até o fim da década de 2020 poderá estar pronto a ser lançado o primeiro submarino nuclear do Brasil, Álvaro Alberto, denominado em homenagem ao almirante pioneiro da criação do programa nuclear brasileiro e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

O governo de Lula (2003-2011) argumentou a necessidade de reforçar o equipamento militar naval após a descoberta de hidrocarbonetos pré-sal, enormes depósitos de petróleo em águas ultraprofundas, debaixo de uma camada de sal na plataforma continental do sul do país.

Função específica

O Brasil, ao contrário do México, que não possui frota submarina, considera que este navio é “por excelência, o meio naval de melhor eficácia na negação do uso do mar ao inimigo, bem como um importante meio naval de dissuasão”, diz o texto da Marinha entregue à Sputnik.

Este tipo de navios é empregue também em “operações secundárias” que exigem um sigilo que outros navios não têm.

“Por exemplo, o submarino pode minar a entrada de um porto sem que o inimigo note sua presença” ou prestar apoio “em operações especiais quando penetra no território marítimo inimigo de forma oculta, transportando agentes de forças especiais até perto do alvo, lançando-os para que realizem uma missão determinada”, explica a Marinha.

O uso de submarinos é regulado por um período de seis anos de operações no mar e de rotinas de manutenção. Com o fim deste prazo, o submarino passa por trabalhos de manutenção geral, ou seja, revisão e modernização, entre outros.

O Tupi, por exemplo, concluiu sua operação de manutenção geral em 2016. Atualmente, por esta renovação passam os submarinos Tamoio e Tikuna. Os próximos serão o Timbira e o Tapajó.

O mínimo necessário

Todos os submarinos que estão prontos para operar já cumpriram o índice de disponibilidade anual previsto. Em novembro, o porta-voz da Força de Submarinos, comandante Vladimir Lourenço, afirmou ao Folha de São Paulo que a Marinha do Brasil opera “dentro do mínimo necessário” e que “houve redução significativa” de dias no mar para diminuir os custos.

A intenção é poupar na estrutura da embarcação, cujas baterias se desgastam com a utilização, assim como em combustível e em todo o aparato de apoio de que precisa cada submarino quando sai para navegar.

Treinamento

Para que um militar se torne submarinista é necessário um extenso período de adaptação. A bordo dos submarinos se realizam diariamente treinamentos de combate a avarias, tanto no mar como em porto. No período operativo do submarino, a tripulação passa por várias etapas de treinamento que permitem avaliar sua prontidão para combater avarias, incêndios, inundações e gases tóxicos, entre outros. O submarino apenas estará pronto para navegar se a comissão avaliadora considerar que a tripulação pode superar os vários tipos de avarias.

Operação de busca

As fontes da Marinha brasileira se recusaram a comentar o incidente com o submarino argentino ARA San Juan, desaparecido em 15 de novembro no sul do Atlântico.

“Podemos mencionar que há recursos de salvamento existentes no interior dos submarinos, além da Marinha do Brasil possuir o navio de socorro submarino Felinto Perry, que tem capacidade para resgatar tripulações de submarinos sinistrados até 300 metros de profundidade”, conforme a informação entregue pela Marinha.

Especialistas de resgate de submarinos se encontram anualmente para discutir o tema e desenvolver novas técnicas sob direção da agência especial da OTAN para operações de evacuação e resgate submarino (ISMERLO, na sigla em inglês), segundo informa a Marinha brasileira.

FONTE: Sputnik

Tags: FORSUB
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Comentários 11

  1. jose luiz esposito says:
    8 anos atrás

    FILIPE , veja , quando tivermos 10 SUBS , somente teremos condições de colocar no Mar simultaneamente talvez Meia Dúzia , e então , o que pensas ? A Itália tem um Lago em sua volta e para lá ela tem 6 , a Turquia 15 , a Grécia idem , e o Brasil com um Oceano Vastíssimo , 6/10 ou por aí , assim apenas estamos de Brincadeira e com a Defesa , coisa que não se Brinca !

    Responder
  2. jose luiz esposito says:
    8 anos atrás

    Para os comentaristas ! Para que serve e querem uma Marinha , para fazer joguinho no Papel , país tal tem 5 alguma coisa , então temos 6 ; do México a Argentina , nunca teremos Guerras e Atritos , são nossos irmãos e amigos , têm a mesma origem e formação que nós brasileiros , então se fosse por eles não precisaríamos ter 5 ou 6 qualquer coisa , devemos Mirar o Agressor , todos nós sabemos quem o é , então esta disputa se tal vizinho tem X navios , deveremos ter X+1 ou 2 , ainda não perceberam ser brincadeira de Defesa !!

    Responder
  3. filipe says:
    8 anos atrás

    Devagarzinho , chegaremos lá.. Dentro em breve teremos 10 submarinos ( 4 Tupi + 1 Ticuna + 4 SBR Riachuelo + 1 SNBR Alvaro Alberto) , o que já deixará a MB muito a frente de qualquer Marinha Sul Americana, e com o PROSUB dando um Estaleiro e a Maior Base Naval do Hemisfério Sul, estrategicamente poderemos posicionar forças submarinas onde ninguém imagina, podermos atacar qualquer país da face da terra, e qualquer navio ou submarino , em qualquer oceano , isso é a maior projecção de poder e dissuasão jamais vista na América do Sul , ou mesmo no Hemisfério Sul. Orgulho de ser Brazuca…

    Responder
  4. jose luiz esposito says:
    8 anos atrás

    Força de Submarinos brasileira somente para liderar a Região , onde nossos vizinhos são irmãos e amigos , com a mesma origem e formação brasileira , mas não para a Defesa Real do Brasil, quando precisamos de mais de 30 SUBs , aí sim teríamos uma Força de Defesa que travaria qualquer Marinha realmente inimiga , e que todos nós sabemos qual é , mas para aparecer para a do Peru , Colômbia , etc , é apenas uma força de Papel , tal como a Esquadra da Republiqueta de 1893/4 !!

    Responder
  5. FERNANDO says:
    8 anos atrás

    Sim, salvamento até 300 metros de profundidade.

    E se………………

    Estiver a uma profundidade superior…

    Existem protocolos para este resgate na MB?

    Responder
  6. Gil says:
    8 anos atrás

    Falei de 4 pra abordar os que foram montados no Br, o primeiro (do total de 5 que temos) foi na Alemanha senão recordo mal

    Responder
  7. Gil says:
    8 anos atrás

    A reportagem começa mal, fala que a gente desenvolveu os 4 submarinos (algo e muito pouca coisa do Tikuna poderia ser) quando somente montamos eles no Brasil, sigo lendo o resto agora.

    Peru tem 5 submarinos e Chile tem 4, tampouco somos a maior frota da região, ainda que brevemente vamos passar a ser lo.

    Responder
  8. Ibanez says:
    8 anos atrás

    O melhor meio de dissuasão seria um submarino nuclear com capacidade de lança ICBMs! Mas como no Brasil parece ser um país fadado ao papel de coadjuvante o que nos resta é rezar pra nunca nos envolvermos em um conflito, porque acho que nem dos países pequenos como alguns dos nossos vizinhos seriamos capazes de ganhar! (Frustrado e desanimado com esse país!)

    Responder
  9. Geovano says:
    8 anos atrás

    Ola, uma curiosidade, no terceiro paragrafo cita a capacidade de lançar forças especiais em territorio inimigo. Nossos sub possuem esta capacidade? Existe uma saida em submerso para um bote/tropas especiais? Ou é no sistema mais bruto, tipo o submarino “fora” da agua, saem pela escotilha, pulam em botes e seguem a missão?

    Responder
    • Luiz Padilha says:
      8 anos atrás

      O sub emerge parcialmente e os mecs saem pela escotilha de vante. O bote é retirado de seu casulo existente no sub.

      Responder
  10. alexandre says:
    8 anos atrás

    O MD já lançou o RFP das corvetas Tamandares , está no site oficial.

    Responder

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