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Home Naval

Navio brasileiro de apoio oceanográfico “Ary Rongel” regressa da Antártida

Luiz Padilha por Luiz Padilha
31/03/2018 - 11:37
em Naval
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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

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Na sexta-feira (30), o Navio de Apoio Oceanográfico (NapOC) Ary Rongel atracou no porto de Rio Grange-RS, onde permanecerá até o dia 01 de abril.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Após quase seis meses em missão no Continente Antártico, o NApOc “Ary Rongel”, sob o Comando do Capitão de Mar e Guerra Antonio Braz de Souza, retornará e atracará na Base Naval do Rio de Janeiro, localizada na Ilha de Mocanguê – Niterói – RJ, no dia 05 de abril, concluindo sua participação na Trigésima Sexta Operação Antártica (OPERANTAR XXXVI), em assistência ao Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR).



Assim, tendo saído do Rio de Janeiro em 13 de outubro de 2017 rumo à Antártica, o Navio de Apoio Oceanográfico “Ary Rongel” opera nesse continente com as principais tarefas de dar apoio logístico e reabastecimento dos Módulos Antárticos Emergenciais (MAE) da EACF, bem como apoiar projetos de ciência e tecnologia nas mais diversas áreas, como Oceanografia, Hidrografia, Biologia, Geologia, Antropologia e Meteorologia. As atividades científicas envolveram profissionais de diversas instituições de ensino e pesquisa no País, que desenvolvem trabalhos utilizando os nossos “Navios Antárticos” como plataforma de coleta de dados ou de apoio para o estabelecimento de diversos acampamentos na região polar austral.

O “Gigante Vermelho”, que realizou sua vigésima quarta viagem ao continente gelado, apoiou a EACF e os projetos científicos com o transporte de pessoal, gêneros, combustível, maquinário e material de pesquisa. Para tanto, foram empregados os seus botes orgânicos e ainda teve à disposição um Destacamento Aéreo Embarcado (DAE), com dois helicópteros do tipo Esquilo.

No apoio aos projetos científicos, teve importante participação nos projetos Alexander Kellner, que estuda a prospecção de fosseis do cretáceo da sub-bacia James Ross e evolução da fauna de vertebrados visando a reconstituição paleoambiental e biogeográfica da Península Antártica (PALEOANTAR II); Eduardo Secchi, que estuda as interações biológicas em ecossistemas marinhos próximos a Península Antártica sob diferentes impactos de câmbios climáticos (INTERBIOTA); Paulo Câmara, que estuda as populações de musgos e líquens selecionados, especies-alvo, a fim de melhor entender o valor evolutivo e utilidade taxonômica das variações morfológicas encontradas entre as populações antárticas com distribuição bipolar; Schaefer, que estuda o aprofundamento e consolidação da Rede TERRANTAR de monitoramento de mudanças ambientais e climáticas na paisagem e permafrost da Antártica; Ulisses Bremer, que estuda o balanço da energia superficial e seu controle no permafrost e camada ativa da Península Fildes e Antártica Marítima (INCT CRIOSFERA); e Zarankin, que estuda as características das primeiras ocupações na Antártica vinculadas a exploração de mamíferos marinhos nas Ilhas Shetland do Sul.

O Navio também participou dos diversos voos de apoio recebendo militares, servidores civis e pesquisadores, cujos esforços de várias esferas do Poder Público e cooperação internacional interagiram em perfeita sintonia para o transporte, permanência e salvaguarda de pesquisadores e do seu material na Antártica. Neste contexto, aeronaves Hércules C-130 da Força Aérea Brasileira fizeram voos de apoio regulares que partiram do Brasil com destino à Base Aérea Chilena Presidente Eduardo Frei, próxima à EACF. Já em solo Antártico, os pesquisadores, visitantes, jornalistas e autoridades convidadas, civis e militares, brasileiras e estrangeiras, foram apoiadas pelo Navio.

FONTE: R3



Tags: NApOc Ary Rongel (H 44)
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Comentários 3

  1. Fabricio Tavares says:
    8 anos atrás

    Tendo entrado em serviço em 1981 (na MB desde 1994), o Ary Rongel se aproxima do fim de sua vida útil. Foi o navio brasileiro mais utilizado na Antártida (o Barão de Teffé realizou dezessete expedições, sendo doze sob a bandeira do Brasil), e logo necessitará de um substituto.

    Responder
    • Walter says:
      8 anos atrás

      Não é Antártida meu amigo e sim Antártica. Palavra esta derivada de ” Continente Antártico “

      Responder
      • Fabricio Tavares says:
        8 anos atrás

        Antártica é adjetivo e Antártida é substantivo, embora haja alguns que pensam que tanto faz. É uma confusão semelhante à que se faz com a palavra “homofóbico”: quem pratica homofobia é homófobo, e não “homofóbico”. Mas quase todo mundo usa a segunda expressão, o que é um absurdo semelhante a dizer que um cachorro com raiva é “hidrofóbico”, ou que alguém que não gosta de estrangeiros é “xenofóbico”. Sacou?

        Responder

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