Por Guilherme Wiltgen
A Marinha do Brasil (MB) emitiu um sinal de alerta em relação ao cronograma do PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos). Para evitar uma indesejada descontinuidade nas atividades de engenharia e construção em 2026, a Força Naval aponta a necessidade urgente de um aporte suplementar na ordem de R$ 1 bilhão para o Submarino Convencionalmente Armado com Propulsão Nuclear (SCPN).
Este montante é classificado pelo almirantado como o “mínimo existencial” para que o cronograma do SN-BR Álvaro Alberto não sofra novos atrasos.
Gargalo Orçamentário
Apesar do recente fôlego financeiro proporcionado pela Lei Complementar 221/2025, que injetou R$ 1 bilhão por meio de crédito suplementar em dezembro de 2025, a pressão sobre o orçamento de 2026 permanece elevada. Dos recursos previstos, restam apenas cerca de R$ 890 milhões disponíveis para o próximo exercício, valor considerado insuficiente para cobrir os custos fixos e os contratos de transferência de tecnologia (ToT) com o Naval Group.
O risco não é apenas de ordem material, mas de capital humano. Uma paralisação parcial nos setores do Complexo Naval de Itaguaí (CNI) e no Labgene (Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica) poderia resultar na dispersão de equipes de engenheiros e técnicos altamente especializados, cuja formação leva anos e é estratégica para a soberania nacional.

O salto tecnológico representado pelo SN-BR é o grande diferencial das unidades convencionais, a propulsão nuclear garante ao Brasil a capacidade de manter patrulhas de longa duração em águas profundas, com velocidade superior e sem a necessidade de retornar à superfície para o recarregar as baterias(snorkeling), o que torna muito mais difícil a sua detecção.
A Defesa da “Amazônia Azul”
A demanda por recursos surge em um momento de inflexão na retórica do Governo Federal. Recentemente, o Presidente da República reiterou a necessidade de fortalecer a Base Industrial de Defesa (BID) para garantir a dissuasão contra ameaças externas.
Para a Marinha, o nível ideal de investimento anual para o PROSUB deveria orbitar entre R$ 3 e R$ 4 bilhões. Atualmente, o programa sobrevive com repasses fracionados que, embora evitem o cancelamento de contratos internacionais, não permitem a aceleração necessária para o cumprimento das metas de longo prazo da Estratégia Nacional de Defesa.
É preciso ressaltar que o PROSUB não é apenas um projeto de construção naval, é o pilar da dissuasão estratégica brasileira no Atlântico Sul. Qualquer interrupção no fluxo financeiro do SCPN pode jogar no ralo décadas de investimento e a própria autonomia tecnológica do setor nuclear brasileiro.
Atual estágio da Classe Riachuelo:

O PROSUB, fruto da parceria estratégica com a França, já entregou resultados concretos na vertente convencional (diesel-elétrica):
1) Submarino Riachuelo (S 40), Humaitá (S 41) e Tonelero (S 42): Já incorporados à Armada.
2) Submarino Alte Karam (S 43): Lançado ao mar em novembro de 2025, está realizando testes e integração dos sistemas.













depois acham ruim quando chamamos os militares de incompetentes
País pobre como Brasil foi um erro querer desenvolver e construir um sub nuclear, sendo que a Marinha já esta assustada com os custos operacionais dos Sub Scorpene, imagina o custo operacionais de um sub nuclear…
Nesta notícia o que surpreende é o seguinte. Houve um aporte extra no orçamento. Ou seja, entrou um recurso não previsto originalmente. E mesmo assim faltou mais 1 bilhão de Reais que seria o mínimo para manter o programa? Então a Marinha não havia previsto esse recurso mínimo para manter o programa no orçamento deste ano? No mínimo isso é estranho.
Pois essa conta não fecha… R$ 1 bilhão de recursos extra, mais um déficit de R$ 1 bilhão no programa (imagino que além da dotação orçamentária original). Quem é mesmo o gerente de projeto desse programa?
Ninguém duvida do fato de que um SubNuc é uma plataforma de dissuasão formidavel que eleva as capacidades de qualquer Marinha a um patamar superior que pouquíssimos tem acesso.
Porém temos que reconhecer que a decisão da MB de se aventurar neste projeto bilionário e de longuíssimo prazo num país onde a instabilidade econômica é crônica, permanente e irresolúvel, foi no mínimo irrefletida e impulsiva, para não dizer, irracional.
A própria MB demonstra a décadas a falta de eficiência e competência na administração de suas verbas. Permitiram que o propósito derradeiro da Força fosse deixado de lado para transformá-la num cabide de empregos que sorve a maior parte das verbas.
As verbas estão em suas mãos. Façam as mudanças!Cortem na própria carne!
Esta novela é algo tragicômico. Estes bilhões investidos a longa data poderiam equipar a mb com muitas coisas. Inclusive fazer das Tamandaré Fragatas de verdade e não Corvetas sub armadas incapazes de enfrentar qualquer Fragata moderna em condições de igualdade.
O desenvolvimento nuclear é importante sim. Mas num país incompetente, com políticos incompetentes e extremamente corruptos, com instituições públicas incompetentes tocadas por gente incompetentes, não dá.
Se a MB fossem uma empresa privada teria decretado falência e sido extinta a decadas.
As forças armadas deveriam ser administradas com a mesma mentalidade de uma empresa privada eficiente. Mas são administradas como a quase totalidade dos órgãos públicos, perdulários, repletos de aspones e incompetentes.
E essa coisa de depois de dezenas de bilhões investidos, construir apenas um SubNuc e parar, Meus Deus do Céu! Que país é este?! Que espécie de gente é esta?!
Imaginem alguém que decide abrir uma locadora de veículos e ao invés de comprar dezenas de carros variados, investe tudo o que tem numa única Ferrari e meia dúzia de Corollas. E o detalhe é que não terá o suficiente para manter a Ferrari…
Não dá. Este eterno comportamento terceiromundista. Esta eterna incompetência. Esta eterna mediocridade. Esta falta de vergonha na cara sem fim. Este eterno fracasso.
Não dá.
O problema não é nem o dinheiro porque a já sabe que essas coisas são caras e estamos dispostos a pagar por tais. O que mais densima são as datas: Em outra matéria sobre esse assunto, vi que a data para esse submarino ser comissionado é 2037. Isso realmente é o que desanima.
Outra burrice que Marinha deu foi deixar a TKMS comprar o estaleiro Oceana e o transformar em uma mera filial. Depois de gastar tanto pela tal “transferência de.tecnologia”, a gente paga para uma transnacional transferir tecnologia dela para ela mesma. E mesmo assim, cada Tamandaré do próximo lote vai sair por absurdos R$ 3 bilhoes! Assim não tem quem aguente!
E ainda tem gente que diz que a marinha já negocia “Tamandares maiores”. Por quanto, R$ 10 bilhoes a unidade?
Todo castigo ainda é pouco
Me diga uma novidade!
Na minha opinião a MB nunca deveria ter iniciado esse “programa” nuclear.
Um programa que se tornou vertedouro de dinheiro.
Mas já que iniciou, que se termine.
Mas termine de verdade, os Russos iriam nos ajudar a integrar a planta nuclear ao casco, mas adivinhem o que aconteceu!
Ficaram com medinho do Satã nortista e declinaram.
Uma marinha que mal mal consegue modernizar e manter 4 submarinos convencionais, vai conseguir manter um nuclear?
O cúmulo do absurdo!
Esse tema já esta tão saturado que até eu já estou me convencendo que foi uma besteria um país como o Brasil se dedicar a este tipo de projeto. Isso é para país que entende a importância de sua soberania. O problema Antonio é que se parar agora esse montante que você apresenta seria um total desperdício se pelo menos 1 submarino não for concuído. Ou seja, é mais um prêmio de consolação 1 submarino desse ser entregue do que jogar bilhões no lixo para nada. Porque se “o pilar da dissuasão estratégica brasileira no Atlântico Sul” segundo o Guilherme sofre todo esse prejuízo toda a estrutura do Estado Brasileiro precisa encontrar outro apoio mais eficiente.
Mais de cinco décadas e bilhões de dólares torrados nesse programa total, completa e absolutamente inútil, além de também atolado em corrupção.
Até quando?
Quanto mais?
O sabotador mais fraco do EUA comentando kkkkkk. E voce acha que o EUA gastou quanto em seu primeiro SUB? Caro ou nao é nosso e temso que terminar oque os outros mais querem é que de errado e so por isso temos que esfregar na cara deles quando der certo!
Era para marinha está com pelo mais dois subs convencionais contratados, o histórico de programas da marinha, fragatas Niterói Inglaterra, submarino ikl alemão, prosub frança, fragata Tamandaré alemão, todos esses programas se resumem em gastos exorbitantes, poucas encomendas, praticamente nenhum projeto novo derivado dessas transferências de tecnologia, perda ou não aproveitamento de mão de obra que foi qualificada. Aqui o ideal é compra de prateleira, o governo e o povão não ligam para o assunto defesa. Esquece esse submarino com propulsão nuclear.