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Home Naval

Segundo o diretor do Programa KC-390: ‘Há mercado em toda parte’

Guilherme Wiltgen por Guilherme Wiltgen
24/11/2013 - 17:09
em Naval
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O diretor do Programa KC-390 trabalha na Embraer há 13 anos e, desde 2005, depois de um longo período na área de inteligência de mercado, atua na definição dos conceitos que levaram ao maior avião produzido pela empresa. Paulo Gastão é engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), turma de 1976.

Como nasceu o programa KC-390?

No começo, aí por 2005, a ideia era outra, era a de usar partes do modelo civil 190, integradas a uma nova fuselagem com rampa traseira, e um ou outro ajuste. Era muito menor e mais leve. Ele foi revelado como C-390, apenas cargueiro, em 2007. Ao longo de 2008, a FAB, que já tinha entrado na história, revelou parâmetros do que seria o avião que serviria à Força. Redefinimos do zero. Trabalhamos em um avião completamente novo. O contrato foi assinado em abril de 2009. Assim foi a gênese.

Houve dificuldades, claro.

Ah, sim. Cada fase tem algo difícil. A primeira foi convencer as pessoas que vinham da outra ideia, a migrar para o novo avião. Depois tem o momento em que se diz “Será que vai dar certo? Nunca fizemos nada desse tamanho…”. Foi a etapa do ganho de credibilidade. Hoje, temos 1.500 pessoas trabalhando no KC-390.

O avião sairá da fábrica de Gavião Peixoto, a 300 km de São Paulo. Que tamanho terá o hangar de produção?

O pavilhão maior, da montagem final, é imenso, tem 13 mil metros quadrados com pé direito de 22 metros, cerca de sete andares de altura. O vão livre para movimentar o avião tem de ter 18 metros. Fica pronto nas próximas semanas. O módulo por onde passará o KC-390 é um hangar de 40 por 60 metros.

Em relação ao mercado mundial, em que regiões o KC pode prosperar?

É um mercado muito espalhado, tem potencial em toda parte, não depende de poucos e grandes clientes. Nosso estudo de mercado endereçado indica demanda por 700 aeronaves em 80 países (menos Estados Unidos, Rússia e China) em 10, 15 anos. A gente quer disputar pelo menos 15% disso.

Quais são os concorrentes do 390?

Há um projeto conjunto da Índia e da Rússia, mas em fase preliminar. Os chineses falam do Y-9, um turboélice. Ainda indefinido. O japonês Kawasaki está focado na necessidade interna. Tem quem pergunte sobre o A-400M, da Airbus. É uma outra classe de carga, alcance maior, preço bem maior. Sobra o C-130J. Não é pouco. A Embraer encara todo concorrente com muito respeito.

Haverá uma versão de ataque ao solo como o Hércules Spectre/Stinger II, armados com canhões, mísseis, foguetes e bombas?

Não está no portfólio e depende de haver um cliente que eventualmente queira essa versão. Acho difícil.

FONTE: Estado de SP

Tags: EmbraerEmbraer Defesa e SegurançaFABForça Aérea BrasileiraKC-390
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Comentários 6

  1. Gallito says:
    12 anos atrás

    Uma pergunta que tem me passado pela minha cabeça a algum tempo.
    O KC-390, quando já tiver operacional na sua totalidade, poderia ter um irmão maior ?
    Faço essa pergunta, pois li a algum tempo atrás, a estória de desenvolvimento do Kawasaki C-1 e como ele foi importante para a concepção de seu irmão maior Kawasaki C-2. Visto que o (C-1), tem a mesma capacidade de carga do KC-390, 23.600 Kg e o (C-2) esta na categoria de carga 37,600 kg ?

    Responder
  2. Marcelo says:
    13 anos atrás

    Não se assustem quando a EMBRAER se lançar no mercado civil contra Airbus e Boeing, quem viver verá!

    Responder
  3. Vitor Bugulin says:
    13 anos atrás

    Apesar dos brasileiros que lutam contra o país estamos avançando rumo a um futuro promissor.

    Responder
  4. Jorge Cobra says:
    13 anos atrás

    Que há mercado é óbvio. A questão gira em torno do potencial brasileiro em conseguir clientes. Nós sabemos que no meio militar as qualidades técnicas de um produto é, muitas vezes, um detalhe para compra. O fator político é muito mais decisivo, e neste quesito somos irrelevantes.

    Responder
  5. Stenio says:
    13 anos atrás

    Dúvido que a Argentina compre, com o governo Bolivariano deles, as forças armadas deles estão pior que sucatas.

    Responder
  6. celso pinaffi says:
    13 anos atrás

    essa será a nova aeronave de REVO da FAB, e ela virá junto com os novo vetor do FX-2, mas quando só deus sabe, até lá vamos de pinga-pinga com os valentes e super poderosos F-5.

    Responder

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